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Barbacena, eu me lembro...

RICARDO SALIM
Editoria Cidade - 13/03 - 10h40

Estamos começando uma gostosa brincadeira para buscar as reminiscências de gerações de barbacenenses. E acho que consegui, neste primeiro momento, alcançar este intento, haja vista os mais de 30 e-mails que recebi até agora. Cada um a seu modo, cada um revisitando a sua época. Geralmente as lembranças relatadas se voltam para a adolescência.

Perguntei à minha mulher, Luciane Miranda Salim, psicóloga, o porquê desta opção da grande maioria, por recordar a adolescência. Segundo ela, as pessoas guardam na memória aquilo que lhes foi muito bom, ou aquilo que lhes foi muito ruim. Sempre os extremos. E na adolescência, a primeira experiência em vários casos, marca para sempre a personalidade de cada pessoa.

E assim as pessoas lembraram do Sovon’s, do Jardim dos Macacos, das Padarias Mug e Trieste, coisas do carnaval... num exercício de memória daquilo que ficou marcado na história desta cidade, particularizado pela visão de cada um de nós.

Questões técnicas à parte, a verdade é que a história do “” nasceu de um papo agradabilíssimo com o meu amigo e jornalista Ivanir Yasbeck. Ele, que já foi editor geral do Jornal do Brasil e hoje está aposentado, morando em Juiz de Fora, foi o precursor da idéia e meu maior incentivador. Ivanir juntou-se a um grande némero de amigos e escreveu “Eu me lembro”, percorrendo a história quase recente de Juiz de Fora. E lançou-me o desafio de fazer o mesmo em Barbacena. Então meu bom amigo, aqui está a primeira leva de publicações que o Portal de Notícias Barbacena On Line começa a partir de hoje e promete se estender pelos próximos meses. É obvio que, nesta segunda-feira, quando nossos leitores estiverem lendo a primeira edição do “Barbacena, eu me lembro...”, estaremos, eu e o Ivanir, tomando aquela cerveja gelada e comemorando o sucesso de mais uma intervenção do Barbacena On Line na cultura e na história desta cidade.

Sem esticar demais a nossa conversa, gostaria de deixar o convite para você participar deste sonho coletivo. Basta enviar um e-mail para ricardo@barbacenaonline.com.br contando sua história. Vale o exercício da memória.

... da rodoviária velha, bem no centro da cidade, com todos aqueles botecos que até hoje sobrevivem.
(Bárbara Magalhães)

... que, nos anos sessenta, se espalhou o boato de que, na igreja do Alto do Cangalheiro, encostando o ouvido na boca das manilhas do adro, ouviam-se vozes rezando. Em pouco tempo, virou romaria. Juntou vendedor de churrasquinho, picolé e medalha milagrosa. Não teve Física Acústica que debelasse a peregrinação.
(Ricardo Tollendal)



... do bar da moda, na década de 60, o Pinochio, ao lado da antiga rodoviária, onde as paqueras aconteciam e os namoros tinham seu início.
(Elisabeth Costa Nobre)

... quando o jardim dos macacos ainda tinha macacos, e depois de observá-los, comprar "maria mole" no bar Ouro Verde.
(Rosana Oliveira)

.... dos passeios matinais acompanhada de meus pais e irmãos, quando íamos à Escola Agrotécnica (antigamente Escola Agrícola) comprar frutas, legumes e leite. Das brincadeiras feitas nos gramados e do ar maravilhosos que respirávamos naquele local.
(Anna Maria de Freitas Ede Oliveira)

... da Taberna, lá perto do Rosário, que a turma se reunia nos finais de semana para conversar. Tinha o Debaixo da Saia, um barzinho pra lá de familiar, onde nos encontrávamos e tinha até música ao vivo. Não sei como dava, pois lá era minúsculo e ainda cabíamos todos nós com folga. Incrível não?
(Mariana Gonçalves)

... dos desfiles de 7 de setembro onde nós, as meninas do Imaculada, queríamos ter a melhor Fanfarra da cidade e competíamos diretamente com os garotos do Estadual. Era uma delicia e, no final, tudo acabava em deliciosas paqueras.
(Maria Lucia Bergamini Mitsuichi)

... dos carnavais no fim dos anos 80 – Olympic e Barbacenense lotados. Da União das Cores, Tijuca, Voz do Povo e Vila desfilando pelo centro – pequeno de tantos apreciadores.
(Luiz Augusto Filardi)

... dos shows no ginásio Silvio Raso... Paralamas, RPM, 14 Bis, Kid Abelha, Biquini Cavadão etc... um monte de gente ia à pé já cantando no caminho... lá dentro um calorão... lá fora muito frio...
(Carlos José Fortes)

... do cheiro de café na Rua 15, nas proximidades do Cine e Café Apolo e também no final da Rua 7.
(Demilson Vigiano)

... Lembro-me do jardim da Praça Antônio Carlos, muito bem cuidado. Ficava abaixo do nível da rua, com bancos de mármore e muitas flores. Era embelezado pela estátua de mármore de Carrara – Leda e o Cisne – hoje no Jardim do Globo.
(Newton Siqueira de Araújo Lima)


NOTA DA REDAÇÃO:
Barbacena, eu me lembro... será publicado todas as quintas-feiras no Portal de Notícias Barbacena On Line. Mande sua colaboração para ricardo@barbacenaonline.com.br.




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