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... dos parques de diversão que apareciam
por aqui. Em casa, podia-se ir a quase todos os
brinquedos, menos em um que chamávamos
"sombrinha" e que não passava
de cadeirinhas presas a correntes, rodando numa
velocidade para mim estrondosa. Pois foi num domingo,
desses de inverno por aqui, que, após o
almoço, resolvi experimentar a tal "sombrinha".
Escapuli de fininho, juntei-me a minha turma e
lá fomos. No começo maravilha, o
mundo visto de maneira oblíqua e superior,
enquanto Altemar Dutra cantava, de maneira sofrida,
alguma coisa melancólica e romântica,
depois de o locutor anunciar: "Antônio
dedica esta música , com muita paixão,
a alguém que pisa seu coração
e este alguém sabe quem". De repente,
parada brusca, acabou. Desci bamba e esquisita,
a cabeça rodopiando como se fosse dividida
em duas. Dá apara imaginar o que aconteceu
com o almoço???
(Vera Coimbra)

... da rapaziada da medicina, que promovia belos
rachas na rua 15, com as chamadas 'Gincana automobilística',
era delicioso ver Fuscas, Corcel, Opalas e Dodges
"linchando". Domingos maravilhosos com
certeza.
Antônio Luiz Duarte (Barbacena)

... das muitas noites sem lua, quando a turma
da Boa Morte pulava o muro da Igreja e, da escuridão
atirava, com estilingues, esferas de aço,
de rolimã contra o enorme sino da torre
direita. Ás vezes conseguíamos acertar
a boca do sino e a esfera girando em seu interior
provocava um ruído estranho e assustador.
Só parávamos quando as luzes das
casas da Rua Thomaz Gonzaga se acendiam e a mulherada
rezadeira saía para a rua e em grupinhos
comentando o "fenômeno" e se punham
a orar fervorosamente. E nós passávamos
por elas com a maior cara de pau, mal podendo
conter o riso.
(Arthur Bernardes – Rio Grande do Sul)

... da Estação Sanatório,
de beleza única; patrimônio do povo
da nossa cidade, que foi impiedosamente demolida...
(Mário Rufino)

... do carnavalesco Lulu Perereca vestido de espanhola
e com suas sonantes castanholas pelas ruas da
cidade.
(Newton Siqueira de Araújo Lima)

... do Bar da Égua. Saudades de ouvir o
Sr. Guerino Gorini, exaltado por tomado umas a
mais, dizer em alto e bom tom: ÉÉÉÉÉÉGUAAAA!
Seu grito era ouvido por toda a Praça dos
Andradas e Rua XV. E assim surgiu o nome: Égua´s
Bar. A "galera" da época tinha
"caderneta" no Bar da Égua. Enchiamos
a cara no Bar da Égua, prá economizar,
e íamos pros clubes "azarar".
O Edson, anos depois renomado dentista de Barbacena
(periondontista), nos atendia sempre com simpatia.
Pena que faleceu! Era muito querido e super simpático!
Não sabia cobrar os "canistas"
de plantão.
Sinto saudades de todos e de tudo! Sei que muita
gente vai relembrar e encher os olhos de lágrimas!
Liberem suas lágrimas, pois é isso
que estou fazendo agora. Um beijo a todos.
(Hercules Fornero – São Paulo/SP)

... dos dias que passei na Praça do Cruzeiro
no Monte Mario, tocando violão com os amigos
nas férias do colégio.
(Getulio Costa Melo - São Paulo/SP)

... do Celeiro´s, onde cantaram por lá
também, Janinho e Gereré.
(Helena Márcia Neves)

... dos macacos da Praça dos Andradas.
No dia da inauguração da fonte luminosa
e aquelas paqueras ao redor... do agito do Sovon´s...
do bloco de pijama abrindo o carnaval... e do
também do Butina indo a todos os bairros
gritando com aquele vozeirão "olha
a dobradinha".
(José Roberto Campos – Natal/RN)

... do bar do Rocha ao lado do Sovon's, e do Bar
do Adilson na Praça do Rosário,
onde eu e a turma do Saleh tomávamos as
melhores caipirinhas que já se fizeram
nas Alterosas.
(Marcos José de Araújo – Sorocaba/SP)
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