O Sindicato dos Médicos de Minas Gerais entrou
com uma ação no Ministério Público,
na terça-feira (11), que vai investigar o uso
dos recursos destinados ao Programa Saúde da
Família (PSF), por parte da prefeitura. A suspeita
de que haja improbidade administrativa surgiu com
o atraso no pagamento dos médicos.
O presidente do sindicato, Cristiano da Mata Machado,
explica que o problema isolado dos salários
em atraso não caracteriza improbidade. No entanto,
se a cidade recebe uma verba para o Programa Saúde
da Família, “é preciso saber onde
é esse dinheiro é usado”, diz
Cristiano.
De acordo com o sindicato, Barbacena recebe mensalmente
do governo federal R$ 144 mil. Esse valor é
dividido por 25 equipes, cada uma recebendo R$ 5 mil.
Segundo o Departamento Municipal de Saúde (Demasp),
esses recursos não cobrem a demanda do PSF.
A prefeitura entra com uma contrapartida de quase
50%.
Realidade do município
Além da remuneração dos médicos,
a saúde em Barbacena enfrenta outros problemas,
segundo os profissionais da área. Um deles
é a desatenção ao sistema primário,
ou seja, às ações de prevenção,
por conta da sobrecarga de consultas nas unidades
básicas de saúde. Outro fator que dificulta
o trabalho dos médicos é a demora nos
encaminhamentos às clínicas de nível
secundário, ainda que solicitados em caráter
de urgência.