AHISTÓRIA SE REPETE;
INFELIZMENTE!!!
Infelizmente, acidentes com operadores de máquinas
e mecânicos de manutenção acontecem
frequentemente, nas linhas de produção
das indústrias. Eles têm deixado sequelas
eternas para as vítimas. Máquinas não
têm coração, sentimentos, pena
ou remorsos de esmagar, triturar ou decepar seus dedos,
mãos ou qualquer outra parte do corpo que é
oferecida a ela. A máquina, simplesmente “come”
a carne da vítima e sacia com seu sangue.
As partes mais atingidas em acidentes com máquinas
são os dedos e mãos; justamente membros
mais complexos do ser humano, pela presença
de muitos nervos, tendões, tecidos, ossículos,
cuja recuperação às vezes é
impossível e quando são recuperados
deixam de ser perfeitos, comprometendo a funcionabilidade.
E o que vem depois são sessões de fisioterapias,
caras e nem sempre eficazes.
Os acidentes mais comuns são: Perfurações,
Traumas, Prensamentos, Queimaduras, Fraturas, Perdas
de Substâncias e/ou Decepamentos.
Acidentes acontecidos nos últimos anos podem
ser enumerados assim: traumatismonos nos dedos, fraturas
expostas e lesões de tendão, esmagamentos
e perdas de substância, decepamentos da falange,
queimadura e trauma, fraturas somente, luxações
cortes nas mãos, prensamentos de dedos com
soltura de unha desde a sua raiz, cortes generalizados,
perdas de substância dos dedos anular e indicador,
etc.
E fica uma pergunta no ar: DE QUEM É A CULPA?
Do homem? Da máquina? E quase sempre o erro
é do ser humano. Seja por distração,
por excesso de confiança ou por inabilidade
com a máquina, desconhecimento de princípios
básicos de segurança, etc.
Para isto são necessários muitos cuidados:
• Jamais eliminar dispositivos de segurança;
• Jamais retirar anteparos de proteção;
• Nunca operar as máquinas sem as proteções
adequadas;
• Ano notar qualquer irregularidade no equipamento,
notificar seu superior;
• Avisar à pessoa encarregada ou à
segurança do trabalho sobre as condições
inseguras;
• Nunca colocar as mãos dentro da máquina
em movimento e/ou em funcionamento;
• Manter as mãos onde possa vê-las;
• Jamais colocá-las em lugar inseguro;
• Utilizar sempre o sistema de bloqueio do equipamento;
• Não improvisar ferramentas;
• Seguir as instruções do fabricante;
• Ter muita atenção e cuidado
com as parte móveis;
• Cuidado com as partes rotativas;
• Procurar conhecer a sua máquina;
• Seguir os programas de regras operacionais;
• Utilizar todos os equipamentos de proteção
individual necessários;
• Evite pontos de agarramentos, tais como: cabelos
longos e soltos; roupas longas, frouxas e soltas;
colares; relógios; pulseiras; anéis;
brincos e adornos em geral.
• E a principal – se se sentir inseguro
sobre a execução de uma tarefa, recusar
porque a lei ampara.
Então, após um acidente, não
adianta procurar culpados, pois todos têm a
eterna mania de procurar um culpado para atribuir
a falha. É conveniente, e de bom grado, procurar
situações que atenuem a gravidade da
exposição ao risco do funcionário,
ou mesmo que elimine tal situação.
Perguntas do tipo:
1. A máquina tinha proteção?
2. Tinha sensores?
3. Eles estavam funcionando?
4. O operador recebeu treinamento específico
em sua máquina?
5. Recebeu instruções de segurança
e dos pontos perigosos?
6. Tinha experiência?
7. Conhecia os riscos da máquina e sabia como
prevenir acidentes?
8. Foi treinado o suficiente para trabalhar sozinho?
9. O seu treinamento foi evidenciado? Tem fotos, assinaturas,
etc?
É necessário fazer o seguinte. Nunca
confiar na experiência e na agilidade pessoal,
pois uma metáfora: de todas as frutas de uma
árvore, as que caem primeiro são as
maduras. Confiança e press exageradas são,
na verdade, uma grande armadilha para o caos.
E resumindo com um conselho; jamais desative os sensores
de segurança de uma máquina, pois eles
são os anjos da guarda do operador. Jamais
faça a limpeza ou manutenção
de uma máquina estando em movimento.