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Barbacena, eu me lembro...

ARTHUR BERNARDES (arthurbernardes@tknet.com.br)
Editoria Cidade - 12/01 - 09h17

...do “Baiano”, o primeiro camelô de Barbacena. Era uma figura “sui generis”. Morava lá no bairro Boa Morte e toda manhã caminhava a passos lentos rumo ao seu local de trabalho, a barraca azul localizada nos fundos da Igreja Matriz da Piedade, Rua Pedro Teixeira. logo na entrada da velha rodoviária, onde hoje existe uma banca de jornais.

Gordo, com ares de Buda, impecavelmente vestido, trajava um indefectível terno azul celeste com listras brancas, camisa também branca, de colarinho impecavelmente engomado, gravata amarela, lenço branco na lapela, no dedo médio da mão direita, um anel com enorme pedra rutilante faiscando ao sol, e sapatos envernizados, nas cores branca e marrom.

Completando a originalidade, um charuto de cheiro agradável que ele mais que fumava, degustava.

Na barraca, exceção feita aos equipamentos eletro-eletrônicos dos camelôs de hoje, o “Baiano” vendia todo tipo de bugigangas, sem faltar a literatura de cordel.

Nós, os meninos, tínhamos certo medo e muito respeito por aquela figura exótica que nunca vimos dar um sorriso sequer.

Mas, que importância tinha isso, se ele nos fornecia o que queríamos?

Era algo proibido e perseguido pela policia: os “catecismos franciscanos”, as revistinhas de sacanagem do célebre Carlos Zéfiro, que inspiraram incontáveis milhares de meninos pré-adolescentes nos incipientes arroubos sexuais.

Hoje aquelas revistinhas são garimpadas por saudosistas colecionadores.

Barbacena, eu me lembro... da expressão marota na fisionomia do “Baiano”, sinalizando o longo cordel com revistas “sérias”, a nos alertar: chegou a mercadoria.

Mande também a sua colaboração para o e-mail ricardo@barbacenaonline.com.br.


.... dos clássicos de futebol Vila do Carmo e Olimpic que lotavam os estádios São Sebastião e Santa Teresa na década de 60 e 70.
(Ramon Tellado – Brasília/DF)


... que na Rua do Campo existia uma destas figuras populares chamado de "Manê Capão", quando a molecada gritava o apelido, o homem virava um bicho, perseguindo o bando até não agüentar mais fisicamente.
(Henrique Sergio Discacciati -Campinas SP)


... de quando a rua XV era mão e contramão, os carros subiam e desciam, me lembro também do antigo estacionamento, onde atualmente é o Master Plaza Hotel. Lembro ainda do Cine Pálace, onde as seções viviam lotadas.
Lembro-me também dos macacos que dávamos bananas e pipocas para eles, na praça dos Andradas, que antigamente, se chamava "Jardim Dos Macacos".
Oura coisa também que é inesquecível é antiga rodoviária situada na Rua Lima Duarte, no centro.
Bruno Rodrigues (NY-EUA)


... dos domingos de quando éramos crianças e colocávamos os vestidos novos e na moda que mamãe confeccionava, para irmos aos matinées, ou no Cine Palace, ou no Cine Apolo. Comprávamos nossos pacotinhos de Bala Chita e saboreávamos o filme e as deliciosas balas que teimavam em ficar grudadas em nossos dentes. Depois do cinema, uma passadinha pelo Sovon´s para terminar o final de semana. Como me lembro...
(Eugenia Maria R. Costa - de volta à Barbacena)


... das geladas manhãs de junho e julho, quando minha irmã e eu saíamos de nossa residência, no sobrado do antigo e saudoso Banco de Crédito Real, na Praça Conde de Prados, cujo gerente era meu querido pai.
Dirigíamo-nos, fim da década de 40, soltando fumacinha pela boca, mas felizes por mais um dia de aula e sadia diversão, para o Grupo Escolar
Bias Fortes, de tantas recordações. Tempos depois, estaríamos, bem ali ao lado de casa, a fazer o ginasial, no inesquecível Colégio Estadual de Barbacena...
(Franklin Jardim Bronzo de Almeida - Belo Horizonte)


Se minha mãe ou avó materna fossem vivas eu iria até onde estivessem,
só para mostrar essa página. Me lembro sim, da rua Vasco da Gama, lá em cima, perto da Escola de Cadetes da Aeronáutica, nos idos de 50, uma espécie de moranguinhos selvagens que costumavam nascer no rodapé da casa de minha avó Ottoni.
Jorge Ottoni, meu avô, regente e tocador de bombardino da retreta local, a Lira Barbacenense, Dona Mariazinha, do Seu Vicente, da Carminha, o Zé Borjairo... O motorista do ônibus que fazia a linha Rio-Barbacena (durava o dia inteiro a viagem...).
Eu tinha apenas três anos e pouco, e no entanto, como me lembro disso! Minha mãe, Yvonne (falecida), e tios: Célia (falecida), Adair (falecido), Mariinha, Celina e Bolivar... todos Ottoni, de Barbacena! Nenhum deles por lá...
(Alvaro Coutinho Ottoni - São Miguel do Araguaia – Goiás)


... muito como se fosse hoje dos campeonatos de futebol do ginásio Silvio Raso, contra as escolas onde na maioria das vezes íamos torcer para o colégio Estadual.
Também gostava de ir ao Silvio Raso somente para comprar pelinha e pipoca da mão do Sr.Hélio, um moreno forte que parecia com o Maguila. Dava até medo de comprar com ele as coisas que vendia, mas ele era super gente fina e quem o conheceu pode falar que era nota 1000000000000, de tão gentil e brincalhão ....
(Aninha - Araruama RJ)


... dos meus tempos de Colégio Imaculada, das amigas que fiz e que nunca mais esqueci...
Algumas se perderam pelo caminho e outras conservo até hoje...
Mas me lembro de quase todas, mesmo as mais distantes!
Que bom seria voltar no tempo e reencontrar uma por uma, saber como estão, falar sobre o passado, sobre o presente, sobre nossas conquistas! E até sobre as derrotas... Afinal, amiga é também pra essas coisas....
Se o tempo não volta mais, as lembranças serão eternas... ternas... saudosas!
Boas lembraças!
(Auxiliadora Maluf)


... dos bailes de carnaval do Olimpic Clube (ótimos, eu adorava) e depois íamos para o bar Meu Cantinho para comer canja de galinha, com o dia amanhecendo.
Lembro também das gincanas que aconteciam na rua quinze, onde haviam diversas competições, em que os participantes, normalmente casais, cumpriam diversas tarefas e depois saiam feito loucos em seus carros em direção à próxima tarefa.
(Irani Alvear Saraiva – Contagem MG)


... das minhas amigas Aglaê, Valéria, Dilma... da turma do Celeiros, do Pedro Cimino, do Ginos (da quinta alternativa), do carnaval do Olimpic, do carnaval de rua... do "sanatório geral"...
Nossa!!!!!!! são tantas lembranças... do "acadêmico", do Sóvons... do lanche da vovó... da Brilho, do sanduba do Hamburguesia... Eu saía muito e fiz grandes amizades por aí...
Me lembro principalmente de um carnaval no Olimpic em que eu conheci o amor da minha vida... nos casamos aí, e viemos morar aqui na minha cidade, Anápolis-Go.
(Cláudia Brandão)


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NOTA DA REDAÇÃO:
Barbacena, eu me lembro... será publicado semanalmente no Portal de Notícias Barbacena On Line. Mande sua colaboração para ricardo@barbacenaonline.com.br.




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