Os servidores das 46 Superintendências Regionais
de Ensino de Minas Gerais estão em campanha
por melhores salários. Segundo o Sindpúblicos,
há uma defasagem nas faixas salariais desde
2002. A representante do sindicato e funcionária
da Regional de Ensino de Barbacena, Maria Célia,
esclarece que os cargos de analistas e assistente
técnico de educação das superintendências
regionais de ensino foram criados naquele ano. “Desde
então estamos recebendo R$ 660, ou seja, há
seis anos trabalhamos sem reajuste”, disse.
Maria Célia explica ainda, que o baixo salário
desmotiva os servidores que trabalham nas superintendências,
fazendo com que permaneçam por pouco tempo
no emprego. “Tivemos, até hoje, dez exonerações
por causa da desmotivação. Para suprir
essa defasagem de pessoal da Superintendência
o Estado está trazendo funcionários
de escolas, que estão em ajustamento funcional”.
Outra solução encontrada foi a contratação
do serviço terceirizado da MGS. Seus servidores
trabalham seis horas por dia e recebem o salário
de R$ 650, ou seja, trabalham menos e recebem o mesmo
valor que os demais. “É por isso que
os servidores de superintendência de Barbacena
e de todo o estado estão se mobilizando para
uma paralisação no final deste mês
em Belo Horizonte”, afirma a representante do
sindicato.