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O presidente negro

Nesta últimas semanas em que o Mundo se maravilhou com o carisma do político democrata Barack Obama, um brasileiro foi muito lembrado.

Justamente aquele que é considerado por muitos um dos nosso maiores escritores, o paulista Monteiro Lobato.

Foi o precursor da literatura infantil brasileira e ficou popularmente conhecido por sua obra de livros infantis, inesquecível pela boneca Emília, Pedrinho, Narizinho e o Visconde de Sabugosa, no seu Sítio do Pica-pau Amarelo.

Escreveu também contos, artigos, críticas, prefácios e um livro sobre a importância do petróleo e do ferro.

Foi de sua mente privilegiada que saiu a idéia de que o petróleo é nosso.

Todos nós nos acostumamos a ler nos almanaques distribuídos pelas farmácias, a história do Jeca Tatu, que de certa forma era uma ironia ao sofrimento do povo brasileiro, principalmente aquele que vivia na roça. Foi Monteiro Lobato que criou o personagem.

Como intelectual foi um homem polêmico e se indispôs com os modernistas brasileiros, antes mesmo de lançarem seu movimento.

Era também um empreendedor empresarial, mesmo que o fracasso fosse o resultado de suas empreitadas comerciais.

É bom saber que crou a primeira editora de livros brasileira, num tempo em que estes eram impressos em Portugal.

Monteiro Lobato, já nomeado adido comercial da embaixada brasileira nos Estado Unidos, acordou certo dia e resolveu escrever seu primeiro e único romance, O Presidente Negro, destinado a ser um best seller na terra dos gringos.

Foi o maior fracasso! Nenhuma editora norte-americana concordou em publicá-lo.

Não haveria nada demais neste erro do grande escritor de não fosse a história que ele conta.

Em 1926, Monteiro Lobato prevê a invenção de um tipo de radiotransmissão de dados que possibilitaria o ser humano a cumprir suas tarefas da própria casa e sem a necessidade de se deslocar para o trabalho. Ou seja, o que chamamos de Internet!
E o que é mais estranho, na trama a eleição de Jim Roy, um presidente negro nos EUA, em 2228.

Acabou por acontecer, agora em 2008.

Monteiro Lobato foi muito criticado porque por que seu romance passou para a história como nazi-fascista, em razão da eugenia, uma teoria que uma sociedade sem surdos, mudos, deficientes, tarados, ladrões, prostitutas e toda sorte de aleijados físicos e morais que seus personagens defendem.

Teria Monteiro Lobato sido um outro Nostradamus?

Ou foi apenas uma ficção baseada em informações?

Monteiro Lobato morreu em São Paulo, em 1948.

De O Presidente Negro vale o registro histórico, pois prefiro ler as histórias maravilhosas de Sítio do Pica-pau Amarelo...

Publicado em 14/11/08



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