1ª Estação:
Assistimos ao julgamento de um injustiçado que
escuta sem defesa sua sentença frente ao S.P.Q.R
( Senatos Populis quae Romanos). Jesus nasceu na Palestina
ocupada pelos romanos, sendo, portanto, judeu e palestino.
Ele pregava um novo reino e os seus opositores temiam
que fossem destronados e se sentiam ameaçados.
Só que seu reino era no céu e não
deste mundo, e os poderosos eram gentios.
A compaixão e o Amor são absolutamente
centrais na mensagem e na vida de Jesus e por isto,
Ele é condenado. Condenado à morte de
cruz.
2ª Estação:
Jesus não só recebe a cruz, mas Ele a
abraça, abraçando assim, sua missão.
A cruz era usada pelos romanos como instrumento de suplício
mortal para os escravos rebeldes. Seu ideal de construir
um novo reino de justiça, de não violência,
de fraternidade e de paz, contraria as leis e subverte
a ordem então existente.
3ª Estação:
Foram tantos os maus tratos de todas as naturezas (
físicos, morais e emocionais) que O fizeram sucumbir
sob peso da cruz, perde o equilíbrio , pois também
era empurrado pelos soldados, e cai. Porém resistiu
ao desanimo e as dores e, seguiu, ainda que fragilizado.
4ª Estação:
Como prisioneiro, encontra sua Mãe, que ano o
abandonou nunca e O seguiu, O acompanhou e O apoiou
sempre. Trocam apenas um olhar, mas ela é a única
que o compreende, que acredita e sabe que Ele é
inocente, é justo e cumpre sua missão.
5ª Estação:
Só no momento de total aniquilação
é que se pode compreender o valor da solidariedade.
Jesus é auxiliado por Simão, natural da
cidade de Cirene, que teve o privilégio de ajudar
o Salvador. Saber servir com gratuidade e com compaixão,
sobretudo aos que mais necessitam , é a grande
lição desta estação.
6ª Estação:
Além das dores físicas e morais provocadas
pelas injustiças, Jesus sofre também pela
decepção se vendo abandonado pelos amigos.
Suas forças diminuem a tal ponto que seu andar
é cambaleante e, tropeçando cai mais uma
vez, tentando ainda sustentar a cruz.
8ª Estação:
É própria das mulheres a coragem de expressar
e externar seus sentimentos. Muitas das que ouviram
suas pregações e presenciaram seus milagres
e seus atos de bondade O seguem chorando por vê-lo
tão desfigurado e machucado. Ele apesar de todo
seu sofrimento as consola e lhes diz: “não
choreis por mim, mas por vós e vossos filhos”.
Os séculos se passaram e, quantas mulheres seguem
chorando por tantos filhos que se desviaram do caminho
da salvação.
9ª Estação:
O caminho é poeirento, pedregoso, íngreme
e as forças que já lhe faltavam fazem
que cambaleie, tropece e caia mais uma vez com tanta
violência que toca o chão com sua santíssima
boca e fica estendido sob a cruz. Porém, não
ficou estirado ao chão, ergueu-se e ensinou a
todos que é sempre possível levantar.
10ª Estação:
Conseguem feri-lo mais ainda em sua dignidade, deixando-O
nu. Já todo contorcido pelas bofetadas, chutes
e empurrões que lhe causaram muitas dores, somadas
as injustiças e humilhações, lhe
despem, provocando mais sangramento nas feridas já
aderidas á túnica que lhe é rispidamente
arrancada.
11ª Estação:
Pregado à cruz, suas mãos e pés
são rasgados pelos grossos pregos. Os pulmões
se comprimem e a asfixia que o sufoca é inevitável.
A coroa de espinhos é mais cruelmente empurrada
em sua cabeça e uma tabuleta com os dizeres de
sua condenação é pregada no topo
da cruz: “ Jesus Nazareno Rei dos Judeus”.
Entretanto, Jesus ainda que crucificado, governa o mundo.
12ª Estação:
Seu ideal de construir um mundo novo, sem egoísmos
e violência, com mais igualdade e fraterno, é
contrário aos poderes dominantes e se confronta
com as autoridades, por isso o levaram a morrer na cruz.
Lancetado, saciam sua sede com vinagre e fel, e então,
espira. Viveu pela justiça e morreu devido a
injustiça.
13ª Estação:
Jesus dava as mulheres uma identidade e uma posição
que elas nunca tiveram dentro da cultura convencional
da época. Até nisso ele subverteu a ordem
vigente e no clímax da Paixão, é
Maria que está presente e O recebe em seus braços,
braços de Mãe Piedosa.
14ª Estação:
Jesus foi ladrado num sepulcro, mas o túmulo
não pôde conte-lo. Suas palavras ecoam
pelos séculos, testemunhando que Ele pregava
contra o egoísmo e a injustiça que caminham
juntos. A pedra foi rolada para longe, pois Ele é
uma figura do presente e não simplesmente do
passado. Precisamos de transformação pessoal
e política, tendo-O como exemplo e como Senhor
e Salvador.
15ª Estação:
Mais uma vez são as mulheres que vem embalsamá-lo
e ungi-lo com óleos e aloés. Mas Jesus
não está entre os mortos e sim entre os
vivos. O significado da ressurreição é
ver a injustiça como problema humano e a injustiça
de Deus como salvação da humanidade. Ele
ressuscitou, aleluia, aleluia!1
16ª Estação:
Maria, mãe da Vida, que protegeu e acompanhou
seu Filho, da gestação a ressurreição,
é a co-redentora do gênero humano e deve
ser aclamada por todos nós como “ Nossa
Senhora da Ressurreição”.
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