Foram em vão todas as tentativas do governo
do município de Barbacena para aprovar projeto
de lei que o autorizava a contrair empréstimo
de R$ 9 milhões junto ao BNDES. Na reunião
extraordinária de sexta-feira (13), o projeto
foi rejeitado pela Câmara. Para ser aprovada,
a proposta precisava do consentimento de seis vereadores.
No entanto, o resultado foi cinco votos favoráveis,
três contra e duas abstenções.
Desde que a matéria entrou em pauta a bancada
de oposição questionava a viabilidade
do empréstimo. Segundo os vereadores do bloco
oposicionista, “em apenas seis meses de mandato,
três deles antes das eleições,
o governo municipal não realizaria todas as
obras necessárias nos bairros da periferia,
já que não conseguiu executar em três
anos e meio de governo”.
No processo de votação realizado na
Câmara, que culminou com a derrubada do projeto,
foi protagonizada uma das mais bem executadas jogadas
políticas dos últimos tempos. Se fosse
seguida a normalidade na votação seriam
cinco votos favoráveis ao projeto, dados pelos
vereadores do bloco governista, e cinco contrários
dos vereadores de oposição. Nesse caso
o processo terminaria empatado e a decisão
seria dada através de “voto de minerva”
proferido pelo Presidente da Casa.
Nessa situação, o mais certo é
que o projeto fosse aprovado, uma vez que José
Higino Ferreira é membro do grupo que apóia
o governo municipal. Para a derrubada clássica
do projeto o fato principal foram as abstenções
dos vereadores Pedro do Vale e Jair Barraca. Dessa
forma, a votação terminou com cinco
votos favoráveis da situação
e três votos contrários da oposição.
Os vereadores que votaram a favor da proposta foram:
Flávio Maluf, Flávio Barbosa, Pastor
Johnson, Amarílio Augusto de Andrade e João
Bosco de Abreu. Votaram contra, Tião Batateiro,
Irene Kilson e João da Semente. Abstiveram-se
Pedro do Vale e Jair Barraca.