| De outro personagem que marcou a época
em que viveu.
Foi lá por fins da década de 50 e início
dos anos 60 do século passado.
Chamava-se Antonio e era conhecido por Totonho. Homossexual
assumido, numa época em que a homossexualidade
era anátema social, Totonho saia pelas ruas com
trejeitos, requebrados e gritinhos que provocavam risos
nos homens, gestos e olhares de reprovação
nas senhoras mais pudicas e conservadoras.
Para o alegre Totonho, entretanto, todo dia era dia
de festa, mas sua data magna era mesmo o carnaval, quando
então se transformava, mostrando seu “verdadeiro
ego”: vestia-se de mulher, transmudando-se naquilo
que hoje é conhecido como “drag-queen”.
Encarnava sua verdadeira identidade e passava a ser
“GILDA”.
Como “GILDA”, sua alegria, naturalidade
e irreverência provocavam e divertiam a todos
pelas ruas da cidade, notadamente a Rua Quinze, engalanada
para os festejos de Momo.
Católico fervoroso, Totonho freqüentava
assiduamente a Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte;
não perdia uma missa sequer e ainda participava
delas, sempre com as mesmas palavras: “agora,
vamos pedir a nosso Senhor Jesus Cristo que derrame
uma chuva de prata na cabeça de Dona Totoca”.
Totonho gostava muito dela.
A mãe Totoca até hoje brinca e comenta
que deve ser por isso que seus cabelos branquearam tão
cedo.
Barbacena, eu me lembro... “GILDA” não
tinha maldade e não incomodava ninguém,
mas nem por isso deixou de encontrar um implacável
algoz. Foi gratuita, covarde e brutalmente assassinado
numa calada de noite.
Mande também a sua colaboração
para o e-mail ricardo@barbacenaonline.com.br.
| 
... das tardes de sábado, quando ia com
meus pais e meus irmãos à missa
na Basílica de São José
Operário, que chamava-se, para mim, na
verdade, de Igreja do Jubileu. Com meus 5 anos
de idade, admirava a Maria Cantadeira, com todo
aquele vozeirão que até hoje podemos
apreciar, e também da vozinha miúda,
quase sumida, do Padre Joaquim.
(Cássio Resende Miranda)

... com saudades, de quando moleque, vinha a
Barbacena, querida terra de minha mãe
e ia à praça ver aqueles macacos
que ali existiam.
(Sérgio Luiz da Silva)

... com saudades da querida professora Maria
Tavares Quirico, de valor inestimável,
amável com todos os alunos e pais.
(Emerson Eduardo Nascimento)

... das vésperas do desfile de Sete de
Setembro quando nós, alunas da Escola
Normal, tínhamos que ir para o colégio
com a saia do uniforme de gala para que a Dona
Graciema medisse a bainha das mesmas. Elas tinham
que estar quatro dedos acima do joelho, senão
a bainha era desmanchada e a gente tinha que
ir embora para casa com a saia desbainhada para
que fosse feita novamente e no comprimento certo.
No dia do desfile lá estávamos
nós, com a bainha feita do nosso jeito,
bem acima dos quatro dedos...
(Magda Miranda)

... dos bailinhos da década de 80 e 90
do Colégio Polivalente onde, naquela
época a gente saia de onde fosse atravessava
a cidade a pé para curtir as melhores
épocas do rock nacional, e é claro
que ninguém é de ferro, arrumar
umas namoradinhas de fim de semana e depois
despencar a pé de lá em altas
madrugadas
(Marcos Jose de Araújo – Ratinho
– Sorocaba/SP)

... da rua Piauí, no bairro do Campo,
onde nasci. Já na adolescência,
morando no bairro Boa Morte, recordo-me do campo
do seu Washington, das paqueras com as meninas
da Escola Normal. Do meu tempo do Colégio
Estadual, EPCAr. E os clubes que freqüentávamos
no final dos anos 70, início dos anos
80, Andaraí, Barbacenense. E ainda as
figuras pitorescas como o GMC (que não
era flamenguista como já disseram e sim
vascaíno), Isabelinha, Botina da Dobradinha.
Saudade dos carnavais, Voz do Povo, Tijuca,
Unidos do Vila e da minha União das Cores,
carnaval sempre animado pelo ícone da
comunicação, o saudosíssimo
Barbosa Silva (nunca terá outro).
(Tony Nascimento – Belo Horizonte)

... do meu saudoso pai, Fernando Furtado, contar
que em Barbacena antigamente existiam poucos
carros, onde o meio de locomoção
era feito através de cavalos, charretes
etc. Dizia que quando um cavaleiro passava montado
em um cavalo bom na praça dos Andradas,
os doutores, médicos e dentistas ao escutar
o barulho do cavalo marchar, saíam de
seus consultórios para admirar e tentar
comprar aquele cavalo bom.
(Fernando Furtado Júnior)

... das manhãs geladas e a garotada de
uniforme cinza indo pro colégio estadual.
Das férias inesquecíveis na fazenda
do meu avô, coronel Belizário,
fazenda da Pedra, junto com primos e tios fantásticos,
grande família Moreira. Dos meus pais
que já se foram... das festas de colégio,
do Icaro, clube Barbacenense, pizza do Gino
(grande Giacinto, revolucionou a culinária
da região)
(Márcio Paulo Moreira – Porto Alegre
RS)

... das intermináveis brigas com os cadetes
da EPCAR (apelidados de coca-colas), que transformou
o centro da cidade, em 1963 (?), numa verdadeira
praça de guerra. Todos os cadetes vieram
para a Rua XV armados de sabres causando horror
em todas as pessoas que saiam da primeira sessão
do Pálace. O combate somente terminou,
depois de muita luta, quando um caminhão
cheio de soldados do batalhão chegou
na Praça dos Andradas. Valmick Campos
(de saudosa memória) pedia calma à
população através de um
alto falante instalado na Radio Barbacena. Foi
uma noite de batalha bem na Rua XV.
(Odair Reis)

... dos torneios Independência, na qual
fomos campeões em 1983. De ficar sentado
de madrugada, com a turma, no ferro do Bias.
(Paulo Fernando – TATU - Macaé
– RJ)
|
|
|
 |
Barbacena,
eu me lembro... 13/10
- 12h00 |
 |
Barbacena,
eu me lembro... 11/08
- 15h52 |
 |
Barbacena,
eu me lembro... 03/08
- 15h39 |
 |
Barbacena,
eu me lembro... 27/07
- 14h36 |
 |
Barbacena,
eu me lembro... 20/07
- 14h52 |
 |
Barbacena,
eu me lembro... 13/07
- 15h06 |
 |
Barbacena,
eu me lembro... 06/07
- 15h23 |
 |
Barbacena,
eu me lembro... 30/06
- 15h43 |
 |
Barbacena,
eu me lembro... 22/06
- 16h38 |
 |
Barbacena,
eu me lembro... 16/06
- 16h38 |
 |
Barbacena,
eu me lembro... 08/06
- 20h44 |
 |
Barbacena,
eu me lembro... 01/06
- 15h13 |
|
Barbacena,
eu me lembro... 25/05
- 16h18 |
 |
Barbacena,
eu me lembro... 11/05
- 15h23 |
 |
Barbacena,
eu me lembro... 04/05
- 12h02 |
 |
Barbacena,
eu me lembro... 27/04
- 14h50 |
 |
Barbacena,
eu me lembro... 20/04
- 15h28 |
 |
Barbacena,
eu me lembro... 06/04
- 15h37 |
 |
Barbacena,
eu me lembro... 30/03
- 16h25 |
 |
Barbacena,
eu me lembro... 23/03
- 16h00 |
 |
Barbacena,
eu me lembro... 16/03
- 15h37 |
 |
Barbacena,
eu me lembro... 13/03
- 10h40 |
| |
|
NOTA DA REDAÇÃO:
Barbacena, eu me lembro... será publicado semanalmente
no Portal de Notícias Barbacena On Line. Mande
sua colaboração para ricardo@barbacenaonline.com.br. |