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Ricardo José Tollendal

Barbacenense, primogênito de José Theobaldo Tollendal e Darcy Fontes Tollendal, taurino, pois nasceu em 30 de abril. Tem três irmãos e assim cresceu sob uma educação bem “machista”

 

Cursou o primário no “Grupo Escolar Adelaide Bias Fortes”, mostrando desde cedo sua inclinação para as “letras”. Gostava de ler, abominava os números. Sempre foi muito organizado e cioso de suas coisas. Postura e atitudes de liderança lhe eram inerentes. Organizava e dirigia uma grande turma de amigos nos folguedos da “rua de trás” que era o cognome da Rua Olinto Magalhães, fundos da casa de seus pais.

Fez o curso secundário no “Soares Ferreira” onde mais se destacou nas “letras”. Paralelamente, organizou um grupo de escoteiros exigindo o fiel cumprimento dos princípios de Baden Powell. Não foi bom nos esportes, mas adorava acampamentos e contato com a natureza. Terminado o curso colegial transferiu-se para o Rio, vencendo com facilidade o vestibular para Direito e Filosofia, mas por sua inquietude não terminou os cursos. Estávamos na fase dos “hippies” e dos movimentos pró-democratização. Incluindo nessas doutrinas, cabelos longos, roupas esdrúxulas, passou por maus momentos com a repressão antidemocrática.

Como “castigo” pelas prisões sofridas, inclusão em “listas negras” da subversão, seus pais o mandaram, com seu irmão Eduardo, para um período pela Europa onde, encontrando-se com seu amigo Jorge Marcier aproveitou das boas coisas de Paris, Londres e Itália. Ao retornar escapuliu-se para outros países menos significativos da América do Sul, como se fosse um cigano em suas andanças.

Morava no Rio com a “Vó Dag” e a seguir com a companhia do irmão Eduardo (hoje Doutor em Literatura Brasileiro e professor da Universidade Federal de Uberaba) dedicaram-se muito à literatura e ao estudo do português. Lecionou em vários colégios para reforçar seu “orçamento” e teve ímpetos de independência e naturalismo. Experimentou a moradia solitária no bairro Santa Tereza e depois no sítio “Ingatuoca” aqui, no distrito de Correia de Almeida.

Em tempo, viu que a vida não era por aí, voltou ao Rio, fez concurso para o Tribunal do Trabalho onde, hoje, já está em vésperas de aposentar-se.

Acrescentou à vocação literária o interesse por artes pictóricas, tornando-se um bom aquarelista. Nesse ínterim, casou-se e teve um filho, Marcelo, que é um primoroso desenhista.

Nos arroubos literários escreveu os livros “Nos confins de fuzarca e retreta” e “Manoel Bandeira, poeta de alma inteira” entre outros artigos para jornais e ultimamente colabora com crônicas para o Barbacena On Line.

Embora se diga um apaixonado pela “Lapa” e pelos sebos no centro do “Rio Antigo”, sente-se que sua maior paixão é Barbacena. Como, inteligentemente, se deve fugir das grandes e dominantes paixões, só vem em breves fugas para comemorar algumas datas marcantes junto à família.

Pelo seu jeitão é chamado na família de Ricardo Vendaval!

J.T.Tollendal

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