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13 de dezembro de 2016 às 22h23

Ex-jogador do Cruzeiro vem a Barbacena lançar livro biográfico

Dirceu Lopes, grande craque do passado e da história do futebol mineiro

Da Redação

Nesta quinta-feira (15), um dos maiores jogadores do cruzeiro, de Belo Horizonte, estará em Barbacena para o lançamento de um livro que conta sua história. Escrito por Pedro Blank, a Real História de Dirceu Lopes, O Príncipe, será lançado às 17h, no Mini Mall - Jardim Luz, no centro da cidade. O evento é aberto ao público, com autógrafos e comercialização do livro.

DIRCEU LOPES, O PRÍNCIPE - O genial camisa 10 do Cruzeiro nos anos 60 e 70 ganhou uma biografia à altura de sua carreira.
Assinada pelo jornalista e escritor Pedro Blank, a obra esmiúça episódios para lá de conhecidos do público, como o dia em que Garrincha foi ao hotel onde o Cruzeiro estava hospedado e pediu para falar com o melhor jogador do mundo. O Anjo das Pernas Tortas se referia a Dirceu Lopes.

Ao lado de Tostão ele foi o mais destacado jogador de uma das maiores formações de  todos tempos do Brasil, o Cruzeiro com Tostão, Piazza, Raul, Zé Carlos, Evaldo e outros, na segunda metade da década de 1960 e início da  década de 70.

Todos eram jovens jogadores desconhecidos e assombraram o mundo na final da Taça Brasil de 1966 quando enfrentaram o poderoso e imbatível Santos (bi-campeão do mundo) no auge do time de Pelé e o derrotaram por 6 x 2 no Mineirão e depois por 3 x 2 na Vila Belmiro, sagrando o Cruzeiro campeão do torneio nacional.

Dirceu Lopes colecionou títulos, gols e premiações nas décadas de 1960 e 1970 - campeão mineiro juvenil em 1964; pentacampeão mineiro 1965-1969; campeão da Taça Brasil em 1966; campeão da Copa Rio Branco pela seleção brasileira em 1967; tetracampeão mineiro 1972-1975; vice-campeão brasileiro em 1974 e 1975; eleito o melhor meia dos campeonatos brasileiros de 1970, 1971 e 1973. Com Saldanha no comando da seleção canarinho, Dirceu Lopes era nome certo para a Copa do Mundo de 1970 no México, mas foi cortado pelo novo técnico Mário Zagallo, que alegou já haver "muitos jogadores para a sua posição" no escrete.

Com seu 1,62 m, o Baixinho foi titular absoluto nos 12 anos em que atuou pelo Cruzeiro. Habilidoso e veloz, sua maior característica era arrancar pelo meio de campo com a bola dominada até a área adversária, vencendo seus marcadores com dribles desconcertantes. Tais lances desarrumavam as defesas adversárias e abriam espaços para os companheiros de ataque ou então para si próprio, pois chutava muito bem, colocado, com força e precisão. A presença de Dirceu Lopes em campo era garantia de bom espetáculo e belos gols. Junto com Tostão, formou uma das maiores duplas ofensivas do mundo, comparável a Pelé e Coutinho, no Santos e Gerson e Jairzinho, no Botafogo.