| Santana do Garambéu
= Família Baumgratz
Hoje resolvi fazer uma viagem, vou seguir a rota da
Fraternidade ou da Alegria ou da Solidariedade ou da
Amizade. Chame-a como quiser. Setenta quilômetros
separam o meu destino. Saio de Barbacena, passo pela
Colônia Rodrigo Silva, Campolide, Ibertioga, Cachoeirinha
e chego à ecológica, paradisíaca,
mágica e apaixonante Santana do Garambéu,
que provoca ao visitante bem estar e muita alegria.
Santana do Garambéu está localizada à
margem do Rio Grande na Zona da Mata, assim se chama
porque um português de nome Garambéu, garimpeiro,
que na região estava a procurar ouro. Um dia
garimpando com sua tropa, uma tempestade surpreendeu
a todos, e eles desceram rio abaixo, homens e o ouro,
neste momento ele fez uma promessa que se saísse
vivo daquele acontecimento iria construir uma igreja
no alto do morro, em devoção a Sant'Ana.
E em 1775 chega a imagem vinda de Portugal, esculpida
em madeira com desenhos pintados à mão
para a igreja que se erguera no alto do morro, dali
nasceu o vilarejo com o nome de Santana do Garambéu.
Geograficamente Santana do Garambéu é
uma cidade privilegiada, muito verde, muita fauna, altitude
de 1.105 m, clima temperado e frio no inverno, população
aproximada de 2.200 habitantes, atividade principal
a pecuária onde o produto de referência
é o queijo tipo reino. Dentre as várias
atrações turísticas destacamos:
o Rio Grande onde muitos turistas praticam esportes
radicais nas corredeiras bravias de suas águas
e aproveitam a abundância para pescar o famoso
dourado. O local possui várias cachoeiras e a
principal delas se denomina “Água Limpa”,
que é um presente de Deus aos Santanenses pela
beleza natural que deságua no Rio Grande em direção
à cidade de Andrelândia. A cachoeira Capivari
é outra maravilha que é atraída
pelos turistas que gostam de praticar o camping. De
25 a 30 de julho a cidade se engalana e abre suas casas
para receber seus filhos ausentes e turistas de todo
o Brasil. A cidade cresce. Comemora-se nesse período
o dia da sua Padroeira: Sant’Ana. A exposição
agropecuária é outro evento atrativo onde
centenas de pessoas se acotovelam num misto de alegria
e prazer se encontrando às margens do Rio Grande,
um outro presente Divino. A cidade é ecologicamente
perfeita. É como disse Jorge Baumgratz bastante
emocionado: “Santana do Garambéu é
um pedacinho do céu encravado nas montanhas de
Minas Gerais”.
É humanamente impossível falar de Santana
do Garambéu e não falar da família
BAUMGRATZ. Esse clã se instalou ali, criou raízes
profundas e hoje seu nome se confunde com a própria
cidade. Curiosamente eu passeava pelo centro da cidade
de Barbacena quando um amigo gritou pelo meu nome perguntando:
“Oi Santana do Garambéu!”. Eu sorri.
Um senhor que estava ao lado perguntou-me: “Por
acaso o senhor é de Santana?”. Eu lhe disse
que me chamava Santana e que não era de Santana
e que tinha lá grandes amigos. Ele retrucou:
“Os habitantes de Santana de Garambéu deveriam
fazer um plebiscito e trocar o nome da cidade e passá-la
para BAUMGRATZ. Se hoje somos conhecidos, visitados
e comentados, devemos dar graças a eles que nos
enchem de orgulho e alegria”.
Falar da família BAUMGRATZ se torna uma tarefa
fácil para quem conhece a maioria dos componentes.
Eu tive o prazer e a honra de conhecer o patriarca da
família, o Sr. Ary Baungratz. Na época,
ele prefeito, confidenciou-me algumas preocupações
e declinou algumas metas de seu governo. Cuidados especiais
e construções de estradas de acesso a
Santana, melhoria no nível de ensino, saúde
digna à população, valorização
de alguns pontos turísticos, implantar telefonia
e colocar um telefone público para uso das pessoas
carentes, criar empregos e fazer da cidade conhecida
pela ecologia. Outro detalhe da conversa que me entusiasmou
nesse homem foi ele enaltecer a figura de Deus, de sua
esposa Dona Iracy e de seus filhos dizendo-me que eles
eram a razão do seu entusiasmo. Quanta lembrança!
Quanta saudade! Merecidamente o parque de exposições
leva o seu nome: Parque de Exposições
Ary BauMgratz.
O que é uma família?
Para o acadêmico Aurélio Buarque de Holanda
Ferreira, família significa: “pessoas aparentadas
que vivem, em geral, na mesma casa, particularmente
o pai, a mãe e os filhos. Pessoas unidas por
laços de parentesco, pelo sangue ou por aliança.
Ascendência, linhagem, estirpe. Grupo de indivíduos
que professa o mesmo credo têm os mesmos interesses,
a mesma profissão, são do mesmo lugar
de origem, etc. Comunidade constituída por um
homem e uma mulher, unidos por laço matrimonial
e pelos filhos nascidos dessa união. Unidade
espiritual constituída pelas gerações
descendentes de um mesmo tronco e fundadas, pois na
consangüinidade”
Contudo, por mais que se tente definir em palavras,
a família transcende qualquer definição.
Isso porque ela está baseada em relações
humanas e essas são tão falíveis
quanto seus próprios componentes. Portanto, família
muitas vezes significa problemas, abandono, omissão,
solidão, perda, tristeza, saudades, falhas, divergências,
diferenças de valores, ciúmes, inveja,
medo e prepotência. Mas também quer dizer
companheirismo, união, força, amor, tolerância,
compreensão, perdão, paciência,
alegria, ganho, presença e crescimento.
No entanto palavras são fáceis e o discurso
é altivo e eloqüente, enquanto as ações
ficam presas, retidas na dureza da rotina, da distância,
na frieza do trabalho. Presas até mesmo na vontade
ou no pré-julgamento de outrem, faltando um ínfimo
de movimento para dar-lhes vida.
Família é tudo isso, mas creio que família
é cultivo. Cultivo de relações,
baseadas em sentimentos sinceros e não forçados
ou circunstanciais. Que se afastem os insinceros, mas
que se tornem cada vez mais unidos aqueles que carregam
consigo o desejo de ser e pertencer a uma família
na essência do termo, com seus aspectos negativos
e positivos. Assim deve ser uma família, ou pelo
menos quase assim.
Eu me sinto honrado e feliz por ter mantido e ainda
manter contato com alguns membros da família
BAUMGRATZ. Percebo em todos eles muita humildade, pureza,
essência, amor a sua terra com suas tradições,
amor à família legado dos pais e aos princípios
básicos da amizade, companheirismo e altruísmo.
Estão sempre sorridentes, de bem com a vida,
esbanjando estima elevada e bom humor. O bom dia deles
para você é sincero e nos empolga. Os semblantes
são serenos e causam respeito e credibilidade.
Deles só recebemos fluidos positivos e palavras
benfazejas e de apoio. Sobre essa família distinta,
virtuosa e honrada eu escreveria um livro, mas, vou
ficar apenas nesta crônica para dizer-lhes o quanto
são importantes e benquistos por todos. Vocês
são enviados de Deus que nos traz o lenitivo
e a alegria de viver.
O patriarca do clã BAUMGRATZ se chamava ARY
BAUMGRATZ, agricultor, administrou a cidade como prefeito
no período de 1976 a 1982. Ele e o Sr. Joaquim
de Oliveira foram os primeiros prefeitos oficiais da
cidade emancipada. Quanto orgulho! O Sr. Ary era rico
em uma determinada virtude e um determinado valor moral
que aos poucos vai se tornando uma palavra morta –
ÉTICA. A matriarca se chama IRACY FONSECA BAUNGRATZ,
do lar, companheira, amiga, confidente e bússola
da família sempre os guiando em direção
aos valores morais e éticos. Vamos agora falar
dos filhos, aqueles que ficaram incumbidos de sempre
elevar o nome da família e dar continuidade das
idéias e ideologias do pai. A tarefa está
sendo cumprida com exatidão. Cada um na sua profissão
dignifica o nome que cresce com a cidade. CARLOS ANTONIO
BAUMGRATZ, Engenheiro, casado com Leila, Advogada, reside
em São Jose dos Campos/SP e trabalho na capital
paulista com montagens industriais. JOSÉ FRANCISCO
BAUMGRATZ, médico, cirurgião cardiovascular
renomado mundialmente, trabalha no Hospital Beneficência
Portuguesa em São Paulo, casado com Rosemar,
Engenheira. JORGE LUIZ BAUMGRATZ, Veterinário,
trabalha na Escola Agrotécnica Federal em Barbacena,
casado com Teresa, assistente administrativo. Jorge
foi prefeito municipal de Santana do Garambéu
nos períodos de 1992 a 1996 e de 2000 a 2004.
MARCO ANTÕNIO DE SOUSA BAUMGRATZ, Motorista reside
em Santana, casado com Mariana, do lar. CAMILO LELIS
DE SOUZA BAUMGRATZ, solteiro, assistente administrativo
em Santana. Deixei por último o nome da minha
amiga e companheira REGINA MÁRCIA DE SOUZA BAUMGRATZ
PAES, renomada médica cardiologista e casada
com o também cardiologista Luis Artur Sutic da
Silva Paes. Regina é uma pessoa iluminada, carismática,
receptiva, amiga e leal. Ela é uma espécie
de relações publicas de Santana do Garambéu.
Bastam poucos minutos de conversa para perceber que
quando ela gosta, admira e ama, se entrega a esse sentimento
com lealdade e sinceridade. Regina ama seus pais com
ardor. Regina ama seus irmãos com veneração.
Regina ama seu marido com respeito. Regina ama seu filho
Pedro com amor. Regina ama seus familiares com dedicação
e Regina ama os amigos com devoção.
Em homenagem aos BAUMGRATZ termino esta página
lembrando do refrão da música “Não
perca as crianças de vista” do conjunto
“O Rappa”.
“Família é que você escolhe
para viver/família é quem você escolhe
pra você/Não precisa ter conta sanguínea/é
preciso ter sempre um pouco mais de sintonia” |