MUDANÇAS
Não é necessário andar muito,
nem sempre deslocarmos de um bairro a outro para notar
mudanças que estão ocorrendo em vários
segmentos da cidade em questões ambientais.
O que antes era uma área arborizada, hoje é
uma praça ou está erguida uma torre,
e assim por diante. Pelas janelas de nossas casas,
basta um olhar mais atento (aliás, nem tanto)
para que fiquemos a nos indagar: QUAIS SERÃO
OS RESULTADOS?
Realmente, as perspectivas não são nada
agradáveis, referentes a Meio Ambiente. Mas
o que é Meio Ambiente? A lei número
6.938 de 31/08/81 em seu Artigo 3º que dispõe
sobre Política Nacional do Meio Ambiente, nos
diz que podemos entender por Meio Ambiente: o conjunto
de condições, leis, influências
e interações de ordem física,
química e biológica, que permitem, abrigam
e regem a vida em todas as suas formas.
E, diz ainda, dentro do mesmo Art. que este Meio Ambiente
sendo alterado em suas características ele
sofre degradação da qualidade ambiental.
E, concomitantemente, a degradação da
qualidade ambiental resultante de atividades que direta
ou indiretamente: (venham prejudicar a saúde,
a segurança e o bem estar da população;
que criem condições adversas às
atividades sociais e econômicas; que afetem
desfavoravelmente a biota; que afetem as condições
estéticas ou sanitárias do Meio Ambiente,
e que lancem matérias ou energia em desacordo
com os padrões ambientais estabelecidos), são
caracterizados: poluição.
Ainda dentro da Lei 6.938 de 31/08/81, os recursos
ambientais são: a atmosfera, as águas
interiores, superficiais e subterrâneas, os
estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo,
os elementos da biosfera, a fauna e a flora. (redação
dada pela Lei nº 7.804 de 18/07/89).
E finalmente, o poluidor que é a pessoa física
ou jurídica, de direito público ou privado,
responsável direta ou indiretamente, por atividade
causadora de degradação ambiental. Este
preâmbulo foi para comentar o que se segue.
Estamos vivenciando uma crise econômica sem
precedentes na História devido a problemas
vários que segundo os noticiários, foi
deflagrada com o setor imobiliário norte americano.
Com a economia globalizada, os negócios através
de papéis em velocidade astronômica caindo
dia após dia trazem inquietação
aos investidores globais e as bolsas de valores ficam
sem sustentabilidade, flutuando em seus pregões
diários, aumentando assim, o risco de uma recessão
mundial. Mas o que isto tem a ver com o Meio Ambiente?
Nosso País com a economia aquecida está
com uma “febre” de consumo, seja por aquisição
de bens, seja por construção de moradias
e, neste ponto encontra-se a questão ambiental.
Sim, porque sendo carente em moradias, ampliou-se
e facilitou as linhas de crédito destinadas
ao setor. E, com isto, a obtenção de
recursos para construções, reformas
e/ou ampliações imobiliárias
ficou mais fácil. Daí, a situação
ambiental não pode ser esquecida nem relegada
ao segundo plano.
A Gestão Ambiental é a administração
do exercício das atividades econômicas
e sociais de forma a utilizar de maneira racional
os recursos naturais, renováveis ou não.
Deve visar o uso de práticas que garantam a
conservação e preservação
da biodiversidade, a reciclagem das matérias
primas e a redução do impacto ambiental
das atividades humanas sobre os recursos naturais.
Fazem parte também do arcabouço de conhecimentos
associados à Gestão Ambiental, técnicas
para a recuperação de áreas degradadas,
técnicas de reflorestamento, métodos
para a exploração sustentável
de recursos naturais, e o estudo de riscos e impactos
ambientais para a avaliação de novos
empreendimentos ou ampliação de atividades
produtivas.
Evidentemente, este “boom” na construção
civil é ótimo porque de certa forma,
reflete a positividade da Economia. Entretanto, sabe-se
que é altamente impactante e que, porém,
não pode afastar das responsabilidades sócio-ambientais
inerentes. De acordo com levantamento divulgado pelo
Programa de Meio Ambiente das Nações
Unidas (PNUD), as edificações comerciais
e residenciais respondem por aproximadamente quarenta
por cento do consumo mundial de energia. O mesmo estudo,
porém, indica que a indústria da construção
tem potencial para reduzir as emissões de aproximadamente
um trilhão e oitocentos bilhões de toneladas
de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. Necessário
encontrar alternativas que contribuam para a sustentabilidade
das edificações, do projeto até
sua utilização. Especialistas dizem
que esse é um desafio que não depende
somente do poder público, das empresas ou das
universidades. O público consumidor é
considerado peça chave na geração
de uma demanda com capacidade para promover ações
focadas no uso racional dos recursos naturais e, também,
na identificação do que não passa
de propaganda.
A prática da Gestão Ambiental introduz
a variável ambiental no planejamento empresarial,
que quando bem aplicada, permite a redução
de custos diretos – pela diminuição
do desperdício de matérias primas e
de recursos cada vez mais escassos e dispendiosos,
como água e energia. E de custos indiretos
– representados por sanções e
indenizações relacionadas a danos ao
Meio Ambiente ou à saúde de funcionários
e da população de comunidades que tenham
proximidade geográfica com as unidades de produção
da empresa. Um exemplo prático de políticas
para a inserção da Gestão Ambiental
em empresas ttem sido a criação de leis
que obrigam a prática da responsabilidade pós-consumo.
O desperdício na construção civil
sempre foi um dos maiores problemas enfrentados pelo
setor no Brasil. Culturalmente, o desperdício
sempre fez parte da vida do brasileiro e na construção
civil não é diferente. A geração
de resíduos sólidos posteriores ou durante
uma determinada obra é altamente impactante
e de efeitos desastrosos porque além de agredirem,
deterioram o Meio Ambiente. E a preocupação
com a gestão dos canteiros de obras em várias
empresas se tornou um avanço na melhoria ambiental
no que se refere à utilização
plena do potencial de reaproveitamento de resíduos
das obras.
Felizmente, a inovação faz parte do
ser humano não pára e em muitos países,
já se tem a construção sustentável
embora de custo elevado onde não se pensa na
construção como um todo. Mas, porque
não se adequar às nossas realidades,
não é mesmo?
Segue através de fragmentação
de processos nas etapas da obra com usos de materiais
excologicamente corretos. Esta tecnologia está
chegando ao Brasil e certamente, resolverá
o problema ambiental apesar de seu alto custo. Portanto
é um investimento cujo retorno é satisfatório.
Satisfatório para o Meio Ambiente, com reflexo
direto nas pessoas, na qualidade de vida e no Planeta.
Portanto, Construção Civil e Economia
têm muito a ver com Meio Ambiente. Existem atualmente,
certificações para quem atinge determinadas
exigências ambientais; o chamado “Selo
Leed”. Nele, a construção incorpora
uma visão de sustentabilidade cuja finalidade
é inserir a redução de impactos
ambientais.
E esta sustentabilidade na Construção
Civil tem regras a serem seguidas (o que não
é novidade) como podemos notar abaixo:
• Sustentabilidade Política – com
a adequação às Leis; programa
de incentivos tributários.
• Sustentabilidade Social – local de implantação
(análise de impacto); entorno da obra (comunidade);
funcionários e usuários; e conscientização.
• Sustentabilidade Ambiental – uso racional
de recursos naturais; uso inovador de sistemas construtivos;
materiais não poluentes; tratamento de resíduos.
• Sustentatilidade Econômica – menor
consumo de energia e água; menor custo operacional
e de manutenção.
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