| ... de minhas “fugas” de
casa para os mais diversos prazeres: os diurnos, como
jogar sinuca no Salão Brasil; descer para a RMV
(Ruim Mas Vai), ver o trem virar; furtar laranjas no
pomar do alemão Guilherme, e os noturnos, como
atrair e matar centenas de morcegos só para assombrar
a polícia na manhã seguinte ou, então,
nas madrugadas, atirar esferas de rolimã contra
o sino da Igreja da Boa Morte, para assustar as “rezadeiras”
do bairro..
Aos 16 anos, “descobri” a gafieira e, por
via de conseqüências, as mulatas, o samba
e a cachaça. Nas noites de sábado para
domingo, comecei a chegar em casa de madrugada, “feliz
da vida”. E não é que certa manhã
de domingo, acordei com a mãe Totoca cheirando
minhas roupas?
Na hora do almoço, enfrentei a inevitável
pergunta: “Arthurzinho, você andou nas gafieiras,
no Pontilhão?”
Olhei para o rosto enérgico do “seu”
Coutinho e julguei perceber um típico sorriso,
misto de censura e de ironia (ou terá sido de
satisfação?), marca registrada do meu
velho. O prazer das gafieiras estava justamente na excepcional
qualidade do “produto” que ali encontrávamos:
as melhores mulatas e negras de Barbacena, inigualáveis
na dança e no gingado corporal.
E o cheiro? Ah, o cheiro! Inconfundível, incomparável,
afrodisíaco, que impregnava o corpo e as roupas
e que levávamos prazerosamente para casa nas
madrugadas, ao fim dos bailes.
Barbacena, eu me lembro, a gafieira e suas mulatas
por muito tempo foram parte inseparável da minha
juventude e “a turma da Boa Morte” por anos
e anos me brindou com apelidos tais como “cinzeiro”,
ou o mais comum, “Navio Negreiro”.
Mande também a sua colaboração
para o e-mail ricardo@barbacenaonline.com.br.
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... da famosa roda de capoeira aos domingos,
depois da missa das 19h30, na praça da
Matriz da Piedade, e o grande movimento no Pizzanostra.
(Ademir Barbosa-Barbacena)

... da Boite Sarcófago, nos anos 70,
quando era menino e morava bem ao lado dela
e dormia ouvindo as músicas e o barulho
das confusões. No dia seguinte acordava
e ficava sabendo que às vezes eram meus
irmãos os brigões. Ao contrário
de alguns vizinhos mau-humorados, gostávamos
do som ambiente gratuito que tínhamos
na Av. Bias Fortes.
(Jose Eugenio Dutra Câmara Filho - Barbacena)

... dos bons tempos de Colégio Estadual,
quando para entrar era necessário passar
no exame de seleção (era quase
um vestibular). Dos desfiles de 7 de Setembro,
onde todos aguardavam o Estadual, o último
a desfilar!!!!!!
(Júlio César Martins)

... do supermercado que tinha dentro da Epcar,
lembro também da biblioteca da Epcar,
que era aberta para ao povo da cidade. Lembro-me
do grupo de jovens EMAÚS, da igreja da
BOA MORTE, onde os jovens se encontravam no
sábado á noite.
(Maria de Fátima Martins)

... que nunca se soube se verdadeiramente o
lema do Colégio Imaculada fosse mesmo
"Caritas Bonitas" , ou seja Caridade
e Bondade. (A pronúncia correta em latim,
segundo ensinava nosso inesquecível mestre
Professor Jorge Alves Possas, é Cáritas
Bônitas). O lema do Colégio Estadual
era e ainda é "Perge Juventus",
Caminha Juventude e a turma do Ginásio
fazia questão de afirmar, tanto nos Jornais
estudantis, nos cinemas, nos bailes, ou onde
houvesse oportunidade, que a tradução
do "Caritas Bonitas" era mesmo Caritas
Bonitas, ou seja, lindas feições,
correspondentes às lindas meninas que
lá estudavam, hoje simpáticas
vovós.
(Ari Gomes Rezende – Barbacena)

.. de ficar interno na Agrotécnica, na
década de 50, a semana inteira, esperando
o sábado e domingo para sair e curtir
a cidade, desde que não tivesse cometido
nenhum ato de indisciplina; e como era bom!
(Francisco Augusto de Souza Ferreira)

... das horas dançantes no Clube Barbacena
que começavam cedo (20:30h) com o conjunto
os Intocáveis, no final da década
de 60 e inicio de 70.
(Ramon Tellado – Brasília/DF)

... da Izabelinha, do Botina, da praça
dos macacos com a fonte toda iluminada. Das
missas na matriz nos domingos, da feira dos
domingo, do Sovons (meu primero hamburguer).
(Maria Imaculada Fonseca)

... do clube Vagão, Barbacenense, Meia
Lua, Sovons e das reuniões na praça
do Rosário agora e só chorar e
lembrar o tempo que passou.
(Paulo Rogério Santana - Santos Dumont/mg)

... no final da década de 70, no intervalo
do almoço, na Escola Agrotécnica,
ouvíamos música popular brasileira
de qualidade. Aguardando o caminhão que
levava os alunos para as aulas no campo.
(Márcio Sant´Ana -Lavras MG)
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Barbacena,
eu me lembro... 14/11
- 16h16 |
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Barbacena,
eu me lembro... 03/11
- 14h00 |
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Barbacena,
eu me lembro... 27/10
- 14h31 |
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Barbacena,
eu me lembro... 20/10
- 13h59 |
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Barbacena,
eu me lembro... 13/10
- 12h00 |
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Barbacena,
eu me lembro... 11/08
- 15h52 |
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Barbacena,
eu me lembro... 03/08
- 15h39 |
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Barbacena,
eu me lembro... 27/07
- 14h36 |
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Barbacena,
eu me lembro... 20/07
- 14h52 |
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Barbacena,
eu me lembro... 13/07
- 15h06 |
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Barbacena,
eu me lembro... 06/07
- 15h23 |
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Barbacena,
eu me lembro... 30/06
- 15h43 |
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Barbacena,
eu me lembro... 22/06
- 16h38 |
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Barbacena,
eu me lembro... 16/06
- 16h38 |
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Barbacena,
eu me lembro... 08/06
- 20h44 |
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Barbacena,
eu me lembro... 01/06
- 15h13 |
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Barbacena,
eu me lembro... 25/05
- 16h18 |
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Barbacena,
eu me lembro... 11/05
- 15h23 |
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Barbacena,
eu me lembro... 04/05
- 12h02 |
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Barbacena,
eu me lembro... 27/04
- 14h50 |
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Barbacena,
eu me lembro... 20/04
- 15h28 |
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Barbacena,
eu me lembro... 06/04
- 15h37 |
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Barbacena,
eu me lembro... 30/03
- 16h25 |
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Barbacena,
eu me lembro... 23/03
- 16h00 |
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Barbacena,
eu me lembro... 16/03
- 15h37 |
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Barbacena,
eu me lembro... 13/03
- 10h40 |
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NOTA DA REDAÇÃO:
Barbacena, eu me lembro... será publicado semanalmente
no Portal de Notícias Barbacena On Line. Mande
sua colaboração para ricardo@barbacenaonline.com.br. |