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Barbacena, eu me lembro...

ARTHUR BERNARDES
Editoria Cidade - 13/07 - 15h06

Da barraca do “Sô Kome Keto”, na feira municipal, em fins de semana. Rapazes e moças saíam dos bailes nos clubes Olympic e Barbacenense, alta madrugada de sábado para domingo, ”chumbeados”, “doidos por comida” e desciam para as imediações da Estação da Rede Mineira.

Ali encontrávamos, na hora, “kachaça”, “kafé”, “kentão” e um “kaldo” de feijão encorpado e enriquecido com orelha, focinho, rabo e pé de porco, que em nada ficava a dever à autêntica feijoada mineira.

Naquela época, não havia baderna de rua e os moradores das imediações não reclamavam da nossa presença. Ao contrário, até parece que se levantavam para ouvir nossa música, como se fosse serenata.

Isso porque, depois da comida, com o dia amanhecendo, dançávamos no asfalto, ao ritmo de um bolero, pois sempre aparecia misteriosamente um violão e algum cantor improvisado: “la mér”, “solamente una vez”, “begin the begin”, “besa-me mucho”, “el reloj”, “el dia en que me quieras” integravam o repertório...

Era a época do romantismo, os casais dançavam abraçados, rostos colados, num prenúncio de namoro ou simples manifestação de aconchego, afeto, carinho, ternura...

Barbacena, eu me lembro, como era diferente naquele tempo...

Mande também a sua colaboração para o e-mail ricardo@barbacenaonline.com.br.


... do professor Jairo nas horas cívicas semanais do Colégio Tiradentes. "Dessa gente briosa e viriiiiiiiiiiiiiiiil!!!!!!!!".
(Sheila Andrade)


... dos desfiles de 7 de Setembro. Dos ensaios no mês de agosto, pelas ruas da cidade, e da Banda mais bonita e mais paquerada de Barbacena? A Banda do Estadual! Era a melhor coisa que tinha; mesmo os "xingos" da Doa Diva (mulher do prof. Delmo), o apito frenético do Helinho, a alegria e malabarismos dos tocadores de Bumbo... quanta alegria! E aquele final apoteótico, já na entrada do colégio, com a "batucada" em ritmo de samba! E pra refrescar: os guaranás "Americano" no bar do sr. Geraldo.
E no dia do desfile os uniformes impecáveis, sapatos engraxados, penachos bem emplumados e o entusiasmo de desfilar com a seriedade de fazer tudo bem feito e a certeza de "SER O MELHOR"!
(Eugênia Maria R. Costa)


... do Vila do Carmo, meu time do coração, que só não venceu o Cruzeiro do Tostão, Dirceu Lopes e cia, pela ajuda providencial de um árbitro que deu um gol salvador para os azuis levando ao delírio a galera do Olympic, que também era azul.
(José Renato Penna Esteves júnior – São Luis do Maranhão)


... das noites no bar Pinochio, na década de 60, onde encontrava os amigos José Augusto Fonseca, Plinio Rocha (falecidos), Kanoi Wernek, Alceu Pereira, Frederico e Renato Oliveira, o sempre gentil e saudoso Dr. Juanito Fonseca e muitos outros amigos, onde nos reuníamos para uns drinks e bons papos. O Pinochio de propriedade de D. Sônia, tinha como gerente a amável Nazinha e o eficiente garçon Zé.
(Carlos Fortes)


... da querida professora Marília Tavares, inesquecível por sua bondade e entusiasmo na Escola Estadual Bias Fortes.
(Emerson Eduardo Nascimento)


... do horário em que terminavam as aulas no Colégio Imaculada. Aí era só alegria, pois as "moças" se encontravam com os "rapazes", amigos, namorados, cadetes, alunos da Escola Agrotécnica. E a cidade virava uma festa naquele horário. A Rua XV era só alegria, com toda aquela moçada sonhadora.
(Auxiliadora)


... da Banda da Lira Barbacenense, onde meu avô José Rocha Miranda, o seu Zé Rocha, como era conhecido na cidade, saia tocando seu clarinete em acompanhamento da procissão. Aquilo era motivo de orgulho para nós, os netos daquele velho amoroso e cordial.
(João Carlos Penna Esteves – Brasília/DF.)


... do carrinho de pipoca do "Seu Jorge", na esquina do Bar da Égua. Do sonho (bolinho) do Gino's, quando era uma portinha perto do cine Apolo. Do desfile do Colégio Estadual no 7 de Setembro,dos ensaios da fanfarra do Estadual, das procissões da Semana Santa.
(Maria Helena Sérvulo Herthel-Londrina-PR)


... quando saíamos para tomar todas no centro, sábado à noite. Era muito divertido. Íamos ao Sovon’s, pastelaria do Juca tomar pinga com mel, a deliciosa caipirinha do Soraia’s Bar. Era só curtição juntamente com a galera: Gilbertoi, Kangaya, Gibão, Rosiney e o Elton no violão.
(Marquinhos – São Paulo)


... do Pé de Pato, uma personalidade (andarilho) que transitava pelas ruas de nossa cidade e quando gritávamos “Ô Pé de Pato”, era só correr...
(Élton Belo Reis)



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NOTA DA REDAÇÃO:
Barbacena, eu me lembro... será publicado todas as quintas-feiras no Portal de Notícias Barbacena On Line. Mande sua colaboração para ricardo@barbacenaonline.com.br.




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