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Barbacena, eu me lembro...

ARTHUR BERNARDES
Editoria Cidade - 17/11 - 17h23

... de minhas “fugas” de casa para os mais diversos prazeres: os diurnos, como jogar sinuca no Salão Brasil; descer para a RMV (Ruim Mas Vai), ver o trem virar; furtar laranjas no pomar do alemão Guilherme, e os noturnos, como atrair e matar centenas de morcegos só para assombrar a polícia na manhã seguinte ou, então, nas madrugadas, atirar esferas de rolimã contra o sino da Igreja da Boa Morte, para assustar as “rezadeiras” do bairro..

Aos 16 anos, “descobri” a gafieira e, por via de conseqüências, as mulatas, o samba e a cachaça. Nas noites de sábado para domingo, comecei a chegar em casa de madrugada, “feliz da vida”. E não é que certa manhã de domingo, acordei com a mãe Totoca cheirando minhas roupas?

Na hora do almoço, enfrentei a inevitável pergunta: “Arthurzinho, você andou nas gafieiras, no Pontilhão?”

Olhei para o rosto enérgico do “seu” Coutinho e julguei perceber um típico sorriso, misto de censura e de ironia (ou terá sido de satisfação?), marca registrada do meu velho. O prazer das gafieiras estava justamente na excepcional qualidade do “produto” que ali encontrávamos: as melhores mulatas e negras de Barbacena, inigualáveis na dança e no gingado corporal.

E o cheiro? Ah, o cheiro! Inconfundível, incomparável, afrodisíaco, que impregnava o corpo e as roupas e que levávamos prazerosamente para casa nas madrugadas, ao fim dos bailes.

Barbacena, eu me lembro, a gafieira e suas mulatas por muito tempo foram parte inseparável da minha juventude e “a turma da Boa Morte” por anos e anos me brindou com apelidos tais como “cinzeiro”, ou o mais comum, “Navio Negreiro”.

Mande também a sua colaboração para o e-mail ricardo@barbacenaonline.com.br.


... da famosa roda de capoeira aos domingos, depois da missa das 19h30, na praça da Matriz da Piedade, e o grande movimento no Pizzanostra.
(Ademir Barbosa-Barbacena)


... da Boite Sarcófago, nos anos 70, quando era menino e morava bem ao lado dela e dormia ouvindo as músicas e o barulho das confusões. No dia seguinte acordava e ficava sabendo que às vezes eram meus irmãos os brigões. Ao contrário de alguns vizinhos mau-humorados, gostávamos do som ambiente gratuito que tínhamos na Av. Bias Fortes.
(Jose Eugenio Dutra Câmara Filho - Barbacena)


... dos bons tempos de Colégio Estadual, quando para entrar era necessário passar no exame de seleção (era quase um vestibular). Dos desfiles de 7 de Setembro, onde todos aguardavam o Estadual, o último a desfilar!!!!!!
(Júlio César Martins)


... do supermercado que tinha dentro da Epcar, lembro também da biblioteca da Epcar, que era aberta para ao povo da cidade. Lembro-me do grupo de jovens EMAÚS, da igreja da BOA MORTE, onde os jovens se encontravam no sábado á noite.
(Maria de Fátima Martins)


... que nunca se soube se verdadeiramente o lema do Colégio Imaculada fosse mesmo "Caritas Bonitas" , ou seja Caridade e Bondade. (A pronúncia correta em latim, segundo ensinava nosso inesquecível mestre Professor Jorge Alves Possas, é Cáritas Bônitas). O lema do Colégio Estadual era e ainda é "Perge Juventus", Caminha Juventude e a turma do Ginásio fazia questão de afirmar, tanto nos Jornais estudantis, nos cinemas, nos bailes, ou onde houvesse oportunidade, que a tradução do "Caritas Bonitas" era mesmo Caritas Bonitas, ou seja, lindas feições, correspondentes às lindas meninas que lá estudavam, hoje simpáticas vovós.
(Ari Gomes Rezende – Barbacena)


.. de ficar interno na Agrotécnica, na década de 50, a semana inteira, esperando o sábado e domingo para sair e curtir a cidade, desde que não tivesse cometido nenhum ato de indisciplina; e como era bom!
(Francisco Augusto de Souza Ferreira)


... das horas dançantes no Clube Barbacena que começavam cedo (20:30h) com o conjunto os Intocáveis, no final da década de 60 e inicio de 70.
(Ramon Tellado – Brasília/DF)


... da Izabelinha, do Botina, da praça dos macacos com a fonte toda iluminada. Das missas na matriz nos domingos, da feira dos domingo, do Sovons (meu primero hamburguer).
(Maria Imaculada Fonseca)


... do clube Vagão, Barbacenense, Meia Lua, Sovons e das reuniões na praça do Rosário agora e só chorar e lembrar o tempo que passou.
(Paulo Rogério Santana - Santos Dumont/mg)


... no final da década de 70, no intervalo do almoço, na Escola Agrotécnica, ouvíamos música popular brasileira de qualidade. Aguardando o caminhão que levava os alunos para as aulas no campo.
(Márcio Sant´Ana -Lavras MG)


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NOTA DA REDAÇÃO:
Barbacena, eu me lembro... será publicado semanalmente no Portal de Notícias Barbacena On Line. Mande sua colaboração para ricardo@barbacenaonline.com.br.




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