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Trabalho de campo no Diniz mostrou nove focos positivos de dengue

RAQUEL SIGAUD - Editoria Cidade - 26/01/09 - 07h37
 

A prefeitura de Barbacena iniciou, no sábado (24), o primeiro mutirão contra a dengue. A medida partiu da constatação, este mês, de sete focos da doença no Bairro Diniz, local onde começaram as atividades. Durante a ação, foram encontrados ainda mais dois focos em estado de larva, que serão analisados. No total, o Bairro Diniz abrigou nove criadouros do mosquito. Já no Bairro Santa Luzia, alvo da campanha no próximo sábado (31), há um foco de dengue que foi descoberto ainda em 2008.

O mutirão de combate à dengue envolveu o Departamento Municipal de Saúde (Demasp), Agentes Comunitários de Saúde, Agentes da Epidemiologia, Agentes da Dengue, Secretaria de Obras, Departamento Municipal de Água e Esgoto (Demae) e Polícia Militar. A prefeita Danuza Bias Fortes também esteve presente no local.

A partir das 7h30, a equipe, que estava concentrada na praça da igreja de São Domingos de Gusmão, percorreu as ruas do bairro distribuindo panfletos informativos e sacolas de plástico para a coleta do lixo. Em seguida, caminhões do Demae passavam recolhendo tudo o que foi retirado dos quintais e lotes vazios e que poderiam servir de criadouro para mosquito.

 
Fotos: Raquel Sigaud
O lixo recolhido no Bairro Diniz pelos caminhões
A prefeita vê a larva do mosquito que será encaminhada para análise

O coordenador da Vigilância de Saúde (Demasp), Honório Teixeira de Carvalho Melo, que participou do mutirão, faz um alerta contra o mito de que Barbacena estaria imune à doença por conta da localização geográfica e do clima frio. Segundo o médico, o índice de infestação na cidade é de 2% e já há um caso notificado de pessoa picada pelo mosquito, o que será confirmado através de exames realizados em um laboratório de Belo Horizonte.

O principal criadouro do mosquito é a água parada e limpa. No entanto, Honório Teixeira afirma que, no Brasil, já houve uma adaptação da espécie à água suja. A veterinária do Demasp, Marina Herthel, também presente na primeira ação de combate à dengue, explica que os bairros mais atingidos pela doença estão perto de rodovias por onde passam veículos que vêm de outras localidade e podem trazer consigo o mosquito.

O diretor do Departamento Municipal de Saúde Pública e vice-prefeito, Edson Rezende, afirma que o mosquito da dengue é capaz de voar até 100 metros. “Por isso, se um vizinho faz a limpeza do seu quintal, da sua casa, e o outro não faz, todos os dois poderão se contaminar”.

O agente de saúde com os dois focos encontrados em água parada

Os cuidados de todo dia
A maneira de prevenir a dengue é evitar acumular água em latas, embalagens, tampinhas de refrigerante, pneus velhos, vasos de plantas, jarro de flores. Além disso, é preciso trocar, com frequência, a água das caixas, tambores, latões, cistenas, e observar a situação das lixeiras.

A caixa d’água tem de estar fechada, com tampa adequada. Folhas podem impedir a passagem da água pelas calhas e devem ser removidas. A água da chuva não pode se acumular sobre a laje. Os tanques usados para armazenar água devem estar tampados, assim como tonéis e barris de água. Os pratinhos de vasos de planta devem conter areia, e a água dos vasos de plantas aquáticas precisa ser trocada sempre. As garrafas devem ficar de boca para baixo. Os pneus velhos podem ser entregues ao serviço de limpeza urbana ou guardados ao abrigo da chuva.




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