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Barbacena, eu me lembro...

ARTHUR BERNARDES
Editoria Cidade - 08/06 - 20h44

Já foram lembrados neste espaço a Madalena dos Pés Espalhados, o Botina, o Telmo, a Hercília, a Zabelinha, personagens que se tornaram folclóricos por suas atitudes humanas, no cotidiano.

Barbacena, eu me lembro do Arlindo “Tikaól”, apelido cuja origem ninguém conhecia, mas que, uma vez evocado, deixava furioso o tal de Arlindo que derramava uma torrente de palavrões absolutamente impublicáveis, deixando a meninada em delírio: ôôô Tikaól!!!

E do negrinho JANJÃO para quem gritávamos impiedosamente: “Janjão ‘você’ vai morrer e o bicho vai ‘te’ comer, Janjão ‘você’ vai morrer e o bicho vai ‘te’ comer!” E o pobre Janjão saia pela rua a chorar inconsolável.

E o negro JORGE “elefante sem rabo”, apelido que ganhou em razão do seu corpanzil e do caminhar desengonçado, fanático torcedor do Olympic? Em uma decisão entre nosso time e o Tupy (Juiz de Fora) bastava ao Olympic um empate, mas, fatalidade, o goleirão DANTON deixou entrar uma bola e, nos minutos finais do jogo, muitos torcedores se esqueceram da partida para assistir, compungidos o drama do JORGE, que aos prantos, atrás da zaga adversária, extravasava seu imenso amor pelo Olympic e a inconformidade com a derrota, implorando ao goleiro do Tupy: “Herrera, pelo amor de Deus, deixa passar um gol! Só um gol, Herrera! Ô Herrera, “ocê num” tem coração!”

Barbacena, eu me lembro...: naquela triste tarde de domingo, atrás daquela zaga, assim como eu, muitos torcedores choraram com o JORGE e pelo JORGE...

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... da 1ª Olimpíada do Santo Antônio. Foi muito linda. Era adrenalina de todos os participantes.
(Ismael Assis – Diadema/SP)


... do Égua’s Bar, do Roberto e do saudoso Édson, seus proprietários, da Rádio Barbacena ZYL-8 e do saudoso Barbosa Silva, que em uma ocasião leu com veemência no ar, o verbete de um dicionário com a definição da palavra causticante que ele havia empregado, sobre uma chuva que caia na cidade, cuja propriedade teria sido posta em dúvida por um ouvinte.
(Luiz Carlos Duarte Ladeira - Belo Horizonte)


... Quando eu era criança pequena em Barbacena tinha uma lenda que os mais velhos diziam que em uma das torres da igreja da Boa Morte morava uma serpente. Não sei se só eu que ouvi essa lenda, mas diziam que muita gente não tinha coragem de subir naquela torre. Qual era a torre? esquerda ou direita. Até hoje guardo essa recordação que botava medo em muita gente. Se alguém mais ouviu isso, deixem seus comentários sobre o assunto.
(Fernando Costa - Belo Horizonte)


... das tardes de festa após o desfile do 7 de setembro. A turma do Colégio Tiradentes - onde estudei por 10 anos - terminava o desfile, o melhor desfile da cidade, e depois se encontrava na Vovó. Aliás, esta lanchonete faz falta! Ali, passávamos horas e horas paquerando, conversando e observando se a turma do Estadual iria desfilar melhor do que a gente (antiga e saudável rivalidade!).
(Débora Matos - Barbacena – MG)


... dos saudosos “garden-parties” realizados no Jardim Municipal, uma festa com orquestra, danças e brincadeiras, geralmente em benefício de alguma entidade filantrópica. Havia o costume de se construir “cadeias” onde eram “detidas” pessoas da sociedade, que teriam de pagar uma prenda para sair. Adultos e rapazes “propositadamente distraídos” eram nelas colocados e conduzidos por senhoras e moças da sociedade, e isso era prova de certo prestígio social. Olhavam disfarçadamente ao redor e à espera da prisão.
(Newton Siqueira de Araújo Lima)


... da Paparazzo, na descida para Campolide . Ô lugarzinho gostoso.
(Fernanda Magalhães)


... com imensa saudade da época da antiga "FUPAC", quando nós saíamos para assistir aos jogos da NAE na EPCAR e à noitinha dançar na "Brilho" ou na "Beijo na Boca" ou até mesmo a famosa paquera no Gulosão, quem não se lembra da rua totalmente fechada de jovens cheios de sonhos, sem maldades, sem violência, um tempo que nunca sairá de nossas lembranças. Ah, e o Sovon's? Ainda posso sentir o cheirinho do mixto-quente entrando pelas minhas narinas como que pedindo para entrar numa máquina do tempo.
(Jacqueline Carla dos Santos)


... do “Meia Lua”, barzinho que tinha próximo a escola de medicina (não lembro o nome da rua), onde a galera se reunia para um bom papo e beber o famoso limãozinho do seu Nelson na birósquinha quase em frente.
(Paulo Ozava – Rio de Janeiro)


... dos “puteiros”, Dora, Maria do Carmo, Três Moinhos, e tantos outros... Coisa boa a gente não esquece... Hoje o amadorismo acabou com o profissionalismo.
(Luiz Atales – Goiânia/GO)


... do bloco do Gole (Brocu du Gole), que arrepiava no Clube Barbacenense.
(Ricardo José Pinto Lopes – Cuiabá/MT)


NOTA DA REDAÇÃO:
Barbacena, eu me lembro... será publicado todas as quintas-feiras no Portal de Notícias Barbacena On Line. Mande sua colaboração para ricardo@barbacenaonline.com.br.




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