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CASOS & CAUSOS

Lembra daquele caso que aconteceu na época que a gente estudava? Pois é. Tá na hora de contar pra todo mundo.

Clique aqui e conte tudo pra gente matar a saudade.

Enviado por Alessandra Rocha de Assis (turma94/96)
Este causo aconteceu em 1996.


Entre uma conversa e outra durante o intervalo de uma aula, duas amigas e três amigos resolveram matar a aula de inglês.
O lugar escolhido foi nas arquibancadas das quadras, porque no mesmo horário havia outra turma fazendo educação fisica,ficando mais fácil de passar pela D.Carmelita que tomava conta do corredor e da portaria do pátio.
Aconteceu que exatamente neste dia, a professora de inglês resolveu dar a aula ao ar livre e um dos alunos que assistia a aula, sabendo onde a turma dos matadores de aula estava, correu para avisá-los que a professora estava descendo para as quadras e ia descobrir que o quinteto estava no colégio, mas matando a sua aula.
Os cinco correram para o vestiário feminino,mas a bagunça lá dentro era tão grande, que de repente apareceu na porta do vestiário a D.Carmelita, falando bem assim:
"- Que "bunito"! Menino com menina no vestiário feminino, todo mundo pra secretária agora,vocês serão suspensos por 3dias!".
Os cinco assinaram o livro de ocorrência e levaram para casa uma advertência para os pais assinarem.
A suspensão de 3dias não teve.E a advertência?Será que foram os pais mesmos que assinaram?
Acho que não.

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Enviado por Evane C.Fornero - Aluna da turma 72/75
Não se sabe se é folclore ou se é verdade.

O fato é que se contava que ao ser indagado por um aluno sobre como era a dor do parto, o nosso saudoso Professor de Biologia Zé Amim respondeu com seu humor característico: “Oh meu filho saber não sei não, mas se você experimentar enfiar um guarda-chuva fechado e tirar ele aberto, deve ser uma dor semelhante”.

Esse aconteceu mesmo, e eu estava lá.

Creio ter sido um dos dias mais tristes da História do Estadual.

Estávamos nós alunos concentrados na frente do Colégio para hora cívica que acontecia todas as sextas-feiras. Não me lembro do dia, mês ou ano.

Ao início do Hino Nacional e o hastear da Bandeira no mastro localizado na janela acima da garagem do “diretor”, o temido e ao mesmo tempo querido João Medalhão incumbido de hastear a bandeira, nos surpreendeu, ali naquela janela com sua fisionomia de dor de um infarto fulminante diante de nossos olhos ingênuos e perplexos sem entender muito bem o que estava acontecendo.

Após o acontecimento a janela permaneceu fechada por longos anos, até que foi aberta, provavelmente por alguém que não sabia por que era mantida fechada por um cadeado.

Esse episódio jamais sairá da minha memória.

Uma terceira passagem:

A Banda do Estadual era fantástica, mais fantástico ainda era estar nela.

Era muito lindo, de arrepiar mesmo.

No dia do desfile ao passarmos pela Rua Comendador João Fernandes, mais precisamente entre o antigo Posto de Saúde e o Solar dos Canedo, era dado comando de um dos toques mais bonitos que a Banda tocava, de propósito, pois ali naquele lugar mágico o som dos bumbos e das cornetas dava um show à parte, adquirindo uma sonoridade impressionante. Mais alguém se lembra disso?

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Enviado por Fabrício Schinniger Vargas (Turma 94/96)
Entrei no Estadual no ano de 1990, ano este muito especial para o colégio já que estávamos fazendo 100 anos. A grande maioria da turma vinha estudando junto do Bias Fortes, mas contudo haviam muitos também de outros colégios. Naquela época, no primeiro dia de aula, os alunos iam para o auditório e se fazia a chamada das turmas. Minha turma foi chamada e quem nos acompanhou até a sala foi a professora Fátima Feres Assun, minha mãe. Alguns na sala sabiam desta informação porém outros não. Sentei-me na primeira cadeira para parecer um comportado aluno mas não conseguia deixar de participar das conversas dos colegas (afinal tudo era novidade). Começou então um zum-zum enorme. A professora Fátima sempre muito séria e tranqüila pediu à turma para ficar quieta. Mas havia um garota novata para mim, sentada no fundo da sala que estava de saia e sua calcinha (branca) estava aparecendo. Ignorei os pedidos da professora para ficar virado para a frente umas 3 ou 4 vezes. Foi o bastante, fui expulso de sala na quinta série, primeiro dia de aula e pela minha pirueta mãe. Comecei a chorar e falar "ô mãe, por favor, não faça isso!!!!", e ela me disse "desce para o Márcio e manda ele chamar sua mãe pra resolver essa questão". Com isso todos ficaram sabendo quem era ela e eu passei a sentar lá no fundo fugindo das garras de professores assim. São muitos os causos e aos poucos vou contar , mas o importante é que as saudades de todos é o que mais impera hoje . A maior verdade do Estadual é que quem está lá dentro fica doido para sair, mas pergunte para quem está de fora se quer entrar novamente? Aposto que eu seria o primeiro da fila !!!!!!!!!!!    

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Enviado por Vera Lúcia Ferreira (Turma 65/67)
Lembro-me que, em 1965, minha turma tinha aulas de Biologia com o Dr. Amin Feres. Como era um médico sempre ocupado, dificilmente chegava no horário. Sempre achávamos essa aula desnecessária por estarmos fazendo o curso clássico. E como nossa aula era no 5º horário, às 11:00 hs da manhã,  quando o estômago dos adolescentes começa a pedir socorro (adolescente come muito, não é?), ficávamos sempre em pé, com o material escolar na mão, na contagem regressiva, antevendo o atraso do Dr. Amin. Era um olho no relógio e outro no Seu João .
Seu Odilon ficava na entrada com as cadernetas à nossa espera. Às 11:10hs era a descida frenética pela escadaria dos fundos, o surrupio das cadernetas e a corrida desenfreada - ladeira acima - pela Rua Baronesa Maria Rosa. E corríamos muito, já que sempre o Seu João saía atrás da turma para informar que o Dr. Amim já estava no prédio. Acredito que o Seu João perdia 1 kg nessa corrida e a paciência também. Com muitas saudades, presto minha homenagem a esse profissional- João Trindade - que, apesar de rigoroso, amava o que fazia.

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Enviado por Cláudio Alexandre Pinto Tavares (Turma 85/87)
Nosso coquetel de formatura aconteceu na própria secretaria do colégio em dezembro de 1987. Me lembro da galera toda reunida, super comportados, com papai e mamãe por perto, bebendo socialmente e tal. Eu estava responsável pelo equipamento de som (como sempre) e a certa altura da festa, um grande amigo (Carlos Frederico Brazil) me disse: "Ei Cláudio, ta na hora de mandar os velhos pra casa!". Bem, até aquele momento a trilha sonora era Richard Clayderman, eu mudei discretamente para Jailbreak do AC/DC e subi o volume. Apesar de alguns protestos a turma mais velha se mandou logo e "o bicho pegou", literalmente, com direito a colocar roupa na estátua e tudo o mais!!! Ótimos tempos aqueles!!! Que saudade!!!

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Enviado por Pedro Wilson Ayres Pinto (Turma 65/67)
Um dia tentei sair da santa aula de português (matéria que graças a Deus detesto e não entendo até hoje). Fiz um comprimido de giz e o saudoso João "Medalhão", discípulo e bom companheiro do S. Odilon, me pegou no flagra quando saia da aula do Tiquinca para a liberdade, fuga esta com o álibi de tal comprimido. Fui suspenso. Sempre fui um aluno bagunceiro, reconheço isso... D. Maria Pereira, S. João "Medalhão", S. Evanê Baião, aulas de desenho da Donana Mangualde, a inteligência do professor Anastácio... Meu Deus, parece que foi ontem...

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Enviado por Dimas Enéas Soares Ferreira (Turma 79/81)
Fui aluno entre 1974 e 1981. Quando ingressei, prestei exame de seleção, isso após fazer um ano de curso preparatório com a D. Flausina. Naquela época (Ditadura Militar) cantávamos o Hino Nacional e marchávamos sempre sob os berros de "mocorongo" e "estufa o peito" do prof. Delmo. Minha turma sempre foi a "A" (5A, 6A, 7A, 8A, 1A, 2A e 3A). Meus diretores foram o Fernando Vitor, o Clodoaldo e a D. Maria José Gorini. Meus melhores professores foram tantos que seria injusto citar nomes. Os inspetores na época eram o Sr. Fernando (Maguila), o Sr. Jovelino e o falecido Sr. Geraldo. Eu, por ser bisneto do Prof. Soares Ferreira, sempre fui muito visado mas nunca desonrei o meu nome e a minha escola. Desfilei em todos os pelotões, do pelotão mirim, passando pela pirâmide e da Boina até a Banda. Chegamos a desfilar no Mineirão no primeiro de maio (acho que em 1980). Fui atleta do basquete e handebol. Jogamos várias vezes em outras cidades. Uma vez, jogamos em Lafaiete contra a equipe de handebol local. Empatamos o jogo e saímos com o ônibus apedrejado da cidade. Fui monitor do laboratório de física e de química. Quando iniciei uma limpeza no laboratório de física, encontrei um filme que retratava o cotidiano do Colégio Mineiro no início do século. Esta fita foi entregue à D. Maria José Gorini e não sei qual foi o seu destino. Lançamos naquela época um jornalzinho mimeografado onde criticávamos os principais professores, inspetores e etc., como o Sérgio (professor de desenho), a D. Emília, o Hélio Otoni, etc. Fazíamos ataques "terroristas" com bombinhas nos banheiros e muito mais. Eram anos dourados da minha adolescência. Junto a outros colegas (Gigi, Pavão, etc.) organizamos um belo trabalho de pesquisa científica sobre o "Álcool, suas utilidades e conseqüências". Com ele ganhamos o primeiro lugar na Feira de Ciências Municipal e o terceiro lugar na Feira de Ciências Estadual (onde estavam mais de 150 trabalhos de todo o estado de Minas). Em 1981 conheci uma linda garota da sétima série que namorei, casei e hoje é mãe de meus filhos. Hoje sou professor da Epcar e Unipac, faço mestrado na UFMG e fiz pós-graduação na PUC-MG. Só tenho a agradecer os anos que passei no Estadual. Foram os melhores de minha vida. Todos os meus amigos de turma hoje são grandes homens, o José Geraldo é o maior cirurgião cardíaco de JF, o Florisvaldo é um dos maiores advogados de Minas, o Joaquim na Força Aérea, o José Carlos na Açominas, o Helton Cobucci empresário, o Jacy Paolucci na Unipac, a Dercy que foi secretária do Estadual, o João Luiz Crespo, importante pediatra na cidade e tantos outros

 
 
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