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Barbacena, eu me lembro...

ARTHUR BERNARDES
Editoria Cidade - 16/06 - 16h38

Eu também me lembro das festas juninas no Colégio Imaculada Conceição, onde dançava a quadrilha. Para quem não sabe, não existe “rap”, “funk”, “timbalada”, “lambada”, ou qualquer outro desses modernismos que substitua a quadrilha. Quanto mais pares houver, melhor, pois é possível dançar com praticamente todas as moças.

Certo ano, chequei atrasado para o primeiro ensaio e fiquei em um canto observando as lindas internas segurando firmemente pela mão seus respectivos pares, aguardando o início da quadrilha. Então ouvi a voz suave de uma das religiosas do corpo docente: “você faria o ‘vis a vis’ com uma de nossas alunas?”

Maldosamente pensei: “deve ser a feia do internato, a que nenhum rapaz quis”, mas aceitei o convite e logo fui apresentado à moça. Era uma visão do paraíso. Chamava-se Cristina, tinha a pele clara, longos cabelos negros, olhos verdes sonhadores, voz ingênua e envolvente – “estou sem par, quer dançar a quadrilha comigo”? - e acima de tudo, uma ternura que se manifestava a cada noite de ensaio e se acentuava no escurinho do jardim, antes e depois da quadrilha.

Àquela época, Ataulfo Alves já cantava: “que saudades da professorinha, que me ensinou o bê a bá, onde andará Mariazinha, meu primeiro amor, onde andará?”

Onde andará a bela Cristina, por quem me enamorei naquela fria noite de junho quando ela me encantou com o convite: “quer dançar a quadrilha comigo?

Mande também a sua colaboração para o e-mail ricardo@barbacenaonline.com.br.


... naquela época, tive meu primeiro emprego na Papelaria do Bazar Moderno - Sr. Mourão, Sr. Netinho, Ernesto, Elisson (in memorian) e o Euler, trabalhavam também: Carlinhos, Ismael, Israel, Ivair, Maurício, Vicente. Todo início das aulas era uma loucura de mães com as listas, pois nosso preço era o mais em conta, e para a gente era aquela correria para poder dar um atendimento com a maior alegria, tínhamos até uniforme padronizado.
(Ismael Assis – Diadema/SP)


... das inesquecíveis festas na Associação Médica... a sede ficava lotada de gente bonita, animada... era só alegria e diversão! Que saudade!!!
(Fernanda Magalhães)


... do Restaurante "A Brasileira", onde hoje está localizado o Banco Bradesco, na Praça dos Andradas. Vários rapazes ficavam na porta, paquerando as garotas que passavam. Foi dali que surgiram vários casamentos entre barbacenenses, inclusive o meu. Que tempo bom esse.
(Cláudio Lelis Araújo)


... da Barbacena aonde todos poderiam viver uma vida tranqüila e sem a preocupação que hoje existe, mas mesmo assim me recordo do grito de carnaval que era animado pelo saudoso Barbosa Silva, bem como aquele saboroso sorvete que vendia na entrada da antiga rodoviária, enfim eu tenho muita saudades da Barbacena antiga, pena que hoje temos que se afastar dela para ter uma vida melhor.
(José Raimundo e Sandra - Bragança Paulista/SP)


... das brilhantes exibições dos “Cossacos do Don” no estádio Santa Teresa. Era, creio, um grupo de cavaleiros russos, provavelmente fugidos da ditadura soviética, que faziam incríveis acrobacias com e em seus cavalos adestrados. 1930? 1935? 1940? Não sei. Lembro-me apenas do fato e não das datas.
(Newton Siqueira de Araújo Lima)


... das árvores que cortavam a rua do Colégio Crispim Jacques, e a única sobrevivente na antiga ladeira Tiradentes, atual Sena Figueiredo.
(Elton Belo Reis)


... das noites maravilhosas que passávamos no bar Xandi-Rô, na esquina do Rosário.
(Marília Garcia - Juiz de Fora/MG)


... ainda na década de 50, das italianas vendedoras de frutas e legumes, trazendo-os nas suas vistosas charretes e sendo alegremente convidadas, pelo meu saudoso pai, a subir a escadaria da nossa residência, no sobrado do antigo Banco de Crédito Real, para nos deliciarmos com magníficos pêssegos, pêras e ameixas.
(Franklin J. Bronzo de Almeida - Belo Horizonte/MG)


... das Matinês do Cine Palace, Orfeu e Apolo, onde rolava antes das sessões um concorrido e divertido mercado de trocas de Gibis. Muitas vezes os filmes em cartaz ficavam em segundo plano, superados por acirradas disputas por exemplares do Fantasma, Tarzan, Zorro, Roy Rogers, Super-Homem, Águia Negra ou Flexa-Ligeira.
(Mário Sérgio Esteves - Rio de Janeiro)


... da festa junina do Colégio Imaculada, do Sovon´s, ponto de encontro obrigatório dos fins de semana, das festas no Gino´s com macarronada no fim de noite, do Pedro Cimino, do vinho vendido em garrafão no Morais. Que saudade.......
(Fernanda M. L. Navarro - Guarapari/ES)


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NOTA DA REDAÇÃO:
Barbacena, eu me lembro... será publicado todas as quintas-feiras no Portal de Notícias Barbacena On Line. Mande sua colaboração para ricardo@barbacenaonline.com.br.




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