Museu
Municipal de Barbacena
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APRESENTAÇÃO Tudo começou com o Caminho Novo Construção
de 1829. Residência dos Pennas, entre eles o ilustre Dr. Belisário
Augusto de Oliveira Penna (Visconde de Carandaí). O imóvel
foi totalmente restaurado e transformado na sede do Museu Municipal
de Barbacena. Cenas da Inconfidência Nada menos
que cinco Inconfidentes moravam nos arredores do Arraial da Igreja Nova
de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo, que, em 14 de agosto
de 1791, tornou-se a Vila de Barbacena. Uma homenagem forçada
ao então Governador das Minas Gerais, Luis Antônio de Castro
do Rio de Mendonça (1754 – 1820), o sexto Visconde de Barbacena.
Foi em Barbacena que, em 11 de abril de 1789, o contratador Joaquim
Silvério dos Reis redigiu a carta denunciando o levante. E foi
na rua principal do Arraial que um dos braços esquartejados do
Tiradentes foi exposto para amedrontar o povo. A partir da Família Real Portuguesa ao Brasil, em 1808, com abertura dos portos brasileiros “às nações amigas”, uma incontável legião de viajantes e naturalistas chegou ao país. Estes estrangeiros vinham em busca de conhecimento e riquezas. Muitos deles visitaram Minas Gerais, passando a maioria por Barbacena. James Fox Bunbury, Eschwege, Richard Francis Burton, Caldcleugh, Spix e Martius, Van Volxen, Hansenclever e Alcide D’Orbigny são alguns, entre tantos visitantes, que deixaram preciosos relatos sobre a pequena Vila de Barbacena. “A
grande Igreja da Boa Morte foi construída através da coleta
de esmolas, quer dizer, à medida que se conseguia juntar o suficiente
para se prosseguir as obras durante algumas semanas. Mas agora não
há dinheiro, e enquanto isso, os operários descansam”. Revolução e Política De muito longe vem a tradição política de Barbacena, cuja Câmara Municipal participou diretamente pela Independência do Brasil. Uma representação datada de fevereiro de 1822, feita pela Câmara Municipal de Barbacena, antecipa a posição de Minas ao “Fico” de D. Pedro que, em abril, visita Barbacena e, em setembro, proclama a Independência. O apoio dos Vereadores barbacenenses ao Imperador é retribuído com o titulo de “muito nobre e leal Vila de Barbacena”, dado no mesmo decreto que eleva Ouro Preto à condição de “Cidade Imperial”. Em 09 de março de 1840, Barbacena é elevada à cidade. Dois anos depois, junto com Sorocaba (SP), pega em armas defendendo a rebelião do Partido Liberal contra o ministério conservador de D. Pedro II. José Feliciano Pinto Coelho da Cunha, presidente da Câmara de Barbacena torna-se governador interino de Minas e a Guarda Nacional de Barbacena, sob o comando do Cel. Francisco Alvarenga, marcha para Ouro Preto. Os liberais saem, porém, derrotados em agosto de 1842, pelas tropas legalistas do Barão de Caxias. A Luta pelo Poder Na segunda metade do século XIX, Barbacena já mantinha uma invejável representação política tanto na Província como na Corte. Camilo Maria Ferreira, o Conde de Prados, foi deputado da Assembléia Imperial e chegou a ser governador do Rio de Janeiro, em 1878. Mariano Carlos de Souza Correia foi cônsul do Brasil em Portugal, enquanto José Rodrigues de Lima Duarte foi ministro da Marinha de D. Pedro II. Também era barbacenense Mariano Procópio Ferreira Lage, construtor da estrada União-Indústria. Por volta de 1865, instalou-se na cidade, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, neto de José Bonifácio, o Patriarca da Independência. Ao casar-se com Adelaide de Lima Duarte, Antônio Carlos funda o ramo mineiro dos Andradas. Como hóspede do embaixador Olinto Magalhães, o Marechal Floriano Peixoto, passou quase todo o ano de 1891 em Barbacena, já um dos mais influentes pólos republicanos de Minas. Em 1893, sendo governador, Crispim Jacques Bias Fortes, o Congresso Mineiro reuniu-se em Barbacena para escolher o local da nova capital do estado. Entre dezembro de 1892 e maio de 1893, a equipe do engenheiro Aarão Reis fez nesta cidade os primeiros estudos para a construção de Belo Horizonte. Em 1930, a Aliança Liberal colocou Getúlio Vargas no poder. Até então aliados, Bias e Andradas tornam-se rivais e passam a protagonizar a disputa mais célebre da política mineira. Uma Cidade de Imigrantes Em 1888, foi criada por D. Pedro II a Colônia Rodrigo Silva, que tornou-se um dos grandes núcleos de colonização de Minas Gerais. Diversas famílias italianas chegaram a Barbacena e ajudaram a transformar a paisagem e a economia da cidade. O pioneiro italiano Amílcar Savassi, tornou-se diretor da Colônia Rodrigo Silva em 1898 dando início em Barbacena à indústria da seda, com a criação da Estação Sericícola, um centro de pesquisa e produção, que a partir de 1912, passou a produzir a melhor seda brasileira durante décadas. “Atenas Mineira” O prédio da Escola Preparatória de Cadetes do Ar, há mais de 120 anos tem servido à educação, abrigando sucessivas escolas de importância nacional. O imenso casarão, sede da Chácara de Herculano Ferreira Paes, tornou-se, em 1873, o Colégio Providência. Em 1881, o educador baiano Abílio César Borges, o Barão de Macaúbas, adquiriu o prédio para nele instalar o Colégio Abílio, filial mineira da escola de mesmo nome que funcionava na Praia de Botafogo, Rio de Janeiro. Em 1888, o Colégio Abílio foi desativado, sucedendo-o o Ginásio de Barbacena, de curta duração. Em 1º de dezembro de 1890, o governador Bias Fortes fez instalar no local o tradicional Ginásio Mineiro, que ali permaneceu até 1912, quando foi criado o Colégio Militar. Em 1925, o Ginásio Mineiro, como internato, voltou a ocupar o prédio que, finalmente, passou a abrigar a EPCAR, em maio de 1949. |
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