| O CHIFRE DE VEADO
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A planta conhecida como “chifre-de-veado”
(Platycerium) é muito curiosa. Sabe-se
que ela faz parte de um grupo de plantas tão
antigas, que habitavam a Terra no tempo dos
dinossauros. Pertencente à família
das Polipodiáceas, a planta recebeu esse
nome popular provavelmente em razão das
variedades cujas folhas férteis lembram
as galhadas dos veados. O habitat natural dessas
plantas são os galhos e troncos das árvores
das florestas tropicais e subtropicais. O chifre-de-veado
é uma planta epífeta - isto é
- apenas apoía-se nas árvores
e não retira delas os nutrientes para
sobreviver, do mesmo processo que as Orquídeas
utilizam e “não são parasitas”
. Ao tentarmos reproduzir seu ambiente natural,
podemos ter grandes chances de sucesso no seu
cultivo, pois trata-se de uma planta bem rústica.
As dicas são as seguintes:
* Evitar o excesso de água;
* Colocá-la em local com muita luz, mas
sem sol direto;
* Não plantar na terra, mas sim num vaso
ou placa de fibra de coco (ou material equivalente),
para simular os galhos de árvores onde
a planta se apoiaria.
O interessante é que na junção
da planta com o xaxim, forma-se um depósito
de matéria orgânica, que é
de onde o chifre-de-veado retira os nutrientes;
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A maioria das variedades de chifre-de-veado
produz brotações (filhotes) pela raiz
e elas podem aparecer nas laterais dos vasos e até
no verso das placas. Para fazer a reprodução,
deve-se recortar, com uma faca bem afiada, o pedaço
do xaxim com a muda e plantar num outro vaso ou
placa, amarrando com um fio de ráfia ou arame.
A muda recém-plantada deve ser regada e mantida
à sombra até que enraize bem, antes
de ser levada para um local mais claro.
Após alguns anos, será necessário
fazer o replantio do chifre-de-veado, e é
fácil notar quando isso ocorre: a planta
começa a cessar seu desenvolvimento. |
HORTENCIAS
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Cientificamente chamada Hydrangea macrophylla
- é uma planta originária da China
e do Japão que mesmo sendo recomendada
para regiões de clima frio, pode ser
cultivada em locais um pouco mais quentes, mas
cujas estações sejam bem definidas,
caso contrário elas podem realmente apresentar
problemas. Procure fornecer para elas um solo
bem drenado e rico em matéria orgânica.
Para obter floradas abundantes de suas hortênsias,
cuide da nutrição da planta, incorporando
à terra húmus de minhoca e farinha
de ossos. Mantenha as regas regulares, deixando
o solo sempre úmido, sem exageros. As
hortênsias podem ser atacadas por fungos
que favorecem o surgimento de manchas nas folhas
e flores.
Quando isso acontecer, procure retirar as plantas
ou partes atacadas, para evitar que o problema
se espalhe. A aplicação de calda
bordalesa também ajuda muito. Para obter
uma bela florada de suas hortênsias, capriche
na “alimentação” da
planta, adubando-a com húmus de minhoca
e farinha de ossos. Fique atento ás regas
moderadas e à luminosidade mínima
necessária - ela precisa de luz solar
algumas horas por dia. Evite fazer podas drásticas
na planta, faça uma poda leve para limpeza
e correção do formato, após
o término da floração.
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| MUDANÇAS DE COLORAÇÃO
DAS HORTENCIAS Muitas pessoas reclamam
que adquirem mudas de hortênsia (Hidrangea
macrophilla) de determinada cor e, com o passar
do tempo elas mudam de cor: de azuis, as flores
se tornam cor-de-rosa ou vice-versa. Por que isso
acontece?
Na verdade, o índice de acidez e alcalinidade
do solo pode realmente alterar a coloração
dessas flores. O mistério funciona mais
ou menos assim: em solos ácidos, ou seja,
com pH abaixo de 6,5, surgem flores azuis; já
em solos alcalinos, com pH acima de 7,5, surgem
flores rosadas e até brancas. Podemos alterar
o grau de acidez ou alcalinidade do solo, para
determinar a cor das hortênsias. Para obter
flores azuis, por exemplo, recomenda-se regar
o canteiro duas vezes por ano com a seguinte mistura:
20g de sulfato de alumínio (pode ser substituído
por pedra ume) diluído em 10 litros de
água. Para obter hortênsias cor-de-rosa,
faça primeiro uma poda na planta, para
ajudar a eliminar parte do alumínio contido
nas folhas. Depois, transplante-a para um novo
canteiro, já preparado com 300g de calcário
dolomítico por m2 .
Existe também a velha “receita da
vovó” para intensificar o tom azul-violeta
das hortênsias: colocar de molho em água
alguns pedaços de palha de aço usadas
e depois aplicar a “água de ferrugem”nas
regas semanais das hortênsias, alternando
com outras regas normais. |
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