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Barbacena, eu me lembro ...
... do bloco Caninha Verde, que saía da
Rua José Bonifácio em direção
ao centro da cidade, nos carnavais passados. Seu
grito de guerra: “A minha caninha verde
já chegou de Portugal, vamos todos, minha
gente, festejar o carnaval!”
(Newton Siqueira de Araújo Lima)

... da Papelaria "A Miscelânea"
com as vitrines cheias de carrinhos "Match
Box" e caixas de "Revell".
(Demilson Vigiano)

.... do Botina. Foi um tempo de susto na minha
infância. Ele chegava silencioso, pés
descalços, o peso da carne no ombro, cabeça
raspada e uma voz possante que parecia soltar
toda quando menos se esperava: "Olha a drobadinha!"
Que salto! E ele achava graça. Grande figura
o Botina.
(Vera Coimbra)

... da Igreja do Rosário, do Grupo Sétimo
Degrau, numa alusão ao último degrau
da escadaria da Igreja. Eu me lembro da “Lei
Bicáurea”, uma paródia do
Sétimo Degrau apresentada no palco do Colégio
Estadual e aplaudida de pé pelos alunos.
(Ricardo Salim)

... de quando reuníamos "a turma da
Boa Morte" à noite, e cada um brandia
um bambu cortado no bambual de minha casa, para
matar morcegos e ao amanhecer, com cara de anjinhos
ficávamos rindo da polícia que,
intrigada, queria saber de onde surgira tanto
morcego morto. Eles vinham das torres da Igreja
de Nª Sraª da Boa Morte, atraídos
pelo "zum-zum" das taquaras...
(Arthur Bernardes)

... da rivalidade que havia entre os rapazes da
cidade e alunos da EPCAR, lembro que em um 09
de junho, aniversário do meu irmão,
estávamos comemorando com a turma dele,
quando soubemos que estava tendo a maior briga
na Rua XV. Naquela época morávamos
na Rua Cel Teófilo, onde hoje é
o Plaza Shopping, lá de casa ouvíamos
a turma do deixa disto gritar na Rua XV.
(Stela Miranda)

... do "celeiro´s bar" na descida
da Pereira Teixeira, onde aconteciam
paqueras, bom papo, todo "mundo" se
conhecia, nem que fosse de vista!
(Maria Angélica Moreira Carvalho)

... do misto-quente e do milk-shake no Sovon's
no domingo à tardinha.
(João Bosco Curi)

... do Grupo de Jovens EMAÚS. O Danilo
cantando Creio em Ti. Encontro de Jovens na Borda
do Campo.
(Lígia Márcia G. Lima)

... da esquina do Éguas Bar, do seu Jorge
pipoqueiro... de trocar gibis, trocar figurinhas
e bater “bafo” em frente aos Cines
Pálace e Orfeu... me lembro da A Brasileira
com Izabelinha, seguida de seus cães (
“moços e moças bonitas, querem
cooperar com os pobres!?)... Barbacena eu me lembro
da rodoviária velha... do Django que sai
em seu cavalo imaginário dando tiros imaginários
e correndo pelo centro... Barbacena eu me lembro
do Telmo (tomates da Fazenda do Roberto Carlos)
... do Botina (oh, minha madrinha, “olha
o xoriço do Botina); da Ercilia (só
caqui que é gostoso; Barbacena eu me lembro
daquele Sr em sua cadeira de rodas em frente a
Casa dos Tollendal, vendendo bilhetes de loteria...
me lembro do “espirro” (olha a sorte...
tem vaca, galo, porco... viado...) ... me lembro
do Zé Barba e do Seis Dedinhos... do Genoca
batendo colheres... me lembro do Sovon’s,
do Tio Patinhas... do Sarcófago... me lembro
dos Programascope (de meu saudoso pai, Barbosa
Silva)... me lembro de quando os campos de futebol
ficavam lotados ( Olimpic X Vila.. que loucura..)....
Barbacena, eu me lembro jovens, tardes de domingo...
sábado à noite... rock and roll...
rock é rock mesmo no Cine Palace.... é
tanta coisa que nem me lembro mais .....Barbacena
....
(Rogério Barbosa)
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