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Barbacena, eu me lembro...

ARTHUR BERNARDES
Editoria Cidade - 25/05 - 16h18

“Quando eu era criança pequena”, lá em Barbacena, a rua da Boa Morte tinha calçamento de pedras irregulares. Eu tinha medo de assombração... De nossa casa se avistava o cemitério e, à noite, por lá se viam luzes: era o “fogo fátuo”.

Eu e outros meninos brincávamos na rua e tão logo escurecia, brandíamos varas de bambu, para atrair morcegos, e ao amanhecer ficávamos rindo da polícia que intrigada queria saber de onde surgira tanto morcego morto. Eles vinham das torres da vetusta igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, atraídos pelo zum-zum das taquaras.

“Quando eu era criança pequena, lá em Barbacena” corria pelo beco da Lajinha, furtava laranjas no pomar do alemão Guilherme. Eu era o dono da bola e só por isso me deixavam jogar, pois eu era também o pior jogador do bairro.

Pendurados em cipós, brincávamos de Tarzan na capoeira do “velho” Antonio Russo, onde também matávamos passarinhos (que arrependimento) pelo prazer de matar; montados em largas cascas de troncos de palmeiras deslizávamos nas ondas de capim gordura nas pastagens do Dermeval Dutra e corríamos em “carrinhos de lomba” na improvisada autopista de outro menino, o Huguinho Paraíso, que hoje já está no paraíso.

Fugíamos de casa e íamos para a gare da RMV (que nós traduzíamos por Ruim Mas Vai), “ver o trem virar”. Amarrávamos latas nas traseiras dos automóveis antigos e íamos ao delírio com a “bronca” dos motoristas.

Passávamos a mão nas meninas, na sacristia, depois da missa aos domingos e fugíamos assustados, percebendo que elas gostavam...

Tanta coisa mais eu fazia, “quando era criança pequena, lá em Barbacena”....

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... da primeira sessão de cinema do Cine Pálace, aos sábados. Lotava. E a turma caprichava na roupa. O início do filme era marcado pela mudança de cores dos arabescos neoclássicos à direita e à esquerda da tela, ao som de Ray Connif tocando o "Lago dos Cisnes". E nunca mais consegui ouvir em qualquer lugar Ray Connif sem me lembrar do Cine Pálace e dos encontros e desencontros amorosos que começaram e terminaram ali.
(Vera Coimbra)


... pra quem curte um roteiro 'gastroetílicomusicocultural', lembra nos anos 80, do Meia Lua – um dos melhores, senão o melhor barzinho que já tivemos por aqui, diversão garantida, de quarta à domingo, murinho lotado, difícil conseguir vaga. 'Ti Nelson' logo em frente com aquela caipirinha ímpar, e nos anos 90, a praça do Rosário era um mar de gente, ali estavam o Rocha's, Sovon's, Taberna, Natural e o Có-mel, sugestivo nome, não é? E mais ao fundo, ali pelas bandas da Olinto Magalhães, a rua fechava em torno do 'Fim de Noite', mais conhecido como 'bar do coruja'. Todos nos reuníamos na praça pra se encontrar... enfim, éramos felizes e não sabíamos.
(Antônio Luiz Duarte)


... da Pizza do Gino´s quando ainda funcionava anexo ao Cine Apolo. Pouco espaço, comendo de pé, porém sempre felizes com os sorrisos da querida Anita. A pizza ali era muito mais saborosa. Naquela época até o Gino sorria mais. Quem conheceu, assinará em baixo.
(Hercules Fornero – São Paulo/SP)


... da Vovó, onde a rua XV tinha vida. Alegria.
(Helena Márcia Neves)


... do popular Sabonete (Arlindo de Oliveira) vestido de fraldas, com mamadeira, a tomar cerveja em um penico, durante o carnaval.
(Newton Siqueira de Araújo Lima)


... do jardim dos macacos (com eles é claro) e da fonte luminosa, com suas "águas coloridas".
(Kátia C. Pereira)


... do Bar Colonial, de propriedade do Sr Laguardia. Tinha um SABIÁ que ficou famoso nacionalmente, pois cantava maravilhosamente durante o dia inteiro.
(Dalmo Rufino – Xapuri/AC)


... do bar Vovó e Cia, quando saíamos do trabalho depois das 18h e por lá reuníamos com amigos pra tomar um chopp e ouvir boa música ao vivo. O Centro de Barbacena hoje está deserto, não tem mais os tradicionais bares.
(Sandra Cristina)


... do parquinho infantil perto da rodoviária velha!
(Bráulio Eduardo Nogueira)


... muito bem e com muita saudade das festas juninas do Colégio Salesianos (Instituto Tenente Ferreira), época que o colégio movimentava a cidade e a diversão era completa.
(Andrea)


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NOTA DA REDAÇÃO:
Barbacena, eu me lembro... será publicado todas as quintas-feiras no Portal de Notícias Barbacena On Line. Mande sua colaboração para ricardo@barbacenaonline.com.br.




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