| “Barbacena, eu me lembro”:
...de muitos outros personagens folclóricos idênticos
aos descritos recentemente neste espaço.
Havia, na Boa Morte, o Sr. Néca, apelido carinhoso
de família, mas, que a meninada logo deu um jeito
de deturpar e, ao passar por ele um menino perguntava:
“como é o nome daquele anãozinho
que dorme muito”? E o outro menino respondia:
“é Soneca”! E corriam, pois, a resposta
do Sr. Néca eram bengaladas a torto e direito.
Certa vez um vendedor de lenha (não existia fogão
a gás – como estou velho.), foi contratado
pelo “velho” Álvaro Coutinho para
cortar alguns bambus nos fundos de nossa casa. O lenhador
disse: pode deixar “seu” Coutinho, já
vou tirar o paletó para cortar bambu. Nós
achamos engraçada a expressão e dias depois,
quando o lenhador passou pela rua gritamos: “tira
o paletó pra cortar bambu!”.
E o velho lenhador respondeu: “vou tirar o paletó
pra cortar o rabo da sua mãe”! O apelido
pegou e o pobre lenhador nunca mais se livrou da provocação
dos impiedosos meninos.
À mesma época havia o “Colete Curto”,
um cidadão que usava um colete extremamente menor
que sua avantajada compleição física
e a meninada não perdoava. Quando ele passava
gritávamos: ôôô colete curto!
E ele respondia aos gritos: colete curto é a
puta (desculpem a franqueza) que pariu!
E os “Irmãos Parará”? Quem
se lembra? Eram dois gêmeos negros, moravam no
Monte Mário e durante a semana, em duas carroças,
vendiam lenha, abóboras, morangas ovos e hortaliças
na cidade.
Aos domingos vestiam-se aparatosamente e, tocando bumbo
e sanfona, desciam o morro cantando festivamente, divertiam
o povo que parava nas calçadas para assisti-los.
O Sr. Caiado, dono da loja “O Leão dos
Retalhos” percebeu a potencialidade artística
da dupla e os contratou. Aos domingos, os dois alegres
irmãos desciam o Monte Mário (estrada
de chão batido até a altura do Estádio
Santa Tereza) e, a partir dali, fantasiados com cores
vivas e com a carroça embandeirada com propagandas
do “Leão dos Retalhos” percorriam
as ruas Thomaz Gonzaga, José Bonifácio,
Quinze de Novembro, para baixo e fazendo o retorno na
Praça do Rosário, puxavam a meninada correndo
atrás das carroças enquanto o povo aplaudia
alegremente. A loja “O Leão dos Retalhos”,
dizem, triplicou as vendas.
Mande também a sua colaboração
para o e-mail ricardo@barbacenaonline.com.br.
| 
... de passear de mãos dadas com minha
mãe pelos fundos da Casa de Saúde
São Sebastião. Homens, com as
pernas balançando através das
enormes janelas, vestindo calças da mesma
cor, semelhantes a pijamas, gritavam pelos que
passavam pedindo cigarro, fósforo, seja
lá o que fosse, quem sabe atenção
talvez, e minha mãe, solene para mim:
"Olha que neste lugar morreu um jogador
de futebol muito famoso, o nome dele era Heleno".
Eu, andando e olhando para trás, sem
largar sua mão, olhando, misto de medo
e reverência, para os outros anônimos
Helenos perdidos para o mundo no esquecimento
daquele hospital psiquiátrico.
(Vera Coimbra)

... daquela figuraça, nunca soube seu
nome, pintor talentoso, mas sempre que o flamengo
vencia, ele vestia o "manto sagrado",
e de posse de duas colheres, saía pelo
centro, chapado, mas feliz por mais uma vitória
do mais querido do Brasil, mengooooo, saudades,
querido 'GMC', como carinhosamente era conhecido...
(Antônio Luiz Duarte)

... do Bloco de carnaval “é com
este que eu vou”. Tive a felicidade de
participar.
(Helena Márcia Neves)

... do show do Balão Mágico que,
ao contrário do que já foi escrito
aqui, aconteceu no Estádio do Andaraí
e reuniu uma criançada animada, que não
parava de cantar "pegar carona nesta calda
do cometa..."
(Débora Matos - Barbacena – MG)

...a casa da rua Tiradentes número 70,
onde moramos por mais de 10 anos e onde fizemos
muitas festas...
(Cris, Dri, Claudia, Dani e Ju – todas
– Claro França)

... das batalhas de confete às vésperas
do carnaval, no Jardim Municipal, do Globo e
no pequeno e belo jardim da Praça Antônio
Carlos – hoje arremedo do que foi. Com
bandas, toques de cornetas, pistons e saxofones,
taróis e “surdos”, que abriam
os festejos carnavalescos com o tradicional
“Viva o Zé Pereira”, serpentinas
, confetes, lança-perfumes (naquele tempo
apenas uma inocente distração...).
(Newton Siqueira de Araújo Lima)

... do Carnaval, lá estávamos
com uma galera e tanto, vestíamos de
mulher e com muitos outros, realizávamos
o futebol dos homens vestidos de mulheres. O
espaço no Santo Antônio se completava
com a multidão de pessoas para assistir
aqueles momentos.
(Ismael Assis – Diadema/SP)

... dos Desfiles de Sete de Setembro, onde a
eterna rivalidade entre Estadual e Tiradentes,
ficava mais evidente. Ô saudade dos tempos
onde nossa maior preocupação era
ter uma fanfarra e um time de futsal ou vôlei
melhor que o do outro colégio!!!
(Alessandra Vitorete)

... de estar descendo a Rua Quinze após
um dia de aulas no colégio Estadual,
passando em frente à Bota de Ouro onde
o Seu Osvaldo com seu vozeirão anunciava,
bem humorado, que o Seu Orozimbo estava “dando
de graça” lá no fundo e
de, mais embaixo em frente ao Palace, perguntar
para a Zabelinha, que passava acompanhada de
seus cachorros, quem eram os pobres para os
quais ela pedia esmola, sendo que a resposta
era, invariavelmente a mesma – “os
pobres sou eu”.
(Luiz Carlos Duarte Ladeira - Belo Horizonte)

... do Torresmo, peça rara, que vivia
rondando a Antiga Rodoviária.
(Fernanda Magalhães)
|
| |
|
Barbacena,
eu me lembro... 25/05
- 16h18 |
 |
Barbacena, eu
me lembro... 11/05
- 15h23 |
 |
Barbacena, eu
me lembro... 04/05
- 12h02 |
 |
Barbacena, eu
me lembro... 27/04
- 14h50 |
 |
Barbacena, eu
me lembro... 20/04
- 15h28 |
 |
Barbacena, eu
me lembro... 06/04
- 15h37 |
 |
Barbacena, eu
me lembro... 30/03
- 16h25 |
 |
Barbacena, eu
me lembro... 23/03
- 16h00 |
 |
Barbacena, eu
me lembro... 16/03
- 15h37 |
 |
Barbacena, eu
me lembro... 13/03
- 10h40 |
| |
|
NOTA DA REDAÇÃO:
Barbacena, eu me lembro... será publicado todas
as quintas-feiras no Portal de Notícias Barbacena
On Line. Mande sua colaboração para ricardo@barbacenaonline.com.br. |