| Dos inesquecíveis dias e noites
na Serra de Ibitipoca, quando ela ainda não era
reserva ambiental. Não existiam as mordomias
de hoje: pousadas, restaurantes, eletricidade, fogareiros
e lampiões a gás, luz elétrica,
comidas em embalagens aluminizadas, etc.
Levávamos charque, bacon, lingüiça
defumada, latas de feijoada, Nescafé e naturalmente
a sagrada “pinga nossa de cada dia (e noite)”.
Não nos esquecíamos de um rádio
a pilha, baralho, lampião a querosene e da estopa
de pano, para fabricar as “cambonas” de
bambus cortados lá mesmo, que além de
ajudarem na iluminação espantavam, com
o cheiro forte de querosene, as cobras, aranhas e escorpiões,
abundantes por lá.
Dormíamos em uma furna de pedra, em cuja entrada
acendíamos uma fogueira, com lenha previamente
recolhida durante o dia. Nadávamos nas piscinas
naturais do riacho de água claríssima
e gelada que corre por toda a extensão da serra
e cuja água bebíamos sem nos preocupamos
com poluição. Dávamos preferência
ao remanso abaixo da “Cachoeira dos Macacos”.
À noite era hora da cachacinha à roda
do fogo bem como do jogo de baralho misturado à
“conversa mole pra boi dormir”, até
altas horas... Barbacena, eu me lembro... como faziam
bem ao corpo e ao espírito as longas caminhadas
e a comunhão com a natureza, naqueles dias e
noites no alto da Serra de Ibitipoca...
Mande também a sua colaboração
para o e-mail ricardo@barbacenaonline.com.br.
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Barbacena, eu me lembro...
... do Toninho que morava lá no Bairro
Andaraí, mas era a alegria da garotada
do São José... e seus inseparáveis:
guarda-chuva e paletó ...
(Evandro – Natal RN)

... muito das divertidas festas juninas no Amilcar
Savassi, onde todos os alunos da quarta série
da saudosa tia Janete participavam com muito
entusiasmo. Lembro também da minha namoradinha
Lílian, que dançamos a última
quadrilha.
(Marcus Vinicius)

... do bar do Pedro Cimino, da turma que se
reunia para tomar a cerveja mais gelada da cidade
e os melhores tira-gostos, como o arroz de marimbondo,
feijão amigo e torresmo que eram feitos
na cozinha da casa pela família dele.
Era o melhor bar da cidade, pena que a moçada
de hoje não chegou a conhecer. Ainda
tinha música boa.
(Rosana Resgalla)

... da casa de doces e balas do Sr. Shan, na
Av. Bias Fortes, onde passávamos, todos
os dias, após as aulas do Colégio
Estadual para comprar algumas balas (e tentar
roubar outras)... Até hoje tenho contato
com a filha dele, infelizmente, só pela
internet...
(Patrícia P. de Freitas Gonçalves)

... de figuras como Maria Tatu, Sapo e Maria
Helena -levanta a saia "Marelena",
gritavam os moleques-. Do Gulosão, Ponto
Final e Debaixo da Saia -como era bom-. Dos
skatistas, metaleiros ou alunos da EPCAR que
enlouqueciam as meninas. Da sexta-feira no Ginos,
das finais de futebol no Sílvio Raso
entre Amílcar e Estadual e do Carnaval
no Barbacenense, que ia até de manhã
na quarta feira de cinzas, quando na volta comíamos
hamburguer do Sílvio´s sem lembrar
do dia santo.
(Tereza Cristina Batista)

... quando no aeroporto acontecia a semana da
asa, realizada pela aeronáutica, vinham
aviões de todo lado para nós vermos,
e hoje não acontece mais, lá ficava
lotado.
(Alexandre Leite)

... do Polivalente e suas inovações,
do Lelão, da Gilda (um grande beijo),
Margarida. As festas de Santo Antônio
na época em que as pessoas saiam de casa
para se divertir e não para brigar. Da
banca do Juca no pontilhão, da turma
do ônibus para a hoje UFSJ e das festas
que fazíamos, da Bianca minha irmã
de coração, Elenice sempre amiga...
é... eu era feliz e sabia.
(Edigar Neves - Brasília/DF)

... da rivalidade de Vila do Carmo e Olympic.
Era o maior clássico de futebol da região.
Grandes craques como Delvoux, Taninho, Luiz
Santos, Mauro, Gutemberg, Oswaldinho (do Andarai).
(Odair Reis)

... do Sr. Geraldo, dono do bar e mercearia
em frente ao portão principal do
Colégio Estadual. Hoje podemos contar
nos dedos os alunos que não
freqüentaram este ambiente sadio. Aonde
íamos para comprar alguma guloseima.
Também não esqueço o carinho
do seu atendimento particularmente perguntando-me:
o que você quer bolachinha? Saudades que
construíram nosso futuro.
(Marcos Milagres Almeida)

... com saudades, dos clássicos entre
os times da capital, em amistosos que paravam
a cidade nos campos do Vila e do Olympic, partidas
memoráveis de nossos craques que muitas
vezes deram sufoco em Cruzeiro, Atlético
e até de times do Rio de Janeiro, como
Gloriosos Botafogo e do Poderoso Flamengo.
(Marcos Jose de Araújo – Ratinho
– Sorocaba/SP)
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Barbacena,
eu me lembro... 27/10
- 14h31 |
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Barbacena,
eu me lembro... 20/10
- 13h59 |
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Barbacena,
eu me lembro... 13/10
- 12h00 |
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Barbacena,
eu me lembro... 11/08
- 15h52 |
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Barbacena,
eu me lembro... 03/08
- 15h39 |
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Barbacena,
eu me lembro... 27/07
- 14h36 |
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Barbacena,
eu me lembro... 20/07
- 14h52 |
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Barbacena,
eu me lembro... 13/07
- 15h06 |
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Barbacena,
eu me lembro... 06/07
- 15h23 |
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Barbacena,
eu me lembro... 30/06
- 15h43 |
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Barbacena,
eu me lembro... 22/06
- 16h38 |
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Barbacena,
eu me lembro... 16/06
- 16h38 |
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Barbacena,
eu me lembro... 08/06
- 20h44 |
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Barbacena,
eu me lembro... 01/06
- 15h13 |
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Barbacena,
eu me lembro... 25/05
- 16h18 |
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Barbacena,
eu me lembro... 11/05
- 15h23 |
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Barbacena,
eu me lembro... 04/05
- 12h02 |
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Barbacena,
eu me lembro... 27/04
- 14h50 |
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Barbacena,
eu me lembro... 20/04
- 15h28 |
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Barbacena,
eu me lembro... 06/04
- 15h37 |
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Barbacena,
eu me lembro... 30/03
- 16h25 |
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Barbacena,
eu me lembro... 23/03
- 16h00 |
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Barbacena,
eu me lembro... 16/03
- 15h37 |
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Barbacena,
eu me lembro... 13/03
- 10h40 |
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NOTA DA REDAÇÃO:
Barbacena, eu me lembro... será publicado semanalmente
no Portal de Notícias Barbacena On Line. Mande
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