| A diferença
Desde que o mundo é mundo criancinhas quando
se defrontam percebem que existe uma diferença
fundamental entre eles. Neste momento fica determinado
o sexo, masculino e feminino, que será cada vez
mais delineado por atos comportamentais ligados a cultura
em que vivem. Crescerão participando de singelas
brincadeiras eróticas até a adolescência
quando surgirá um verdadeiro clamor de sexo.
De início quero deixar claro que não faço
nenhuma restrição à opção
sexual de cada um. Não tenho homofobia, ou seja,
não cultivo rejeição ou aversão
ao homossexual e a homossexualidade.
Mas, que fiquei espantado com este envolvimento de Ronaldo
Fenômeno com três travestis, fiquei.
Por que como celebridade ele sempre teve sua vida esmiuçada
e pelo que todos nós sabíamos, aproveitava
muito bem a fama, o dinheiro e suas benesses. Andava
sempre com mulheres lindas, cobiçadas por todos,
Qual o motivo que o levou a se enfurnar com aqueles
travestis num quarto de motel?
Ser alvo aparente de extorsão?
Não poderia sair da boate onde se divertia com
uma, duas ou três lindas mulheres?
Ele afirma que somente descobriu que eram travestis
no silêncio do quarto.
Aparentemente esqueceu-se daquela diferença que
separam homens e mulheres.
Tivesse ele convivido com meu amigo Fernando Romano
teria feito o teste do gogó. Se não o
tivessem, seriam mulheres. Hoje, meu amigo que já
se foi, ficaria surpreendido que nem mesmo este truque
é infalível, pois cirurgiões plásticos
resolvem este simples problema.
Ronaldo Fenômeno faz parte deste grande contingente
de jogadores brasileiros, mais ou menos craques, que
tem um ponto em comum: uma grande desestrutura emocional
e psicológica.
Estes atletas, que exibem uma grande massa muscular,
grande visão de jogo, explosão, capacidade
física, dribles mirabolantes que nos fascinam,
tem dificuldades para enfrentar o dia-a-dia.
Muitos diriam que lhes falta massa encefálica...
Começam a vida com uma grande dependência
de toda aquela entourage que cerca este esporte: massagistas,
técnicos, diretores, empresários, etc.
Muitos, homens adultos, chamam o técnico de “titio”
ou “papai” como se estivessem numa creche.
São, em sua maioria incapazes de comprar um sabonete...
Lembro-me do meu amigo Aloísio Peça Rodrigues,
quando era diretor de futebol do Fabril, ter que chamar
á atenção um zagueiro já
famoso, oriundo de uma comunidade carioca, que fazia
questão de comer dez bifes de filé numa
só refeição...
Ronaldo Fenômeno, me parece de longe, da mesma
extirpe de um Mané Garrincha, Lacyr, Dário.
Ou mais ainda, um Heleno de Freitas revivido nas suas
loucuras.
Heleno de Freitas, o vaidoso e talentoso “Gilda”,
terminou seus dias num manicômio de Barbacena,
ao lado da minha cidade natal.
Lacyr, ídolo do Clube Atlético Mineiro
na década de 60, era o terror dos adversários
e de seus treinadores, pois vivia na Zona Boêmia
de Belo Horizonte. Os torcedores mais informados diziam
que era sifilítico e outros que carregava consigo
todas as doenças sexualmente transmissíveis.
Dário “Peito de Aço”, grande
rompedor de defesas adversárias, faz declarações
á mídia que deixam seu fã, o Arcebispo-
emérito de Belo Horizonte, Dom Serafim, torcedor
fanático do Galo, estarrecido.
Garrincha era mais um destes gênios do futebol,
que teria sido mais feliz se tivesse vivido em Pau Grande,
armando alçapões para capturar passarinhos.
Basta ler sua biografia.
Na Copa de 58 não conhecíamos Pelé.
Nossas esperanças estavam naquele atleta que
fora chamado de aleijado.
Não havia este império das comunicações,
contudo as suas histórias que já corriam
de boca em boca.
É difícil encontrar no cenário
dos gramados de futebol muitos atletas com a personalidade
de um Nilton Santos, Pelé, Tostão, Kaká...
O jogador Rona
ldo Fenômeno evidentemente teve arranhada sua
imagem, o que irá prejudicar a renovação
de seus contratos milionários. E nossa credibilidade.
Sente-se, com toda a razão, um otário,
que poderia estar longe deste escândalo e não
refugiado na casa da mamãe.
Bastava que naquela noite lembrasse da diferença...
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