A prefeitura de Barbacena iniciou, no sábado
(24), o primeiro mutirão contra a dengue. A
medida partiu da constatação, este mês,
de sete focos da doença no Bairro Diniz, local
onde começaram as atividades. Durante a ação,
foram encontrados ainda mais dois focos em estado
de larva, que serão analisados. No total, o
Bairro Diniz abrigou nove criadouros do mosquito.
Já no Bairro Santa Luzia, alvo da campanha
no próximo sábado (31), há um
foco de dengue que foi descoberto ainda em 2008.
O mutirão de combate à dengue envolveu
o Departamento Municipal de Saúde (Demasp),
Agentes Comunitários de Saúde, Agentes
da Epidemiologia, Agentes da Dengue, Secretaria de
Obras, Departamento Municipal de Água e Esgoto
(Demae) e Polícia Militar. A prefeita Danuza
Bias Fortes também esteve presente no local.
A partir das 7h30, a equipe, que estava concentrada
na praça da igreja de São Domingos de
Gusmão, percorreu as ruas do bairro distribuindo
panfletos informativos e sacolas de plástico
para a coleta do lixo. Em seguida, caminhões
do Demae passavam recolhendo tudo o que foi retirado
dos quintais e lotes vazios e que poderiam servir
de criadouro para mosquito.
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Fotos:
Raquel Sigaud |
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O
lixo recolhido no Bairro Diniz pelos caminhões |
A
prefeita vê a larva do mosquito que será
encaminhada para análise |
O coordenador da Vigilância de Saúde
(Demasp), Honório Teixeira de Carvalho Melo,
que participou do mutirão, faz um alerta contra
o mito de que Barbacena estaria imune à doença
por conta da localização geográfica
e do clima frio. Segundo o médico, o índice
de infestação na cidade é de
2% e já há um caso notificado de pessoa
picada pelo mosquito, o que será confirmado
através de exames realizados em um laboratório
de Belo Horizonte.
O principal criadouro do mosquito é a água
parada e limpa. No entanto, Honório Teixeira
afirma que, no Brasil, já houve uma adaptação
da espécie à água suja. A veterinária
do Demasp, Marina Herthel, também presente
na primeira ação de combate à
dengue, explica que os bairros mais atingidos pela
doença estão perto de rodovias por onde
passam veículos que vêm de outras localidade
e podem trazer consigo o mosquito.
O diretor do Departamento Municipal de Saúde
Pública e vice-prefeito, Edson Rezende, afirma
que o mosquito da dengue é capaz de voar até
100 metros. “Por isso, se um vizinho faz a limpeza
do seu quintal, da sua casa, e o outro não
faz, todos os dois poderão se contaminar”.
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O
agente de saúde com os dois focos encontrados
em água parada
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Os cuidados de todo dia
A maneira de prevenir a dengue é evitar acumular
água em latas, embalagens, tampinhas de refrigerante,
pneus velhos, vasos de plantas, jarro de flores. Além
disso, é preciso trocar, com frequência,
a água das caixas, tambores, latões,
cistenas, e observar a situação das
lixeiras.
A caixa d’água tem de estar fechada,
com tampa adequada. Folhas podem impedir a passagem
da água pelas calhas e devem ser removidas.
A água da chuva não pode se acumular
sobre a laje. Os tanques usados para armazenar água
devem estar tampados, assim como tonéis e barris
de água. Os pratinhos de vasos de planta devem
conter areia, e a água dos vasos de plantas
aquáticas precisa ser trocada sempre. As garrafas
devem ficar de boca para baixo. Os pneus velhos podem
ser entregues ao serviço de limpeza urbana
ou guardados ao abrigo da chuva.