No dia 1º de março, o Demae completa
36 anos. Quase que a autarquia não comemorava
essa data. Falta de infraestrutura, sede administrativa
em local inadequado, servidores desmotivados e desviados
de função, inadimplência e dívida
de mais de R$ 4 milhões foi a situação
encontrada no Demae no princípio do ano.
A venda de um terço do abastecimento de Barbacena
para a Copasa, em 2007, não significou receita
para a autarquia responsável pelo abastecimento
de água e controle do esgoto. A bagatela de
R$ 3,2 milhões foi para os cofres da prefeitura.
No entanto, ainda que com dificuldades, o Demae conseguiu
sobreviver a essa situação.
Com o resgate à sigla Demae em substituição
ao Demasa, pretende-se iniciar um trabalho de ressurgimento
da autarquia que já foi orgulho de Barbacena
e serviu de modelo para muitas cidades em Minas Gerais.
O primeiro passo, segundo a direção,
é trabalhar a autoestima do servidor, motivá-lo
a dar o melhor de si e resgatar a credibilidade que
sempre foi o forte do Demae. “Trabalhar honestamente
e com responsabilidade para que o dinheiro arrecadado
seja aplicado da melhor forma possível, evitando
os desperdícios e investindo para uma melhor
prestação de serviços à
população”, afirma o diretor Waldir
Damasceno.
Combater a inadimplência é a
segunda frente de trabalho
Outro passo para salvar a autarquia é negociar
com os inadimplentes, principalmente os grandes devedores,
para que cumpram o seu dever para com o município,
a fim de tentar colocar o Demae também em dia
com suas obrigações.
A pedido do ministro Hélio Costa, já
foi encaminhado um projeto para melhoria nos sistemas
de abastecimento de água, coleta e tratamento
de esgoto no valor de R$ 30 milhões. O recurso
será incluído no Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC) e que vai solucionar os problemas
de saneamento em Barbacena pelos próximos 20
anos.
População que recebe serviços
da Copasa se declara insatisfeita
A população da Zona Noroeste de Barbacena
está descontente com os serviços prestados
pela Copasa e exige a volta do Demae. A prefeitura
também quer que o Demae reassuma aquele serviço,
mas tem que esperar uma posição da justiça,
já que existe um contrato assinado pelo ex-prefeito
e qualquer atitude unilateral poderá levar
o município a ter que ressarcir o que a COPASA
investiu na cidade.