CAMINHO DE PEDRAS

C A M I N H A N D O


Caminhando... Por estas e aquelas plagas andei.

Colhendo espinhos e rosas e os raios do sol nascente;

E o orvalho... E a geada... E o calor inflamante...

E o oceano... E os lagos... E aquelas montanhas que amei.

Caminhando pelas ruas, pelos campos e cordilheira,

Amei terras, gentes, espinhos... Amei cada passo;

Amei antanho, amei futuro e o presente regaço.

Era meu leito a aridez, a terra mãe, única companheira.

Doces aventuras, amores puros, amores prateados;

Suaves como a fonte e cálidos como o deserto,

Coberto de sentimentos e de neve estava coberto,

E de neve era meu solo... E meus sonhos ensolarados.

S’tava faminto... E o seco da natureza era líquido bendito,

Me agachava e bebia. Não havia água, mas sentimento;

Me alevantava e saciado: sonhava e o pensamento,

Era o raiar de outro dia. Era a vida e o abafar um grito.




C A M I N H O D E P E D R A S


Trabalho baseado na memória e cuja principal virtude (ou defeito) é a sinceridade do autor.

Nomes são citados, uns com o intuito de homenagear e outros com o caráter de denúncia.

Embora na maioria dos casos essas denúncias não possam (e nem devam) ser apuradas, o meu desejo é manter vivas na mente dos mais experientes algumas lembranças e oferecer aos jovens um pouco mais do que certamente já aprenderam nos bancos escolares; talvez alguma particularidade que aos historiadores passou despercebida ou que, por alguma razão, ainda não havia sido relatada. É claro que estou falando dos episódios atinentes à história, relacionados a esta.

Finalmente, tenho a informar que todos os fatos narrados aqui aconteceram em minha vida e que procurei ser o mais fiel possível.

Infelizmente o Comando da EPCAR de Barbacena, informou-me, verbalmente, que destruiu todo o material relacionado com o IPM da República das Rosas, o que prejudica, em parte, esse trabalho.

No dia vinte e um de março de 2001 e um recebi correspondência assinada pelo Comandante informando que nos arquivos da referida escola não há cópia ou original do Inquérito Policial Militar “SUPOSTAMENTE” realizado naquela organização.

É claro que não posso levar em conta qualquer ato de resistência ao progresso e é por isso que me calo neste momento.

Assim, ofereço aos leitores essas memórias, na esperança de entretê-los e de contribuir para a cultura.

O Autor.


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