| Da barraca do “Sô Kome
Keto”, na feira municipal, em fins de semana.
Rapazes e moças saíam dos bailes nos clubes
Olympic e Barbacenense, alta madrugada de sábado
para domingo, ”chumbeados”, “doidos
por comida” e desciam para as imediações
da Estação da Rede Mineira.
Ali encontrávamos, na hora, “kachaça”,
“kafé”, “kentão”
e um “kaldo” de feijão encorpado
e enriquecido com orelha, focinho, rabo e pé
de porco, que em nada ficava a dever à autêntica
feijoada mineira.
Naquela época, não havia
baderna de rua e os moradores das imediações
não reclamavam da nossa presença. Ao contrário,
até parece que se levantavam para ouvir nossa
música, como se fosse serenata.
Isso porque, depois da comida, com o dia
amanhecendo, dançávamos no asfalto, ao
ritmo de um bolero, pois sempre aparecia misteriosamente
um violão e algum cantor improvisado: “la
mér”, “solamente una vez”,
“begin the begin”, “besa-me mucho”,
“el reloj”, “el dia en que me quieras”
integravam o repertório...
Era a época do romantismo, os casais
dançavam abraçados, rostos colados, num
prenúncio de namoro ou simples manifestação
de aconchego, afeto, carinho, ternura...
Barbacena, eu me lembro, como era diferente
naquele tempo...
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... do professor Jairo nas horas cívicas
semanais do Colégio Tiradentes. "Dessa
gente briosa e viriiiiiiiiiiiiiiiil!!!!!!!!".
(Sheila Andrade)

... dos desfiles de 7 de Setembro. Dos ensaios
no mês de agosto, pelas ruas da cidade,
e da Banda mais bonita e mais paquerada de Barbacena?
A Banda do Estadual! Era a melhor coisa que
tinha; mesmo os "xingos" da Doa Diva
(mulher do prof. Delmo), o apito frenético
do Helinho, a alegria e malabarismos dos tocadores
de Bumbo... quanta alegria! E aquele final apoteótico,
já na entrada do colégio, com
a "batucada" em ritmo de samba! E
pra refrescar: os guaranás "Americano"
no bar do sr. Geraldo.
E no dia do desfile os uniformes impecáveis,
sapatos engraxados, penachos bem emplumados
e o entusiasmo de desfilar com a seriedade de
fazer tudo bem feito e a certeza de "SER
O MELHOR"!
(Eugênia Maria R. Costa)

... do Vila do Carmo, meu time do coração,
que só não venceu o Cruzeiro do
Tostão, Dirceu Lopes e cia, pela ajuda
providencial de um árbitro que deu um
gol salvador para os azuis levando ao delírio
a galera do Olympic, que também era azul.
(José Renato Penna Esteves júnior
– São Luis do Maranhão)

... das noites no bar Pinochio, na década
de 60, onde encontrava os amigos José
Augusto Fonseca, Plinio Rocha (falecidos), Kanoi
Wernek, Alceu Pereira, Frederico e Renato Oliveira,
o sempre gentil e saudoso Dr. Juanito Fonseca
e muitos outros amigos, onde nos reuníamos
para uns drinks e bons papos. O Pinochio de
propriedade de D. Sônia, tinha como gerente
a amável Nazinha e o eficiente garçon
Zé.
(Carlos Fortes)

... da querida professora Marília Tavares,
inesquecível por sua bondade e entusiasmo
na Escola Estadual Bias Fortes.
(Emerson Eduardo Nascimento)

... do horário em que terminavam as aulas
no Colégio Imaculada. Aí era só
alegria, pois as "moças" se
encontravam com os "rapazes", amigos,
namorados, cadetes, alunos da Escola Agrotécnica.
E a cidade virava uma festa naquele horário.
A Rua XV era só alegria, com toda aquela
moçada sonhadora.
(Auxiliadora)

... da Banda da Lira Barbacenense, onde meu
avô José Rocha Miranda, o seu Zé
Rocha, como era conhecido na cidade, saia tocando
seu clarinete em acompanhamento da procissão.
Aquilo era motivo de orgulho para nós,
os netos daquele velho amoroso e cordial.
(João Carlos Penna Esteves – Brasília/DF.)

... do carrinho de pipoca do "Seu Jorge",
na esquina do Bar da Égua. Do sonho (bolinho)
do Gino's, quando era uma portinha perto do
cine Apolo. Do desfile do Colégio Estadual
no 7 de Setembro,dos ensaios da fanfarra do
Estadual, das procissões da Semana Santa.
(Maria Helena Sérvulo Herthel-Londrina-PR)

... quando saíamos para tomar todas no
centro, sábado à noite. Era muito
divertido. Íamos ao Sovon’s, pastelaria
do Juca tomar pinga com mel, a deliciosa caipirinha
do Soraia’s Bar. Era só curtição
juntamente com a galera: Gilbertoi, Kangaya,
Gibão, Rosiney e o Elton no violão.
(Marquinhos – São Paulo)

... do Pé de Pato, uma personalidade
(andarilho) que transitava pelas ruas de nossa
cidade e quando gritávamos “Ô
Pé de Pato”, era só correr...
(Élton Belo Reis)
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Barbacena,
eu me lembro... 06/07
- 15h23 |
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Barbacena,
eu me lembro... 30/06
- 15h43 |
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Barbacena,
eu me lembro... 22/06
- 16h38 |
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Barbacena,
eu me lembro... 16/06
- 16h38 |
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Barbacena,
eu me lembro... 08/06
- 20h44 |
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Barbacena,
eu me lembro... 01/06
- 15h13 |
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Barbacena,
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- 16h18 |
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Barbacena,
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- 15h23 |
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Barbacena,
eu me lembro... 04/05
- 12h02 |
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Barbacena,
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- 14h50 |
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- 15h28 |
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Barbacena,
eu me lembro... 06/04
- 15h37 |
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Barbacena,
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- 16h25 |
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eu me lembro... 23/03
- 16h00 |
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Barbacena,
eu me lembro... 16/03
- 15h37 |
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Barbacena,
eu me lembro... 13/03
- 10h40 |
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NOTA DA REDAÇÃO:
Barbacena, eu me lembro... será publicado todas
as quintas-feiras no Portal de Notícias Barbacena
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