Muitas mulheres são responsáveis pelo
sustento da família e se desdobram em múltiplas
jornadas para dar conta dos trabalhos domésticos
e do emprego. A participação delas no
mercado de trabalho aumenta a cada dia.
Apesar da luta pela redução das desigualdades,
as classe feminina ainda tem salários mais
baixos e sofre mais com o desemprego. Esses dados
são comprovados pela Pesquisa de Emprego e
Desemprego para as mulheres, realizada pela Secretaria
de Estado de Desenvolvimento Social e Fundação
João Pinheiro, na região Metropolitana
de Belo Horizonte.
Como pontos positivos o estudo aponta um aumento
da ocupação das mulheres no mercado
e no rendimento salarial em 2007. Para o coordenador
da pesquisa, Plínio Campos, apesar de tímidos,
esses benefícios representam um incentivo a
mais para as mulheres continuarem a luta contra as
desigualdades.
“Em relação a 2006, no ano passado,
houve maior queda no desemprego para o homem do que
para a mulher. Ao longo dos anos observamos que há
uma queda nas diferenças entre homens e mulheres,
e esperamos que no futuro haja igualdade nesse aspecto”,
afirma o coordenador.
Essas pesquisa, de acordo com Plínio Campos,
servem como subsídio para elaboração
de políticas públicas e conseqüente
busca da igualdade entre gêneros em todos os
âmbitos sociais.