| Eu também me lembro das festas juninas no
Colégio Imaculada Conceição, onde
dançava a quadrilha. Para quem não sabe,
não existe “rap”, “funk”,
“timbalada”, “lambada”, ou qualquer
outro desses modernismos que substitua a quadrilha.
Quanto mais pares houver, melhor, pois é possível
dançar com praticamente todas as moças.
Certo ano, chequei atrasado para o primeiro ensaio
e fiquei em um canto observando as lindas internas segurando
firmemente pela mão seus respectivos pares, aguardando
o início da quadrilha. Então ouvi a voz
suave de uma das religiosas do corpo docente: “você
faria o ‘vis a vis’ com uma de nossas alunas?”
Maldosamente pensei: “deve ser a feia do internato,
a que nenhum rapaz quis”, mas aceitei o convite
e logo fui apresentado à moça. Era uma
visão do paraíso. Chamava-se Cristina,
tinha a pele clara, longos cabelos negros, olhos verdes
sonhadores, voz ingênua e envolvente – “estou
sem par, quer dançar a quadrilha comigo”?
- e acima de tudo, uma ternura que se manifestava a
cada noite de ensaio e se acentuava no escurinho do
jardim, antes e depois da quadrilha.
Àquela época, Ataulfo Alves já
cantava: “que saudades da professorinha, que
me ensinou o bê a bá, onde andará
Mariazinha, meu primeiro amor, onde andará?”
Onde andará a bela Cristina, por quem me enamorei
naquela fria noite de junho quando ela me encantou com
o convite: “quer dançar a quadrilha
comigo?”
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... naquela época, tive meu primeiro emprego
na Papelaria do Bazar Moderno - Sr. Mourão,
Sr. Netinho, Ernesto, Elisson (in memorian) e
o Euler, trabalhavam também: Carlinhos,
Ismael, Israel, Ivair, Maurício, Vicente.
Todo início das aulas era uma loucura de
mães com as listas, pois nosso preço
era o mais em conta, e para a gente era aquela
correria para poder dar um atendimento com a maior
alegria, tínhamos até uniforme padronizado.
(Ismael Assis – Diadema/SP)

... das inesquecíveis festas na Associação
Médica... a sede ficava lotada de gente
bonita, animada... era só alegria e diversão!
Que saudade!!!
(Fernanda Magalhães)

... do Restaurante "A Brasileira", onde
hoje está localizado o Banco Bradesco,
na Praça dos Andradas. Vários rapazes
ficavam na porta, paquerando as garotas que passavam.
Foi dali que surgiram vários casamentos
entre barbacenenses, inclusive o meu. Que tempo
bom esse.
(Cláudio Lelis Araújo)

... da Barbacena aonde todos poderiam viver uma
vida tranqüila e sem a preocupação
que hoje existe, mas mesmo assim me recordo do
grito de carnaval que era animado pelo saudoso
Barbosa Silva, bem como aquele saboroso sorvete
que vendia na entrada da antiga rodoviária,
enfim eu tenho muita saudades da Barbacena antiga,
pena que hoje temos que se afastar dela para ter
uma vida melhor.
(José Raimundo e Sandra - Bragança
Paulista/SP)

... das brilhantes exibições dos
“Cossacos do Don” no estádio
Santa Teresa. Era, creio, um grupo de cavaleiros
russos, provavelmente fugidos da ditadura soviética,
que faziam incríveis acrobacias com e em
seus cavalos adestrados. 1930? 1935? 1940? Não
sei. Lembro-me apenas do fato e não das
datas.
(Newton Siqueira de Araújo Lima)

... das árvores que cortavam a rua do Colégio
Crispim Jacques, e a única sobrevivente
na antiga ladeira Tiradentes, atual Sena Figueiredo.
(Elton Belo Reis)

... das noites maravilhosas que passávamos
no bar Xandi-Rô, na esquina do Rosário.
(Marília Garcia - Juiz de Fora/MG)

... ainda na década de 50, das italianas
vendedoras de frutas e legumes, trazendo-os nas
suas vistosas charretes e sendo alegremente convidadas,
pelo meu saudoso pai, a subir a escadaria da nossa
residência, no sobrado do antigo Banco de
Crédito Real, para nos deliciarmos com
magníficos pêssegos, pêras
e ameixas.
(Franklin J. Bronzo de Almeida - Belo Horizonte/MG)

... das Matinês do Cine Palace, Orfeu e
Apolo, onde rolava antes das sessões um
concorrido e divertido mercado de trocas de Gibis.
Muitas vezes os filmes em cartaz ficavam em segundo
plano, superados por acirradas disputas por exemplares
do Fantasma, Tarzan, Zorro, Roy Rogers, Super-Homem,
Águia Negra ou Flexa-Ligeira.
(Mário Sérgio Esteves - Rio de Janeiro)

... da festa junina do Colégio Imaculada,
do Sovon´s, ponto de encontro obrigatório
dos fins de semana, das festas no Gino´s
com macarronada no fim de noite, do Pedro Cimino,
do vinho vendido em garrafão no Morais.
Que saudade.......
(Fernanda M. L. Navarro - Guarapari/ES)
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Barbacena, eu
me lembro... 08/06
- 20h44 |
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NOTA DA REDAÇÃO:
Barbacena, eu me lembro... será publicado todas
as quintas-feiras no Portal de Notícias Barbacena
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