A carreira
Depois dos primeiros contatos com o esporte, quando
criança, os títulos vieram fortalecendo
a paixão pelas pistas. Campeão da Copa
Skol Minas, campeão da Copa Turinhos Motos, vice-campeão
Mineiro de Motocross, foram muitas as conquistas de
Panda nas classes 80cc, 125cc e Força Livre.
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Uma
das manobras antes do acidente que deixaria o
piloto paraplégico
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Trilhas
com um quadriciclo adaptado
alimentaram a vontade de voltar a pilotar... |
...sonho
realizado há poucos dias |
Em 2004 o atleta investiu numa nova modalidade, o Freestyle
Motocross. O sucesso foi grande com apresentações
pelo estado de Minas. Ele ganhou ainda mais destaque
por ser na época um dos poucos pilotos da região
a realizar manobras de alto nível. Os convites
para novas apresentações levaram Panda
a outras localidades do país e também
a participação na principal equipe brasileira
da modalidade.
O acidente
Em 2006, o piloto viajou ao Pará onde faria uma
apresentação. Durante os treinos, um acidente
mudou a vida de Éderson: ele ficou paraplégico.
Superar este novo desafio passou a fazer parte do cotidiano
do atleta.
Fazer trilhas com o veículo acompanhando o sogro
"Tonin Róia" e a equipe Os Pererecas
de Barbacena (MG) foi uma atividade que alimentou o
sonho de voltar a pilotar uma motocicleta. "Às
vezes eu ia à pista com meu amigo Léo
para vê-lo treinar, mas na verdade eu queria mesmo
era que ele desse uma volta comigo em sua moto",
conta Panda.
Após pesquisar na internet, Éderson encontrou
informações de um piloto norteamericano,
também paraplégico, que pratica motocross
em uma moto adaptada. Com o exemplo a seguir, ele, o
sogro "Róia" e seu pai Helon resolveram
tentar. Com recursos que tinham em casa mesmo, e com
Helon no comando, em duas semanas o projeto pioneiro
no Brasil estava pronto.
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A motocicleta
tem comandos adaptados |
Um
banco especial e suporte para as pernas foram
desenvolvidos no projeto que teve à frente
Helon Lopes, pai do piloto |
"A
emoção de voltar a acelerar uma
moto foi
muito grande", afirmou Panda |
Projeto similar que deu certo
A adaptação americana conta com sistema
de marcha elétrico e embreagem de acionamento
automático. A que foi feita pela família
de Panda tem um sistema de alavancas no guidão
para trocar as marchas, uma manete a mais para o freio
traseiro, um banquinho fabricado em fibra de vidro com
cinto de segurança que se acopla em cima do banco
original, e o sistema de barras de proteção
para as pernas. Tudo desmontável porque a moto
é dividida entre Panda e o pai, que fica com
ela guardada em Belo Horizonte.
"A emoção de voltar a acelerar uma
moto foi muito grande. Apesar da dificuldade de me adaptar
a todos esses comandos nas mãos e aprender a
pilotar sem o auxílio das pernas, cheguei até
a arriscar um saltinho. A meta agora é conseguir
o sistema americano de adaptação e aperfeiçoar
a pilotagem", afirma.
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Os
amigos e a família acompanharam e se emocionaram
com o piloto |
Os
comandos, incluíndo o câmbio, receberam
adaptações que permitem o acionamento
pelas mãos |
Suporte
preso ao quadro da moto sustenta o sistema de
barras de proteção para as pernas |
Fonte: www.motox.com.br
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