| ...do “Baiano”, o primeiro
camelô de Barbacena. Era uma figura “sui
generis”. Morava lá no bairro Boa Morte
e toda manhã caminhava a passos lentos rumo ao
seu local de trabalho, a barraca azul localizada nos
fundos da Igreja Matriz da Piedade, Rua Pedro Teixeira.
logo na entrada da velha rodoviária, onde hoje
existe uma banca de jornais.
Gordo, com ares de Buda, impecavelmente vestido, trajava
um indefectível terno azul celeste com listras
brancas, camisa também branca, de colarinho impecavelmente
engomado, gravata amarela, lenço branco na lapela,
no dedo médio da mão direita, um anel
com enorme pedra rutilante faiscando ao sol, e sapatos
envernizados, nas cores branca e marrom.
Completando a originalidade, um charuto de cheiro agradável
que ele mais que fumava, degustava.
Na barraca, exceção feita aos equipamentos
eletro-eletrônicos dos camelôs de hoje,
o “Baiano” vendia todo tipo de bugigangas,
sem faltar a literatura de cordel.
Nós, os meninos, tínhamos certo medo
e muito respeito por aquela figura exótica que
nunca vimos dar um sorriso sequer.
Mas, que importância tinha isso, se ele nos fornecia
o que queríamos?
Era algo proibido e perseguido pela policia: os “catecismos
franciscanos”, as revistinhas de sacanagem do
célebre Carlos Zéfiro, que inspiraram
incontáveis milhares de meninos pré-adolescentes
nos incipientes arroubos sexuais.
Hoje aquelas revistinhas são garimpadas por
saudosistas colecionadores.
Barbacena, eu me lembro... da expressão marota
na fisionomia do “Baiano”, sinalizando o
longo cordel com revistas “sérias”,
a nos alertar: chegou a mercadoria.
Mande também a sua colaboração
para o e-mail ricardo@barbacenaonline.com.br.
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.... dos clássicos de futebol Vila do
Carmo e Olimpic que lotavam os estádios
São Sebastião e Santa Teresa na
década de 60 e 70.
(Ramon Tellado – Brasília/DF)

... que na Rua do Campo existia uma destas figuras
populares chamado de "Manê Capão",
quando a molecada gritava o apelido, o homem
virava um bicho, perseguindo o bando até
não agüentar mais fisicamente.
(Henrique Sergio Discacciati -Campinas SP)

... de quando a rua XV era mão e contramão,
os carros subiam e desciam, me lembro também
do antigo estacionamento, onde atualmente é
o Master Plaza Hotel. Lembro ainda do Cine Pálace,
onde as seções viviam lotadas.
Lembro-me também dos macacos que dávamos
bananas e pipocas para eles, na praça
dos Andradas, que antigamente, se chamava "Jardim
Dos Macacos".
Oura coisa também que é inesquecível
é antiga rodoviária situada na
Rua Lima Duarte, no centro.
Bruno Rodrigues (NY-EUA)

... dos domingos de quando éramos crianças
e colocávamos os vestidos novos e na
moda que mamãe confeccionava, para irmos
aos matinées, ou no Cine Palace, ou no
Cine Apolo. Comprávamos nossos pacotinhos
de Bala Chita e saboreávamos o filme
e as deliciosas balas que teimavam em ficar
grudadas em nossos dentes. Depois do cinema,
uma passadinha pelo Sovon´s para terminar
o final de semana. Como me lembro...
(Eugenia Maria R. Costa - de volta à
Barbacena)

... das geladas manhãs de junho e julho,
quando minha irmã e eu saíamos
de nossa residência, no sobrado do antigo
e saudoso Banco de Crédito Real, na Praça
Conde de Prados, cujo gerente era meu querido
pai.
Dirigíamo-nos, fim da década de
40, soltando fumacinha pela boca, mas felizes
por mais um dia de aula e sadia diversão,
para o Grupo Escolar
Bias Fortes, de tantas recordações.
Tempos depois, estaríamos, bem ali ao
lado de casa, a fazer o ginasial, no inesquecível
Colégio Estadual de Barbacena...
(Franklin Jardim Bronzo de Almeida - Belo Horizonte)

Se minha mãe ou avó materna fossem
vivas eu iria até onde estivessem,
só para mostrar essa página. Me
lembro sim, da rua Vasco da Gama, lá
em cima, perto da Escola de Cadetes da Aeronáutica,
nos idos de 50, uma espécie de moranguinhos
selvagens que costumavam nascer no rodapé
da casa de minha avó Ottoni.
Jorge Ottoni, meu avô, regente e tocador
de bombardino da retreta local, a Lira Barbacenense,
Dona Mariazinha, do Seu Vicente, da Carminha,
o Zé Borjairo... O motorista do ônibus
que fazia a linha Rio-Barbacena (durava o dia
inteiro a viagem...).
Eu tinha apenas três anos e pouco, e no
entanto, como me lembro disso! Minha mãe,
Yvonne (falecida), e tios: Célia (falecida),
Adair (falecido), Mariinha, Celina e Bolivar...
todos Ottoni, de Barbacena! Nenhum deles por
lá...
(Alvaro Coutinho Ottoni - São Miguel
do Araguaia – Goiás)

... muito como se fosse hoje dos campeonatos
de futebol do ginásio Silvio Raso, contra
as escolas onde na maioria das vezes íamos
torcer para o colégio Estadual.
Também gostava de ir ao Silvio Raso somente
para comprar pelinha e pipoca da mão
do Sr.Hélio, um moreno forte que parecia
com o Maguila. Dava até medo de comprar
com ele as coisas que vendia, mas ele era super
gente fina e quem o conheceu pode falar que
era nota 1000000000000, de tão gentil
e brincalhão ....
(Aninha - Araruama RJ)

... dos meus tempos de Colégio Imaculada,
das amigas que fiz e que nunca mais esqueci...
Algumas se perderam pelo caminho e outras conservo
até hoje...
Mas me lembro de quase todas, mesmo as mais
distantes!
Que bom seria voltar no tempo e reencontrar
uma por uma, saber como estão, falar
sobre o passado, sobre o presente, sobre nossas
conquistas! E até sobre as derrotas...
Afinal, amiga é também pra essas
coisas....
Se o tempo não volta mais, as lembranças
serão eternas... ternas... saudosas!
Boas lembraças!
(Auxiliadora Maluf)

... dos bailes de carnaval do Olimpic Clube
(ótimos, eu adorava) e depois íamos
para o bar Meu Cantinho para comer canja de
galinha, com o dia amanhecendo.
Lembro também das gincanas que aconteciam
na rua quinze, onde haviam diversas competições,
em que os participantes, normalmente casais,
cumpriam diversas tarefas e depois saiam feito
loucos em seus carros em direção
à próxima tarefa.
(Irani Alvear Saraiva – Contagem MG)

... das minhas amigas Aglaê, Valéria,
Dilma... da turma do Celeiros, do Pedro Cimino,
do Ginos (da quinta alternativa), do carnaval
do Olimpic, do carnaval de rua... do "sanatório
geral"...
Nossa!!!!!!! são tantas lembranças...
do "acadêmico", do Sóvons...
do lanche da vovó... da Brilho, do sanduba
do Hamburguesia... Eu saía muito e fiz
grandes amizades por aí...
Me lembro principalmente de um carnaval no Olimpic
em que eu conheci o amor da minha vida... nos
casamos aí, e viemos morar aqui na minha
cidade, Anápolis-Go.
(Cláudia Brandão)
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Barbacena,
eu me lembro... 24/11
- 14h06 |
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Barbacena,
eu me lembro... 17/11
- 17h23 |
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Barbacena,
eu me lembro... 14/11
- 16h16 |
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Barbacena,
eu me lembro... 03/11
- 14h00 |
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Barbacena,
eu me lembro... 27/10
- 14h31 |
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Barbacena,
eu me lembro... 20/10
- 13h59 |
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Barbacena,
eu me lembro... 13/10
- 12h00 |
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Barbacena,
eu me lembro... 11/08
- 15h52 |
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Barbacena,
eu me lembro... 03/08
- 15h39 |
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Barbacena,
eu me lembro... 27/07
- 14h36 |
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Barbacena,
eu me lembro... 20/07
- 14h52 |
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Barbacena,
eu me lembro... 13/07
- 15h06 |
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Barbacena,
eu me lembro... 06/07
- 15h23 |
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Barbacena,
eu me lembro... 30/06
- 15h43 |
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Barbacena,
eu me lembro... 22/06
- 16h38 |
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Barbacena,
eu me lembro... 16/06
- 16h38 |
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Barbacena,
eu me lembro... 08/06
- 20h44 |
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Barbacena,
eu me lembro... 01/06
- 15h13 |
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Barbacena,
eu me lembro... 25/05
- 16h18 |
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Barbacena,
eu me lembro... 11/05
- 15h23 |
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Barbacena,
eu me lembro... 04/05
- 12h02 |
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Barbacena,
eu me lembro... 27/04
- 14h50 |
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Barbacena,
eu me lembro... 20/04
- 15h28 |
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Barbacena,
eu me lembro... 06/04
- 15h37 |
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Barbacena,
eu me lembro... 30/03
- 16h25 |
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Barbacena,
eu me lembro... 23/03
- 16h00 |
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Barbacena,
eu me lembro... 16/03
- 15h37 |
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Barbacena,
eu me lembro... 13/03
- 10h40 |
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NOTA DA REDAÇÃO:
Barbacena, eu me lembro... será publicado semanalmente
no Portal de Notícias Barbacena On Line. Mande
sua colaboração para ricardo@barbacenaonline.com.br. |