Museu da Loucura LCoordenação:
Lucimar Pereira APRESENTAÇÃO O Museu
da Loucura foi inaugurado em 16 de agosto de 1996, através de
uma parceria entre a Fundação Hospitalar do Estado de
Minas Gerais – FHEMIG, e a Fundação Municipal de
Cultura de Barbacena – FUNDAC. Faz parte do projeto “Memória
Viva” e resgata a história da cidade, mantendo em seus
locais originais o Núcleo Histórico. “Posto
assim está, entre revezes. |
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| Museu Georges Bernanos Coordenação:
APRESENTAÇÃO Criado em 17 de agosto de 1968, o Museu George Bernanos compreende um conjunto arquitetônico e área livre de aproximadamente 1.500m² . Entre os três prédios, que juntos formam a Casa de Bernanos, está um acervo que compreende objetos pessoais, mobiliários, livros, fotografias, etc. O museu abriga também o Centro Artístico Cultural “George Bernanos”, onde são oferecidos diversos cursos à sociedade. George Bernanos Nascido
em Paris em 20 de fevereiro de 1888, George Bernanos participou intensamente
da vida política de seu país: foi soldado de trincheira
na Primeira Guerra Mundial e repórter na Guerra Civil Espanhola.
Seu filho
Jean-Loup relembra que “o destino não era o Brasil e sim
o Paraguai. Desde meninos que meu pai e seus colegas de colégio
sonhavam com este país. Eles planejavam desde cedo, mudar-se
para Assunção, onde pretendiam instalar-se numa fazenda
e criar gado. O Paraguai era um país muito romântico para
os jovens franceses dos anos 30. Ainda estudante, ele organizou a primeira
viagem com seus colegas, mas infelizmente não pôde partir.
Só mais tarde, depois de casado e com filhos, é que teve
condições de realizar seus sonho. Tomamos um barco rumo
à América do Sul, onde Bernanos queria tornar-se criador
de gado e continuar escrevendo”. Bernanos ligou-se profundamente à vida brasileira, lia com perfeição o português e “devorou” nossa literatura. Fez o prefácio do livro “Poemas”, de Jorge de Lima (1939). Dois de seus romances foram objetos de excelentes traduções: “Sob o Sol de Satã” (tradução de Jorge de Lima) e “Diário de um pároco de aldeia” (tradução de Edgar Mata-Machado). O escritor Geraldo França de Lima, que conheceu o escritor numa tarde bem fria de julho, num banco do jardim de Barbacena, conta: “...
Ele procurava um pouso: não queria sentir-se um exilado: queria
um lar, queria sentir-se em casa. Precisava, para tanto, de fixar-se,
estabelecer-se. Aspirava a uma fazendinha: “un petit coin, qui
soit mon foyer, pour y cuver ma honte”. Em artigo publicado no jornal Estado de São Paulo, de 20 de fevereiro de 1988, Antônio Carlos Villaça escreve: “Ouso afirmar que Bernanos foi feliz no Brasil, apesar da guerra, apesar das lutas, apesar da falta de dinheiro, apesar de todas as dificuldades, vicissitudes, surpresas, a tuberculose de um filho, a solidão de Pirapora, a solidão de Barbacena. Os artigos de guerra recolheram-se nos volumes de Le Chemin de la Croix des Âmes, livro tão brasileiro”. Na volta à França recusou o cargo de Ministro da Educação e, pela terceira vez, recusou a Légion d’honneur, a mais importante comenda francesa. Deixando a França, foi morar na Tunísia, onde escreveu o Diálogo das Carmelitas, sua última meditação sobre a angústia e a morte. Retornou da Tunísia em maio de 1948, muito doente, e morreu em Paris no dia 05 de julho. Seu pedido
para que a sua casa da Cruz das Almas perpetuasse sua presença
em Barbacena foi atendido quando, em agosto de 1968, o governador Israel
Pinheiro inaugurou o Museu Georges Bernanos. |
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Museu Casa de Marcier Coordenação:
Charles Rezende Cruz APRESENTAÇÃO O Museu Casa de Marcier compreende um complexo museológico e paisagístico com 90.000 m², oferecendo ao visitante a oportunidade de conhecer a casa e as obras deixadas por um dos maiores pintores sacros do século XX. Ao todo, 12 afrescos e esboços, além de objetos pessoais e obras, ilustram o talento do pintor romeno que escolheu o Brasil como pátria e Barbacena como seu refúgio. Descobriu a paisagem colonial mineira a partir de 1942, quando ilustrou uma histórica reportagem da revista “O Cruzeiro”. Sua pintura sacra, influenciada pela tradição do leste europeu, é uma releitura moderna de ícones bizantinos e reminiscências da cultura religiosa da Romênia. “Para
mim o branco da tela é o Espírito Santo” O Parque Emeric Marcier, adaptação paisagística do sítio Sant’Anna, onde o artista viveu com sua família por 50 anos, é dotado de áreas de convivência, trilhas para caminhadas e todas as condições para oferecer aos visitantes momentos de contato com a natureza, com a reflexão e a arte. “Tenho
raízes em Barbacena. Talvez por causa de milhares de árvores
que plantei aqui”. Vida de Emeric Marcier Nascido
na Romênia, formado pela Academia de Brera, de Milão, cidadão
do mundo, Emeric Racz Marcier (1916 – 1990) encontrou seu habitat
em Barbacena, onde descobriu seu ninho, entre os últimos contrafortes
da Mantiqueira. Abençoava os ventos que vinham das montanhas,
o clima que lhe era familiar, cheirando infância. “Quantas
vezes trabalhando em meu atelier de Paris fiquei quase transportado
em espírito ao atelier de Barbacena, que não resistiu
a intempéries” Fonte:
Fundac |
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