| Estamos começando uma gostosa
brincadeira para buscar as reminiscências de gerações
de barbacenenses. E acho que consegui, neste primeiro
momento, alcançar este intento, haja vista os
mais de 30 e-mails que recebi até agora. Cada
um a seu modo, cada um revisitando a sua época.
Geralmente as lembranças relatadas se voltam
para a adolescência.
Perguntei à minha mulher, Luciane Miranda Salim,
psicóloga, o porquê desta opção
da grande maioria, por recordar a adolescência.
Segundo ela, as pessoas guardam na memória aquilo
que lhes foi muito bom, ou aquilo que lhes foi muito
ruim. Sempre os extremos. E na adolescência, a
primeira experiência em vários casos, marca
para sempre a personalidade de cada pessoa.
E assim as pessoas lembraram do Sovon’s, do Jardim
dos Macacos, das Padarias Mug e Trieste, coisas do carnaval...
num exercício de memória daquilo que ficou
marcado na história desta cidade, particularizado
pela visão de cada um de nós.
Questões técnicas à parte, a verdade
é que a história do “ ”
nasceu de um papo agradabilíssimo com o meu amigo
e jornalista Ivanir Yasbeck. Ele, que já foi
editor geral do Jornal do Brasil e hoje está
aposentado, morando em Juiz de Fora, foi o precursor
da idéia e meu maior incentivador. Ivanir juntou-se
a um grande némero de amigos e escreveu “Eu
me lembro”, percorrendo a história quase
recente de Juiz de Fora. E lançou-me o desafio
de fazer o mesmo em Barbacena. Então meu bom
amigo, aqui está a primeira leva de publicações
que o Portal de Notícias Barbacena On Line começa
a partir de hoje e promete se estender pelos próximos
meses. É obvio que, nesta segunda-feira, quando
nossos leitores estiverem lendo a primeira edição
do “Barbacena, eu me lembro...”, estaremos,
eu e o Ivanir, tomando aquela cerveja gelada e comemorando
o sucesso de mais uma intervenção do Barbacena
On Line na cultura e na história desta cidade.
Sem esticar demais a nossa conversa, gostaria de deixar
o convite para você participar deste sonho coletivo.
Basta enviar um e-mail para ricardo@barbacenaonline.com.br
contando sua história. Vale o exercício
da memória.
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... da
rodoviária velha, bem no centro da cidade,
com todos aqueles botecos que até hoje
sobrevivem.
(Bárbara Magalhães)

... que,
nos anos sessenta, se espalhou o boato de que,
na igreja do Alto do Cangalheiro, encostando o
ouvido na boca das manilhas do adro, ouviam-se
vozes rezando. Em pouco tempo, virou romaria.
Juntou vendedor de churrasquinho, picolé
e medalha milagrosa. Não teve Física
Acústica que debelasse a peregrinação.
(Ricardo Tollendal)

... do bar da moda, na década de 60, o
Pinochio, ao lado da antiga rodoviária,
onde as paqueras aconteciam e os namoros tinham
seu início.
(Elisabeth Costa Nobre)

... quando
o jardim dos macacos ainda tinha macacos, e depois
de observá-los, comprar "maria mole"
no bar Ouro Verde.
(Rosana Oliveira)

.... dos
passeios matinais acompanhada de meus pais e irmãos,
quando íamos à Escola Agrotécnica
(antigamente Escola Agrícola) comprar frutas,
legumes e leite. Das brincadeiras feitas nos gramados
e do ar maravilhosos que respirávamos naquele
local.
(Anna Maria de Freitas Ede Oliveira)

... da
Taberna, lá perto do Rosário, que
a turma se reunia nos finais de semana para conversar.
Tinha o Debaixo da Saia, um barzinho pra lá
de familiar, onde nos encontrávamos e tinha
até música ao vivo. Não sei
como dava, pois lá era minúsculo
e ainda cabíamos todos nós com folga.
Incrível não?
(Mariana Gonçalves)

... dos
desfiles de 7 de setembro onde nós, as
meninas do Imaculada, queríamos ter a melhor
Fanfarra da cidade e competíamos diretamente
com os garotos do Estadual. Era uma delicia e,
no final, tudo acabava em deliciosas paqueras.
(Maria Lucia Bergamini Mitsuichi)

... dos
carnavais no fim dos anos 80 – Olympic e
Barbacenense lotados. Da União das Cores,
Tijuca, Voz do Povo e Vila desfilando pelo centro
– pequeno de tantos apreciadores.
(Luiz Augusto Filardi)

... dos
shows no ginásio Silvio Raso... Paralamas,
RPM, 14 Bis, Kid Abelha, Biquini Cavadão
etc... um monte de gente ia à pé
já cantando no caminho... lá dentro
um calorão... lá fora muito frio...
(Carlos José Fortes)

... do
cheiro de café na Rua 15, nas proximidades
do Cine e Café Apolo e também no
final da Rua 7.
(Demilson Vigiano)

... Lembro-me
do jardim da Praça Antônio Carlos,
muito bem cuidado. Ficava abaixo do nível
da rua, com bancos de mármore e muitas
flores. Era embelezado pela estátua de
mármore de Carrara – Leda e o Cisne
– hoje no Jardim do Globo.
(Newton Siqueira de Araújo Lima) |
NOTA DA REDAÇÃO:
Barbacena, eu me lembro... será publicado todas
as quintas-feiras no Portal de Notícias Barbacena
On Line. Mande sua colaboração para ricardo@barbacenaonline.com.br. |