Desde o século XIII, esse
dia anual por todos os mortos é comemorado
no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de
novembro é a festa de "Todos os Santos".
O Dia de Todos os Santos celebra todos os que
morreram em estado de graça e não
foram canonizados.
O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que
morreram e não são lembrados na
oração.
Por Monsenhor Arnaldo Beltrami
O NASCER PARA O ALÉM...
Há quem morra todos os dias.
Morre no orgulho, na ignorância, na fraqueza.
Morre um dia, mas nasce outro.
Morre a semente, mas nasce a flor.
Morre o homem para o mundo, mas nasce para Deus.
Assim, em toda morte, deve haver uma nova vida.
Esta é a esperança do ser humano
que crê em Deus.
Triste é ver gente morrendo por antecipação...
De desgosto, de tristeza, de solidão.
Pessoas fumando, bebendo, acabando com a vida.
Essa gente empurrando a vida.
Gritando, perdendo-se.
Gente que vai morrendo um pouco, a cada dia que
passa.
E a lembrança de nossos mortos, despertando,
em nós, o desejo de abraçá-los
outra vez.
Essa vontade de rasgar o infinito para descobri-los.
De retroceder no tempo e segurar a vida. Ausência:
- porque não há formas para se tocar.
Presença: - porque se pode sentir.
Essa lágrima cristalizada, distante e intocável.
Essa saudade machucando o coração.
Esse infinito rolando sobre a nossa pequenez.
Esse céu azul e misterioso.
Ah! Aqueles que já partiram!
Aqueles que viveram entre nós.
Que encheram de sorrisos e de paz a nossa vida.
Foram para o além deixando este vazio inconsolável.
Que a gente, às vezes, disfarça
para esquecer.
Deles guardamos até os mais simples gestos.
Sentimos, quando mergulhados em oração,
o ruído de seus passos e o som de suas
vozes.
A lembrança dos dias alegres.
Daquela mão nos amparando.
Daquela lágrima que vimos correr.
Da vontade de ficar quando era hora de partir.
Essa vontade de rever novamente aquele rosto.
Esse arrependimento de não ter dado maiores
alegrias.
Essa prece que diz tudo.
Esse soluço que morre na garganta...
E...
Há tanta gente morrendo a cada dia, sem
partir. Esta saudade do tamanho do infinito caindo
sobre nós.
Esta lembrança dos que já foram
para a eternidade.
Meu Deus!
Que ausência tão cheia de presença!
Que morte tão cheia de esperança
e de vida!
Por Padre Juca.
CRENDICES E SUPERSTIÇÕES
COM A MORTE
• Quando morre uma pessoa, deve-se abrir
todas as portas para a alma sair. Fecham-se porém
os fundos da casa. A alma deve sair pela frente.
A casa não deve ser fechada antes de sete
dias pois o fel (as vísceras) do defunto
só se arrebentará nesse prazo. Então
a alma vai para o seu lugar. A novena de defunto
é para a alma ir para onde foi destinada.
• Não se deve chorar a morte de
um anjinho, pois as lágrimas molharão
as suas asas e ele não alcançará
o céu.
• Quando numa procissão, o pálio
para defronte de alguma porta de uma casa, é
isso presságio de morte de alguma pessoa
dessa casa, porque o pálio para sempre
defronte às janelas.
• Homem velho que muda de casa, morre logo.
• Quando a pessoa tem um tremor, é
porque a morte passou por perto dela. Deve-se
bater na pessoa que está próxima
e dizer: Sai morte, que estou bem forte.
• Acender os cigarros de três pessoas
com um fósforo só, provoca a morte
da terceira pessoa. Outra versão: morrerá
a mais moça dos três fumantes.
• Derrubar tinta é prenúncio
de morte.
• Quando várias pessoas estão
conversando e param repentinamente, é que
algum padre morreu.
• Perder pedra de anel é prenúncio
de morte de pessoa da família.
• Quando uma pessoa vai para a mesa de
operação, não deve levar
nenhum objeto de ouro, pois se tal acontecer,
morre na certa.
• Não presta tirar fotografia, sendo
três pessoas, pois morre a que está
no centro.
• Doente que troca de cama, morrerá
na certa. Outra versão: não morrerá.
• Não se deve deitar no chão
limpo, pois isso chama a morte para uma pessoa
da família.
• Quando pessoas vão caçar
ou pescar, nunca devem ir em número de
três, pois uma será picada por cobra
e morrerá na certa.
• Quem come o último bocado morre
solteiro.
• Se acontece de se ouvir barulho à
noite, em casa, é que a morte está
se aproximando.
• Quando morre uma pessoa idosa, morre
logo um anjo seu parente (criança) para
levar aquela para o céu.
• Defunto que está com braços
duros, amolece-os se pedir que assim faça.
• Defunto que fica com o corpo mole é
indício de que um seu parente o segue na
morte.
• Quando o defunto fica com os olhos abertos
é porque logo outro da família o
seguirá.
• Não se deve beijar os pés
de defunto, pois logo se irá atrás
dele, morrendo também.
• Na hora da morte, fazer o agonizante
segurar uma vela para alumiar o caminho que vai
seguir.
• Em mortalha, a linha não deve
ter nó.
• Água benta ou alcânfora
temperada na pinga joga-se com um galho de alecrim,
sobre o defunto.
• Quando uma pessoa jogar terra sobre o
defunto na cova, deve pedir ao mesmo que lhe arranje
um bom lugar no além. Se ele for para um
bom lugar, arranjará; se para um mau quem
pede está azarado. Bom é pedir lugar
para o cadáver de um anjinho, pois este
sempre vai para um bom lugar.
• Não se deve trazer terra do cemitério
quando se volta de um enterro, pois ela traz a
morte para a casa.
• A pessoa que apaga as velas após
a saída do enterro morrerá logo.
É bom colocar perto do caixão do
defunto um copo d’água benta.
• Não presta ver muitos enterros,
pois com isso se chama a morte para si.
• Quando passa um enterro, não se
deve atravessar o acompanhamento, pois isso traz
a morte para pessoas da família. Bom é
acompanhar o enterro.
• Não presta acender só três
velas para defunto; deve-se acender quatro.
A HISTÓRIA DAS VELAS
No início desta história as velas
não existiam como as conhecemos. Por volta
do ano 50.000 a.C. havia uma variação
daquilo que chamamos de velas, criada para funcionar
como fonte de luz. Eram usados pratos ou cubas
com gordura animal, tendo como pavio algumas fibras
vegetais, apresentando uma diferença básica
em relação às velas atuais,
de parafina: a gordura que servia de base para
a queima encontrava-se no estado líquido.
Mesmo antes do ano 50.000 a.C. este tipo de fonte
de luz era usada pelos homens, conforme pinturas
encontradas em algumas cavernas.
Há menções sobre velas nas
escritas Bíblicas, datando do século
10 a.C. Um pouco mais recentemente, no ano 3.000
A.C., foram descobertas velas em forma de bastão
no Egito e na Grécia. Outras fontes de
pesquisa afirmam que, na Grécia, as velas
eram usadas em comemorações feitas
para Artemis, a deusa da caça, reverenciada
no 6º dia de cada mês, e representavam
o luar. Um fragmento de vela do século
I d.C. foi encontrado em Avignon, na França.
Na Idade Média as velas eram usadas em
grandes salões, monastérios e igrejas.
Nesta época, quando a fabricação
de velas se estabeleceu como um comércio,
a gordura animal (sebo) era o material mais comumente
usado. Infelizmente, este material não
era uma boa opção devido à
fumaça e ao odor desagradável que
sua queima gerava. Outro ingrediente comum, a
cera das colméias de abelhas, nunca foi
suficiente para atender a demanda.
Por muitos séculos as velas eram consideradas
artigos de luxo na Europa. Elas eram feitas nas
cidades, por artesãos, e eram compradas
apenas por aqueles que podiam pagar um preço
considerável. Feitas de cera ou sebo, estas
velas eram depois colocadas em trabalhados castiçais
de prata ou madeira. Mesmo sendo consideradas
como artigos caros, o negócio das velas
já despontava como uma indústria
de futuro: em uma lista de impostos parisiense,
no ano de 1292, eram listados 71 fabricantes.
Na Inglaterra, os fabricantes de velas de cera
eram considerados de melhor classe se comparados
àqueles que fabricavam velas de sebo. O
negócio tornou-se mais rentável
porque as pessoas estavam aptas a pagar mais por
uma vela de cera. Em 1462 os fabricantes Ingleses
de velas de sebo foram incorporados e o comércio
de velas de gordura animal foi regulamentado.
No século 16 houve uma melhora no padrão
de vida. Como passou a haver uma maior disponibilidade
de castiçais e suportes para velas a preços
mais acessíveis, estas passaram a ser vendidas
por peso ou em grupos de oito, dez ou doze unidades.
As velas eram usadas também na iluminação
de teatros. Nesta época elas eram colocadas
atrás de frascos d'água colorida,
com tons de azul ou âmbar. Apesar desta
prática ser perigosa e cara para aquela
época, as velas eram as únicas fontes
de luz para ambientes internos.
A qualidade da luz emitida por uma vela depende
do material usado em seu fabrico. Velas feitas
com cera de colméia de abelhas, por exemplo,
produzem uma chama mais brilhante que as velas
de sebo. Outro material, derivado do óleo
encontrado no esperma de baleias, passou a ser
usado na época para aumentar o brilho das
chamas. Devido a questões ambientais e
ao desenvolvimento de novas tecnologias de iluminação,
este elemento não é mais usado.
Trabalhos para o estudo do oxigênio foram
desenvolvidos observando-se a chama de uma vela.
Como exemplo temos relatos feitos pelo químico
amador Josehp Priestley, em agosto de 1774, que
concluiu que, se a chama de uma vela se tornava
mais forte e viva na presença de oxigênio
puro, reação semelhante deveria
ser observada em pulmões adoentados quando
estimulados com este mesmo oxigênio.
O século 19 trouxe a introdução
da iluminação a gás e também
o desenvolvimento do maquinário destinado
ao fabrico de velas, que passaram a estar disponíveis
para os lares mais pobres. Para proteger a indústria,
o governo Inglês proibiu que as velas fossem
fabricadas em casa sem a posse de uma licença
especial. Em 1811, um químico francês
chamado Michel Eugene Chevreul descobriu que o
sebo não era uma substância única,
mas sim uma composição de dois ácidos
gordurosos combinados com glicerina para formar
um material não-inflamável.
Removendo a glicerina da mistura de sebo, Chevreul
inventou uma nova substância chamada "Esterine",
que era mais dura que o sebo e queimava por mais
tempo e com mais brilho. Essa descoberta impulsionou
a melhora na qualidade das velas e também
trouxe, em 1825, melhoras ao fabrico dos pavios,
que, devido à estrutura da vela, deixaram
de ser mechas de algodão para se tornar
um pavio enrolado, como conhecemos hoje. Essa
mudança fez com que a queima da vela se
tornasse uniforme e completa ao invés da
queima desordenada, característica dos
pavios de algodão.
Em 1830, teve início a exploração
petrolífera e a parafina era um subproduto
do petróleo. Por ser mais dura e menos
gordurosa que o sebo, a parafina se tornou o ingrediente
primário nas velas. Em 1854 a parafina
e o esterine foram combinados para fazer velas
muito parecidas com as que usamos hoje.
No ano de 1921 foi criado o padrão internacional
de velas, de acordo com a intensidade da emissão
de luz gerada por sua queima. O padrão
tomava por base a comparação com
a luminosidade emitida por lâmpadas incandescentes.
Devido ao desenvolvimento de novas tecnologias
de iluminação, este padrão
não é mais utilizado como referência
nos dias de hoje.
A parafina sintética surgiu após
a 2ª Guerra Mundial e sua qualidade superior
tornou-a o ingrediente primário de compostos
de ceras e plásticos modernos.
Usada nos primórdios de sua existência
como fonte de luz, as velas são usadas
hoje como artigos de decoração ou
como acessórios em cerimônias religiosas
e comemorativas. Há vários tipos
de velas, produzidas em uma ampla variedade de
cores, formas e tamanhos, mas, quando mencionamos
velas artesanais, nos referimos àquelas
feitas manualmente, onde é possível
encontrar modelos pouco convencionais, usados
para diferentes finalidades, tais como: decoração
de interiores, purificação do ambiente,
manipulação da energia com base
em suas cores e essências e etc.
Cuidados a tomar antes de acender uma vela:
Os espíritos do astral SUPERIOR, estão
em cima, os do INFERIOR, embaixo. Antes de acender
uma vela plasme seu desejo, faça sua vontade,
diga-lhe a que intenção deve obedecer.
As velas para os astral superior, deverão
ser acendidas a MAIS de 60 cm do piso, para evitar
uma ancoragem equivocada. Lembre-se que mesmo
no mundo dos espíritos existem certas regras,
portanto envie o sinal adequado.
Nunca acenda velas para alma de mortos dentro
de casa. Lembre-se que o vínculo entre
pessoas de energia similar ou laços de
sangue e afeto são muito fortes, que resistem
ao tempo e espaço. Entretanto, nem sempre
o espírito daquele que está no mundo
dos espíritos entende muito bem que já
não faz parte do mundo físico e
que suas manifestações poderão
ser perturbadoras e até mesmo negativas
para a energia dos vivos.
Ore, deseje paz e luz para aqueles se estão
em outros planos quando desconfiar que existem
presenças que interferem de forma negativa.
Coloque uma taça com água pura
antes de acender uma vela. Se aparecerem borbulhas
aderidas às paredes da taça é
sinal de "carga negativa". Os vivos
também poderão ser emissores e canais
de negatividade. Este procedimento pode ser aplicado
à distância, ou seja, se você
está falando ao telefone com alguém
e começa a sentir sono ou transpirar, coloque
um copo com água e diga "esta água
é para Fulano...
Se você tem um gato, saiba que é
seu melhor limpador de ambientes, portanto passe
a mão pelo lombo do bichano. Não
tema, eles não se contaminam, pelo contrário
buscam os lugares de energia negativa para dormir
e mantém a casa purificada.
Isso não significa que deve comunicar-se
com planos superiores tendo um gato ou algum animal
ao seu lado, pois são energias incompatíveis,
de 3º nível.
Se desconfia de presenças negativas limpe
a casa queimando sal marinho sobre brasas.
O café em grão, que deverá
ser triturado e polvilhado sobre brasas de carvão
vegetal também afasta os miasmas espirituais,
assim como o cravo da índia, que limpa
os pensamentos e corta os vínculos de astral.
Existem cuidados básicos a tomar antes
de acender velas que invoquem forças espirituais
poderosas como os anjos, por exemplo.
O anjo que está ao lado de cada pessoa
é sua consciência cósmica,
que sintoniza com sua forma de agir (positiva
ou negativa), portanto uma casa espiritualmente
desordenada, com pessoas que praticam ações
perversas ou consomem drogas necessita uma limpeza
energética antes de qualquer ritual mágico.
Uma casa que sofreu luto, ou onde aconteceu algum
tipo de agressão física, ou abrigou
um morador com doença terminal, também
necessita de uma boa limpeza energética
prévia ao acendimento de velas.
A presença de espíritos de luz
superior pode ser notada quando aparecem perfume
de flores ou essências em certos lugares.
Também estão presentes quando as
flores e frutas ao invés de apodrecerem
com o passar do tempo duram meses e depois vão
secando. Já observei maçãs
que duraram quase um ano sem deteriorar-se. Também
já vi uma maçã que estava
perfeitamente conservada por meses e no momento
que foi colocadas na presença de uma pessoa
"negativa", que reclamava da vida, sentia-se
infeliz, falava mal de outros... apodreceu no
dia seguinte.
Nada impede que acenda velas decorativas ou apenas
para distender-se, obedecendo a altura de no mínimo
60 cm do piso, mas tratando-se de magia com velas
ou pedidos a entidades ou espíritos superiores
é aconselhável "despoluir"
a comunicação antes para obter uma
sintonia de qualidade.
A luz de uma vela carrega em si todas as forças
do Universo, tanto que sempre cumpre a missão
de agregar luz e força a qualquer situação.
Uma vela serve como ponto de ancoragem, que tanto
poderá ser de espíritos de luz como
de escuridão.
A alma busca a luz das velas! TODAS as almas,
tanto aquelas que são puras ou estão
em um nível superior de evolução,
como aquelas que são do baixo astral, ou
os espíritos errantes que ainda não
encontraram a luz por alguma razão.
O que são espíritos errantes?
- São aquelas pessoas que morreram sem
desejar ir-se ao plano superior ou estar preparadas
para a morte e a natural desvinculação
com o mundo físico ou material.
- Também pode acontecer que no momento
da morte a pessoa sinta que ainda tem muito a
realizar por si mesma ou por aqueles que ficam.
- Outra causa menos nobre seria o desejo de vingança,
ódio ou incapacidade de perdoar determinados
tipos de agressões sofridas em vida, como
um estupro seguido de morte, um assalto seguido
de morte ou separação de quem ama.
- Noivas (os) apaixonados, esposos, irmãos,
etc.
- Pessoas com doenças terminais.
- Torturados.
- Quem comprou um imóvel com muito sacrifício
e depois não desfrutou, ou porque teve
que vendê-lo ou porque morreu em seguida.
- Pais que morrem e sentem-se responsáveis
para cuidar dos filhos que ficam desamparados
ou com pessoas indesejáveis.
- Escravos ou pessoas exploradas.
- Pecadores que nunca fizeram "mea culpa".
A presenças de tais espíritos não
significa SEMPRE que são agressores, malvados
ou destrutivos, mas SIM que poderão ser
PERTURBADORES, quando interferem com manifestações
de sua presença.
Alguns sinais de que existem espíritos
do baixo astral interferindo na energia de sua
casa podem ser bastante sutis, como por exemplo,
vento frio em determinado lugar ou ponto, umidade,
cheiro de queimado, cheiro de algo podre, entre
outros. Tais sinais surgem de repente e da mesma
forma desaparecem, sem que exista uma causa física
para tal.
Uma confirmação é que surgem
quase sempre no mesmo lugar, como por exemplo
perto da cadeira onde o defunto sentava-se ou
lugar onde permanecia mais tempo enquanto vivia.
As consequências nos vivos: Baixo rendimento,
depressão e tristeza sem razão aparente,
sono excessivo, falta de perspectiva, acomodação,
isolamento, brigas ou discussões por banalidades,
ENTRE OUTROS.
Quanto aos espíritos com manifestações
físicas, já é um caso que
exige ajuda de profissionais, pois interferem
diretamente na ordem da casa e comportamento daqueles
a quem se manifesta. São situações
bastante raras, mas todos já escutamos
estórias de pessoas que escutam gemidos,
passos, pranto, gritos, gargalhadas e até
viram ou fotografaram tais manifestações
fantasmagóricas. Em certos casos poderão
inclusive agredir de forma física as pessoas
que vivem na casa.
Lembre-se: Os espíritos de "baixo
astral" ou "errantes" não
serão todos MAUS (no sentido que entendemos),
tanto que algumas religiões se utilizam
justamente desta conexão para aceder ao
mundo espiritual e buscar respostas para suas
inquietudes ou para pedir favores, sempre em troca
de algo, que geralmente é o que este tipo
de espírito necessita, que pode ser cachaça,
animais mortos, flores ou velas, que serão
acendidas no chão, em encruzilhadas. Não
entendo muito destes tipos de rituais, mas o fato
de colocar a oferenda em um lugar que o espírito
não sabe que direção seguir
e que a vela ilumina o baixo astral por estar
no chão, o manterá cativo e disponível
para futuras consultas.
Nestes casos tais espíritos utilizam o
corpo=energia de um "canal" vivo, que
sempre sairá de uma sessão destas
muito cansado e sonolento. Muitas vezes a pessoa
que incorpora o espírito de baixo astral
sente uma espécie de torpor, como depois
de um choque elétrico. Quem se utiliza
deste tipo de canal espiritual corre o risco de
prejudicar sua própria aura, pois entra
em uma sintonia inferior, tanto que se nota perfeitamente
a diferença em uma fotografia kirlian,
entre aqueles que se conectam com o astral inferior,
e quem se conecta com astral superior.
O USO DE FLORES NO DIA DE FINADOS
É bom cultuar a memória dos mortos,
dos antepassados, daqueles cujas vidas muito representaram
para cada um de nós e cuja experiência
nos pode esclarecer, bastante nossa condição
cultural, espiritual, fazer-nos voltar a nossas
raízes. As flores de Finados expressam
a saudade que deles temos. Mas não basta
ficar na lembrança, na homenagem ou mesmo
na oração por eles.
Ao acender velas para nossos mortos, mostramos
nossa fé; em Cristo, luz do mundo. Finados
é o momento de robustecer nossa fé
neste Cristo que, na cruz, assumiu nossa morte,
que por nós aceitou morrer e em sua Ressurreição
triunfou do poder da morte. A Liturgia Pascal,
em um dos seus hinos, recorda que "mors et
vita duellum conflixere mirandum" a morte
e a vida se enfrentaram num duelo admirável;
"dux vitae mortuus regnat vivus" o Rei
da vida que morreu reina vivo. Em Cristo, o mistério
da morte encontra, para quem crê, a luz
do seu significado maior: o final da condição
presente transitória e contingente e a
passagem à realidade definitiva de uma
vida tornada um ato eterno de amor diante de Deus.
Dom José Carlos de Lima Vaz
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